O vazio das almas


As ruas estão desertas de sorrisos, de passos
Os braços não se tocam, os olhos se escondem
Não a visita nem passeios
A boca perdeu a cor atrás da mascara.
Um pedaço de pano, que pode salvar.
A corrida acabou,
o ultimo acorde do meu som
O medo toma conta dos corações
E quem não tinha fé,
Se ajoelha e pede socorro,
a um Deus desconhecido

E implora, se desespera e chora
Se agarra a certeza, de que a cura vem do alto
Desenvolve uma fé como nunca fez,
se descobre, se encobre
e a ganância continua lá
a ignorância também
a casa se torna um porto seguro
a família retoma seu posto
não há fuga, nem socorro
e o jogador não esta mais no pedestal,
deu espaço pra doutores, de jaleco e avental
e a rua é insegura
o desespero predomina
e o coração anda triste, inseguro
e os braços estão vazios
o corpo está frio, sem o calor do outro
os afazeres não importam mais
o trabalho ficou pra outro dia
se der pra fazer deu, se não tanto faz
e o amanhã ficou distante e incerto.

O ar se tornou transporte do inimigo

e ainda tem gente olhando o próprio umbigo
as mão não abençoam, não trazem segurança
não há proteção,
e a luta é contra um inimigo invisível
poderoso, destruidor, está nos vencendo
nos destruindo, derrubando crenças
devolvendo reflexões,
trazendo de volta quem estava distante
devolvendo amor aos corações
e a fé continua ali
gritando, implorando
pra sair
dando forças, esperanças,
mostrando que as vezes,
o socorro,
vem de onde não se espera vir..
324 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.