Escritas

Lista de Poemas

A bela musa do aniversário

A bela Musa do aniversário

À musa Doce Menina,

Doce, e que sentes o alento
Ver amar o amor da festa;
A ti do amor como a sesta
Do alvor ao vento.

Faze-me amar como a testa;
Das cores ao meu relento...
Vens-me o belo sentimento,
Do amor à Vesta.

Queres o canto da brisa!?
Sim! Do licor ao meu fado!...
Vens-me a flor lisa!

Dou-te o bolo do passado;
Do pranto que a flor desliza
Dáouro ao meu lado.

Autor:Lucas Munhoz

*Direitos Autorais Reservados
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O belo olhar da nudez

O belo olhar da nudez

Nua, gosto de ver-te o bom desejo...
À sedução do corpo, como a fome
Vejo-te o corpo fogoso, esse nome...
Cravado nos teus seios, mas sem pejo.

A vê-la a carne nua, como o beijo...
Que o teu deleite nu já me consome;
Falas a mim, que o corpo não vos tome?
Ama-me como a Loba, como o harpejo.

Amor, que és só minha como a nudez!
Sem me sentires o corpo da vida...
O meu amor, eis-me o olhar da mudez.

Quero-te! Vem lograr-me a carne nua!
Não ele! Vens a mim a flor vivida!
Sim! Só me queres como a bela lua.

Autor:Lucas Munhoz
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Doce Menina (Brisa apaixonada)

Doce Menina (Brisa apaixonada)

Deixo-te ver as flores da saudade;
Do acalanto que já vens o bom posto
O licor, a luzir-me o doce rosto!...
Beija-me a boca entre a bela bondade.

Lá na esquina do amor: "Amo-te o véu!"
Viste o sol augusto que sente o lago;
Do palor sedutor que já me afago!
Sabes, ó flor eterna! Deu-me ao céu.

A bulir-me, que em cor não perde o mar?
Sim, E no teu licor que vês o anelo!...
Do licor aos meus prantos a vivê-lo.
Aquece-me os cantos que é do meu lar.

Podes amar-me os meus lírios do amor;
Se o sentimento olvidar-me os carinhos!
Hás de cessar-me todos os bons ninhos.
Lembro-me a tua noite... Como a flor!...

Se te cessar ao véu do alento a ti...
Que, a mim do peito vai sentir-me o lírio
Dos cantos que sentes o meu delírio;
Querida! Mas no amor já me senti!...

Ó sedução! Que sentes o meu canto!?
São os amores nus - como o prazer;
Beijar-me os lírios já vens dar-te ao ser,
São os delírios nus - como o acalanto.

Autor:Lucas Munhoz

Direitos Autorais Reservados
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A minha doce namorada (Rondel)

Amo-te, meu amor... Beijei-te a boca!
Deixo-te amar o véu do firmamento;
Teu cheiro, ei-la o desejo da cor rouca...
Em céu, já vistes a nudez do vento.

Que eras o meu amor, ó paixão louca!
Beijo-te a língua, e vês o meu relento
Do alvor ao vento, e lês a fome pouca
Deixo-te amar o véu do firmamento.

Deixa-me amar a sedução da toca;
Amo-te tanto!... E vês o doce alento!
Deste-me o coração, ó paixão mouca...
Queres a mim - como o doce acalento.
Amo-te, meu amor... Beijei-te a boca!
Deixo-te amar o véu do firmamento.

Autor:Lucas Munhoz

*Direitos Autorais Reservados
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Soneto inglês VI

Soneto inglês VI

Doce, se este anelo do bom amante
Amo-te como amante, doce alcova
Hás de sentir-me o alvor apaixonante;
Amo-te como autor, e que comova.

Os vossos alentos hão de adorar-me;
Doce nome já tens o meu deleite,
Hão de sentir-vos o batel a amar-me!
O licor sedutor, e que me deite.

À cor serena, como o bom poeta
Queres o meu verso do sentimento;
Hás de sentir-me a forte violeta
Beija-me a flor em doce firmamento.

Amo-te como alvor em sedução;
Doce, se és minha musa da paixão.

Autor:Lucas Munhoz
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Sonetinho à Rosa Flor

Sonetinho à Rosa Flor

Rosa, a quem não sentes?
Aos véus que ama o rosto;
O amor que ama o posto,
Quem são os céus quentes?

A nós da aura ao vento;
Que, ao meu céu dos pés...
Que o amor, a quem és?
à flor, que ama o alento.

Dos véus ao meu lado;
à flor do meu pranto...
Rosa, a quem não ama?

