Lista de Poemas
LAODICÉIA
Ó Deus! Tua rádio, agora, toca músicas banais,
Celebrando o amor de homem e mulher.
(A oferta se adapta à demanda ou cria a demanda?)
Onde estão os hinos, os hinos de louvor?
Deus, não estás cansado
De tanta música ruim?
Tua igreja enriqueceu,
Nada lhe falta dos prazeres mundanos;
Vestiu as roupagens do Século nos teus hinos,
E agora os levitas cantam com voz esganiçada,
Existencialista, enquanto
Um pianinho pop faz o fundo.
Celebrando o amor de homem e mulher.
(A oferta se adapta à demanda ou cria a demanda?)
Onde estão os hinos, os hinos de louvor?
Deus, não estás cansado
De tanta música ruim?
Tua igreja enriqueceu,
Nada lhe falta dos prazeres mundanos;
Vestiu as roupagens do Século nos teus hinos,
E agora os levitas cantam com voz esganiçada,
Existencialista, enquanto
Um pianinho pop faz o fundo.
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PAISAGEM MÁXIMA
Diante de meus olhos estendem-se os céus que o Senhor estabeleceu,
A grande tela esticada na qual a mão do Mestre-Pintor
Executa as mais perfeitas aquarelas e os óleos mais refinados,
A cada manhã, a cada entardecer.
Todos estes quadros, ó Deus, trazem a tua assinatura,
E é também assim que os homens te reconhecem,
Pois os convidas, a cada dia, para um novo “vernissage”
Na galeria da terra inteira,
Onde penduras as tuas obras no próprio firmamento!
Tu utilizas pincéis de nuvens, de atmosfera e de vento,
E corantes de sóis para compor estas obras-primas
Que se renovam perpetuamente, a cada novo dia.
Os pobres não precisam frequentar as galerias de arte,
Basta-lhes abrir a janela e contemplar a pintura restaurada
Da natureza celestial, estendida na amplidão
E emoldurada pela terra verde e castanha.
De repente, os pássaros irrompem no teu quadro,
A ele acrescentando o seu voo
Com círculos precisamente desprovidos de sentido;
Ao teu chamado passam a fazer parte da tela celestial.
Contemplamos, ó Deus eterno, tua mutável criação,
A renovada beleza da obra de tuas mãos,
Com nossos corações pulsando em júbilo sob o céu;
Louvamos a ti que de tal plenitude nos fizeste participantes!
Diante de nossos olhos maravilhados, de uma vez e para sempre
Realizaste a tua obra máxima.
A grande tela esticada na qual a mão do Mestre-Pintor
Executa as mais perfeitas aquarelas e os óleos mais refinados,
A cada manhã, a cada entardecer.
Todos estes quadros, ó Deus, trazem a tua assinatura,
E é também assim que os homens te reconhecem,
Pois os convidas, a cada dia, para um novo “vernissage”
Na galeria da terra inteira,
Onde penduras as tuas obras no próprio firmamento!
Tu utilizas pincéis de nuvens, de atmosfera e de vento,
E corantes de sóis para compor estas obras-primas
Que se renovam perpetuamente, a cada novo dia.
Os pobres não precisam frequentar as galerias de arte,
Basta-lhes abrir a janela e contemplar a pintura restaurada
Da natureza celestial, estendida na amplidão
E emoldurada pela terra verde e castanha.
De repente, os pássaros irrompem no teu quadro,
A ele acrescentando o seu voo
Com círculos precisamente desprovidos de sentido;
Ao teu chamado passam a fazer parte da tela celestial.
Contemplamos, ó Deus eterno, tua mutável criação,
A renovada beleza da obra de tuas mãos,
Com nossos corações pulsando em júbilo sob o céu;
Louvamos a ti que de tal plenitude nos fizeste participantes!
Diante de nossos olhos maravilhados, de uma vez e para sempre
Realizaste a tua obra máxima.
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ORAÇÃO 2
Oh guia-me, Senhor,
Pois não sei como andar
Nesta escura floresta!
