Lista de Poemas

Ruido


Um grito sufocado.
Um uivo gemido.
Incerteza nos olhos
angustia na alma
Pensamentos insistem em voltar,
como paginas ao vento,
incompletos, amarelos
e o grito continua alí
alto, fraco, doído
os olhos rubros escuros,
não escondem a dor
as veias saltam sem rumo
sem direção.
Um ruído insistente
um barulho sem som
um olhar vago, 
num futuro incerto.
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sem som


O silêncio me faz falta,

nele me perco, me esqueço
flutuo nos meus pensamentos,
me isolo dos temores,
no silêncio me encontro,
me distancio.
o ruído me incomoda
me desorienta,
me atormenta,
tira meu rumo
arranca meus pés do chão,
porisso, ainda prefiro o silêncio
por ele me oriento
me frequento
me explico
justifico minhas falhas,
suas falhas,
me julgo, 
me sentencio,
me livro
me decifro
me encanto
desencanto. 
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Lembranças a galope

Hoje ouvi nossa canção
senti um arrepio
do jeito que não sei saber,
meus olhos se fecharam,
lembranças vieram a galope
trazendo um aperto
e outro tipo de arrepio.
Dessa vez com outro sabor,
como se eu pudesse compreender.
Tive depois de vários anos
uma certa nostalgia
uma lembrança da cor,
do calor,
do toque,
dos beijos.
Do arrepio da minha pele
da paz dos teus braços.
Hoje me veio um clarão tardio
que me trouxe um sentimento vazio
talvez eu devesse me arrepender
um nó se fez em minha garganta,
um embaraço, um cansaço
um pensamento que nunca desfaço
Ah! Não sei porque hoje,
não há nenhuma data 
nenhum motivo especial
Não há porque
Não há para que
mais em em mim 
só há você .



                                                                                                                                                 KELLY BRIZAK

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Ao me perder

Ao me sentir presa em mim

Pude entender a liberdade

Quando os braços me faltaram

Entendi o poder do abraço

Sentindo um medo de andar livre

Vaguei pela casa vazia

Descobri coisas antigas

Valores substituídos pelo tempo

Revivi  memórias perdidas

E me refiz, de jogos de tabuleiros

Que nem sei como se joga mais

Testei receitas imaginarias

Contei grãos de feijão

Descobri plantas no meu terreiro,

Que não são, mato não

Aprendi, que o choro vem de dentro,

Sem motivo algum

Entendi, que o coração se rasga de saudade,

E dói

Que o eu te amo do telefone

Não tem a mesma verdade, que o dos olhos

Que a cerveja da minha mesa não é tão boa

Quando as cadeiras estão vazias

Que a limpeza da casa não é tão necessária

Quando tudo já esta limpo

E o ócio, leva ao desespero.

A  Netflix não ocupa o lugar do sorriso,

Do medo, do grito,

Não substitui sensações,

A tela do telefone ainda é fria

O toque é vazio de encanto

E aquele que se diz solitário

Senti falta da solidão escolhida

Vivida, curtida

Sem obrigação, sem medo, sem dor.
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cor de algodão


E há quem diga:
que o amor, não faz doer.
Ahh insensatez!
Quisera o coração não roer,
E a alma não gritar,
Quisera eu não ter,
um coração a sofrer
Um acorde mudo no violão,
que insiste na mesma canção,
trazendo um passado,
com frases de pressão.
No escuro dos olhos fechados
vasculho um coração deserto,
com oasis ilusórios
e planos contraditórios,
frases de gelo 
somem ao sol,
em meio a corações de nuvéns,
cor de algodão.
E ainda assim, há quem diga,
que o amor não faz doer.
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O vazio das almas


As ruas estão desertas de sorrisos, de passos
Os braços não se tocam, os olhos se escondem
Não a visita nem passeios
A boca perdeu a cor atrás da mascara.
Um pedaço de pano, que pode salvar.
A corrida acabou,
o ultimo acorde do meu som
O medo toma conta dos corações
E quem não tinha fé,
Se ajoelha e pede socorro,
a um Deus desconhecido

E implora, se desespera e chora
Se agarra a certeza, de que a cura vem do alto
Desenvolve uma fé como nunca fez,
se descobre, se encobre
e a ganância continua lá
a ignorância também
a casa se torna um porto seguro
a família retoma seu posto
não há fuga, nem socorro
e o jogador não esta mais no pedestal,
deu espaço pra doutores, de jaleco e avental
e a rua é insegura
o desespero predomina
e o coração anda triste, inseguro
e os braços estão vazios
o corpo está frio, sem o calor do outro
os afazeres não importam mais
o trabalho ficou pra outro dia
se der pra fazer deu, se não tanto faz
e o amanhã ficou distante e incerto.