Do amor ao meu fado;
à flor do teu canto...
Dei-a, a quem me chama?

Autor:Lucas Munhoz

*Direitos Autorais Reservados
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Soneto inglês IV

Soneto inglês IV

Ama-me! Se fores o bom alento...
Ó Mãe perfumosa que és meu viver,
Brilha-te o arame da cor pelo vento
Se te eu cessar à paixão que o meu ser.

Querida, sabes que me amas o enlevo...
Que em tua beleza vens o meu colo,
Se te eu pudesse amar-te o doce trevo
Vejo-a a um lado eterno como Apolo.

A mim a lealdade que és mui bela;
Amo-te tanto! Vejo-te a ternura!...
Dentro do coração já sinto a vê-la,
Que, em olho sereno a ver-te tão pura.

Ó Mãe perfeita! Quero-te o carinho!...
Sinto amar-te o sentimento do ninho.

Autor:Lucas Munhoz
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Sonetinho à Doce Menina (Borboleta)

Sonetinho à Doce Menina (Borboleta)

Ver amar o amor a amar-me;
Nua, e a sua cor do anelo...
Só foste a musa a vivê-lo.
Se fores o olho a adorar-me.

Dei-te os corpos nus em pêlo...
à cor negra, em sol a olhar-me!
Vês o forte olho a vagar-me;
Olha-me o amor do cabelo.

ó seios nus... Eis-me o alento!
Dos amores entre os beijos
ó doce mar... Sem tristeza.

Dos lírios ao doce vento...
O vôo deu-me aos arpejos;
Dei-te os fados... Sem pureza.

Autor:Lucas Munhoz
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Os seios da mulher

Os seios da mulher

Morde-lhe os bicos à donzela sem dor...
Bebê-los o leite caindo em minha alvura;
Deixa-me ondear os teus seios que és pura.
Ó fome ardorosa! Que a mim do calor!...

O amor, que és tão bela como o sentimento!
A nós da bondade a beijá-la a vertigem;
Decerto a ti, só queres a mulher virgem,
Lamber as duas jovens nos seios do alento.

Que é da volúpia a amá-las a castidade;
Deixo-te a amante a beijá-las a pureza,
Lambe-lhe os bicos dáágua como a beleza
Que amas a donzela, que és uma vaidade.

Alça-se os teus calores do amor a amá-lo;
Sabes, a mim hás de sentir-me o perfume
Ó bela mulher! Que me adoças o lume?...
Sem veste quente, que és um doce regalo.

Que és da luxúria a beijá-las os desejos;
Mordê-las os seios úmidos do alarde...
Depois a beijá-las a alcova da tarde!
Bebê-las os bicos dáágua aos meus arpejos.

Autor:Lucas Munhoz
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Doce Menina (Linda Flor)

Doce Menina (Linda Flor)

Amo-te, meu amor... À flor do amante!
Espera-te... E que já sente o meu choro;
Dou-me ao meu coração pelo bom soro,
Amo-te, minha flor... Ao céu brilhante.

Deixa-me amar como o jovem corante;
Banhas-te o coração do bom namoro,
Do teu sentimento como eu te adoro!
Querida, ao jovem da paixão vagante.

Queres amar-me o amor da sedução,
Sem me sentires o calor da vida
Que vos adora o licor da paixão.

Ama-me o bom sentimento do canto;
Meu amor, se és uma flor mui querida
Lembro-me a palidez... Amo-te o pranto!

Autor:Lucas Munhoz
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Comentários (9)

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Rosimeire Seixas
Rosimeire Seixas
2022-04-27

no meu entender que nunca chegamos ou conquistamos algo sozinhos, temos interesse em chegar a algum lugar ,mesmo que fazemos grandes esforços. mas sempre temos alguém por trás ,ou seja, que indicou o caminho, orientou, enfim, mesmo que seja mérito nosso, mas sempre tem alguém.

Fernando Mendes
Fernando Mendes
2020-05-28

Um poeta alem do tempo.

Inês
Inês
2018-08-14

Desde muito tempo, o mundo sempre teve as diferenças entre seu povos , ricos e pobres, escravos, o passado nos mostra muitas coisas, mudou muita coisa , mas ainda ha de mudar muito e muito a escravidão foi abolida, mas ainda vivemos muitas coisa do passado.

Jessica  F G
Jessica F G
2018-02-13

Que reflexao mais linda e profunda!

Iviane Queiroz
Iviane Queiroz
2018-02-04

Vemos neste poema a importância do trabalho, porém sem reconhecimento nenhum para o que o fez