Se pretender conduzir-me
Sem a tua ajuda meus pés,
Certamente, me levarão por
Falsos caminhos,
Caminhos que conduzem
A lugar nenhum.
Porém, entrego a ti a direção,
Clamo a ti, estendo-te a mão,
Aspiro tua doce presença.
E a caminhada que ora inicia
Já chegou ao fim.
Pois não sei como andar
Nesta escura floresta!
Se pretender conduzir-me
Sem a tua ajuda meus pés,
Certamente, me levarão por
Falsos caminhos,
Caminhos que conduzem
A lugar nenhum.
Porém, entrego a ti a direção,
Clamo a ti, estendo-te a mão,
Aspiro tua doce presença.
E a caminhada que ora inicia
Já chegou ao fim.
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ARMADILHA
À noite, o mal.
As epeiras
Tecem teias
No quintal.
As epeiras
Tecem teias
No quintal.
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ARMADILHA
À noite, o mal.
As epeiras
Tecem teias
No quintal.
As epeiras
Tecem teias
No quintal.
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CONTEMPLAÇÃO 1
Horta em dia de chuva miúda.
Cada alface é uma esmeralda.
Valeria a pena cultivá-las
Tão somente pelo prazer de as poder contemplar
Em um dia como este.
A casa modesta, argamassa tingida,
Da janela avista-se a terra em sulcos
E os legumes molhados.
Anoitece.
Quem precisa de iluminação elétrica?
Contentemo-nos com bíblicos lampiões.
Cada alface é uma esmeralda.
Valeria a pena cultivá-las
Tão somente pelo prazer de as poder contemplar
Em um dia como este.
A casa modesta, argamassa tingida,
Da janela avista-se a terra em sulcos
E os legumes molhados.
Anoitece.
Quem precisa de iluminação elétrica?
Contentemo-nos com bíblicos lampiões.
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CONSISTÊNCIAS
O leve pássaro
Conduz a si mesmo.
A pluma é leve,
Mas vai a esmo.
Conduz a si mesmo.
A pluma é leve,
Mas vai a esmo.
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ORAÇÃO 1
Senhor, esta é a minha oração.
Não é feita com palavras audíveis,
Mas com lápis e papel.
Como todas as orações,
Esta também brota do coração.
Quero, pois, abrir-te o meu ser,
Expor-te meu íntimo segredo.
Tenho andado agitado por muitos dias,
Esquecido de que permaneço em tuas mãos
Para o bem ou para o mal.
Às vezes não consigo distinguir o que sou:
Um grão de poeira nesta tua criação.
Porém, os teus olhos me conhecem –
Ao insignificante;
Inclinas o rosto
D’além das extremidades do céu.
Teu olhar perpassa as galáxias,
A luz pura do teu olhar varre o universo
E me encontra, e me convence
Da inutilidade das minhas preocupações.
(17/10/1994)
Não é feita com palavras audíveis,
Mas com lápis e papel.
Como todas as orações,
Esta também brota do coração.
Quero, pois, abrir-te o meu ser,
Expor-te meu íntimo segredo.
Tenho andado agitado por muitos dias,
Esquecido de que permaneço em tuas mãos
Para o bem ou para o mal.
Às vezes não consigo distinguir o que sou:
Um grão de poeira nesta tua criação.
Porém, os teus olhos me conhecem –
Ao insignificante;
Inclinas o rosto
D’além das extremidades do céu.
Teu olhar perpassa as galáxias,
A luz pura do teu olhar varre o universo
E me encontra, e me convence
Da inutilidade das minhas preocupações.
(17/10/1994)
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RELATIVIDADE
O pobre não é tão pobre:
A visão dos jardins lhe pertence.
O rico não é tão rico:
Ele não pode permanecer acordado.
A visão dos jardins lhe pertence.
O rico não é tão rico:
Ele não pode permanecer acordado.
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FOME ANCESTRAL
Minha filha
Quer comer a vida.
Leva à boca o biscoito,
E o dedo do pai,
Em seguida.
Quer comer a vida.
Leva à boca o biscoito,
E o dedo do pai,
Em seguida.
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