O ar se tornou transporte do inimigo

e ainda tem gente olhando o próprio umbigo
as mão não abençoam, não trazem segurança
não há proteção,
e a luta é contra um inimigo invisível
poderoso, destruidor, está nos vencendo
nos destruindo, derrubando crenças
devolvendo reflexões,
trazendo de volta quem estava distante
devolvendo amor aos corações
e a fé continua ali
gritando, implorando
pra sair
dando forças, esperanças,
mostrando que as vezes,
o socorro,
vem de onde não se espera vir..
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PARA QUE SERVE UM AMIGO

Amigo, serve pra aquecer a alma 
pra arrancar a dor
serve pra dar risadas e curar mal de amor
Tem amigo que é dono do melhor puxão de orelha
Outros só estão ali, no silêncio 
há aqueles, que servem pra ouvir,
e falam pelo olhar
Tem amigo, que tem o abraço quentinho
que acolhe sem pensar
Amigo não tem nome tem apelido, 
Tem amigo irmão,
que briga e da sermão,
Amigo topa tudo,
com esse não tem tempo ruim
Tem o amigo bora lá,
esse, vai em todo lugar
Tem também aquele amigo,
que te deixa ir, 
te dá asas pra voar
incentiva suas loucuras,
dá forças pra você tentar
Tem o amigo pra segredos
esse guarda o que você, não aguenta guardar
e tem o amigo boca aberta, 
ah, esse não guarda nada
Tem amigo, que é nossas pernas,
quando começamos fraquejar,
Há tambem aquele, com quem dividimos momentos
damos os melhores sorrisos, 
Esquecemos medos
São nossos anjos sem asas
Irmãos de coração
Amigo, é alguém que vem pra somar
agrega valores, lições de vida
Amigo tem história, tem sorriso sem motivo
e gargalhadas sem razão
tem o olhar mais significativo, 
que só o amigo sabe decifrar
tem memória curta
E mesmo que a gente discuta
a amizade continua lá.
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Desequilíbrio



Reparo me,
não como um conserto,
Talvez um remendo
Um acalento
Distancio-me
Redireciono noções
Devolvo sentidos aguçados
Equilibro devoluções
E ainda assim, com tudo pesado
Carrego meu fardo
Luto com meus dragões
Derrubo muros altos
Tropeço em borrões
Volto onde estive
Não estou mais ali
Com bagagem nas costas,
Uma postura imposta
Escrita, por um povo sem noção
Escritores desorientados
Que se acham equilibrados,
pra comandar uma nação.
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De olhos vendados

A nudez da sua alma
abala minha visão,
derruba meu psicológico
e destroí minha razão,
não te alcanço
então fecho os olhos,
e você pulsa em mim
Te encontro no vázio,
alma limpa,
e coração sombrio,
No meio, dessa bagunça de emoções
você sorri e dança,
faz do sorriso esperança
Do olhar sedução
Me perco em você
sinto seu cheiro
Meus dedos doem, por falta de toque
Meus pelos se aguçam,
junto a outros sentidos
Quase me desespero,
A pele queima pelo embalo
me embriago pelo cheiro
Sua mão suave, me arrepia
Te quero!
Como um desespero,
sinto sensações diversas,
desejos adormecidos libertos.
explodo em sentidos,
um prazer da minha libido.
Um sussurro ao pé do ouvido,
descompasso no peito,
Um vácuo preenchido
Frio aquecido,
Um medo perdido.
Nesse momento me encho,
intercalando emoções,
continuo com os olhos, agora vendados
desfrutando desejos.
Me embriagando de sensações.
Com os olhos fechados 
eu te encontro e não te perco.





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o sino

O tilintar do Sino,
bate ao longe,
trazendo calma e paz
fazendo feliz o que está dormindo,
E desafiando quem está acordado.
A cada pensamento, sinto uma fuga
A cada toque ,vejo um reflexo
Assim, como um coração acelerado,
já não é mais um barulho vazio,
É um acalentador de emoções
sentindo um pensamento amplo,
e cheio de canções
A cada barulho dado,
um som estalado,
um sorriso agregado
difusor de estações
Um olhar cativo
ao som criativo,
de quem não quer saber,
Não quer pensar
Não quer cansar.
Um olhar ao som distante
Onde um ser pensante
Se torna atuante
criativo e voraz.

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Comentários (1)

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jackfer
2020-12-30

Excelente poema.....