Lista de Poemas
Na terra onde ninguém me cala

Na terra onde ninguém me cala
Na terra onde ninguém se fala,
Difícil saber se adeus é até
Logo, na terra onde ninguém
Se cala, nada é maior, eterno
Quanto a fala e a fama, o “moto”,
A chama, o amanhã e o saldo,
O sal dos sonhos complexos, ou seja,
Poder inspirar quem me inspira,
Livre de ónus ou teias, palas, moreias,
Na terra onde ninguém me cala,
Sou eu, e sou de todos um pouco,
Dos mais feios aos mais loucos,
Dos louros aos listados nas mamas,
Dos analfabetos silábicos, aos sem
Lábios, mas que falam como gigantes,
Falo dos extravagantes eu, dos tolos,
Dos amantes cibernéticos, sou estrábico
Como todos um pouco, e um livro em branco,
Imaculado, pronto a sentir algo em tudo,
O usado como novo, o amarrotado
De maneira diferente, o olhar doutro,
O que não me mente, nem “se rala”, se
É verídico ou verniz de unhas sintético,
Para agradar a um cego dos dedos,
Sendo oficial dos imprudentes, sou
Por dentro, um peixe seco, desses que
Passam a vida de azul a verde celeste,
Sem terem plo meio outras cores,
Cinzento por exemplo, amarelo veneno,
Gema d’ovo, cor de chapéu de palha fofo,
Na sala aonde alguém me “ralha”,
Não me explico pelo comum da fala,
Alastro-me como fogo em palha seca,
“Puxo” pela navalha e viro senhor
Absoluto do que afirmo, conheço-me
Bem, falo o que digo, dom de ofídio,
Iniciático segundo a visão e os crentes.
Consola-me a altura que tenho, mesmo
Que não seja célebre, tenho a alma cheia
De sensações pungentes e diferentes,
Capaz de sentir novas e ter distintas
Opiniões, segundo a hora o dia e o mês,
Não me corrompeu ainda o ind’agora,
Uma febre ligeira, chamemos-lhe
Covardia, um estágio fora da alma,
E os sentimentos que não tememos,
A apologia de um lugar diferente, digo:
-Lá fora as Carpas mais me parecem
Lírios longitudinais, mas presentes,
Legítimos como tudo o mais, Chernes,
Percas da minha rua, rua de quem
Se perdeu algum dia, não eu, pois
Eu sou dos que se não perdem, assim
Sendo, torna-se difícil dizer, – Adeus
E até breve…
Jorge Santos (22 Janeiro 2021)
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Esquema gráfico para não sobreviver à morte …
Esquema gráfico para não sobreviver à morte …
Por mim, e de minha parte, dispenso-me de comparecer perante a morte tão cedo e em tão solitário lugar de culto, de parecer bem no dia a dia, no concavo do espelho enquanto vivo e me vejo e do acontecer matemático, geriátrico-sistémico, cronológico-depurado complexo, pareço-me e comungo do comum entardecer dos Generais da Roma antiga, dos Reis do Egipto, mas sou apenas um comum acontecimento já acontecido, falo do que ocorreu anteriormente e se sobreviver incompleto e segmento, parcialmente, já não necessitarei de levitar e inventar o da voz demasiado grave, de voar levantado ou levantar a fala até mais não, até não poder mais, não precisarei de precisar mesmo, nem mais de mim, sorrio sorridente – sorrirei ao de leve, senhor do isolamento e da distância, da duração esclarecida do meu tempo presente, inebriar-me-ei de poesia, essa poesia inerente, pressentida, valente, densa e à flor da pele, que só dói se estivermos dentro dela e perto, bem perto e em pelo, o quanto baste para ser uno com a minha dolorosa e sentida forma de suicídio terrestre, tal a inverdade que me rege e pratico.
A tentadora validade gestacional do poeta, só é válida, só e apenas se constrói de uma vez em todas as possíveis e somente aos poucos e a poucos se congrega e se consagra, do desassossego na fala, a tantas outras razões nos cabelos no “pão-de-rala”, por tantas outras ocasiões razoáveis, quando nos mostramos nós mesmos falhos, folhas de lógica sem validade, fora de prazo em mil e um ou mais socalcos soalheiros e vitalícios, vinhateiros da ira em época de colheita, não depois, durante as chuvas e os aluviões, perante as secas, nem antes de reapresentar em lugar algum, cestos cientes, cheios de dúvidas, nessa altura sou eu mesmo e um mais, mágicos agnósticos e brilhantes como a geada, ideólogos da cevada, puro malte quanto a agua irradia de bom grado, o brilho de um regato cristalino, a montanha por descobrir, encoberta de um lado, assombrada por um negro lago, profundo, onde não medra nem fogo, nem um fungo nem pasto, nem uma perca do nilo, um rodovalho, um robalo. Por mim, sou o analgésico mirabolante, a miragem de qualquer substância a mais e de mim mesmo antropólogo crédito, amais valia não passa de algo análogo a isso, depois impregno-me de uma mistura mística e pessoal de ilusão estética-profana profunda, falsamente endémica e monogâmica. Pois sim, o destino não dura para sempre, a submissão ao tempo que sobra, é uma inglória lápide negra e não unicamente ou exclusivamente uma prisão sepultada, abducente da lama, da areia, na praia do desconhecimento descontente, gradual e gráfico. Por mim, sinto, que a diáspora do arredondamento dos sentidos, a metáfora do nascimento, foi produzida unicamente para mim, a pensar em mim próprio e feita do mesmo e grave tecido de que eu fui e sou composto, produzido num tear sem linha nem fio apropriado, porque eu nasci descalibrado, desarredondado, arremedando os outros e morri quando encetei, no momento imediato, fatídico, fálico na altura certa em que comecei a copiar-me, iniciei-a transcrição, a imitação gráfica de mim próprio, o liberto e a permissão são de minha única autoria, embora não sejam plenamente, e o conflito frásico, hemorrágico, a antropofagia fraseológica das minhas próprias partes moles, mais discretas e nobres, hemorroidas de escritor condenado por delito comum, à morte por sossego e por sufrágio universal dentro dele mesmo, o análogo, não dos outros como parceria ser normal e servir de exemplo para “o fora de mim” um diferente lugar do quiosque que ocupo dentro de mim próprio e presentemente, fora da atenção do corpo, mais perfeito e prodigo que o “eu” ao cubo, num emergente esmiúdo de mim. Por fim o romance, a novela intensa, essa não teria argumento, caroço ou enredo nem ação, passar-se-ia apenas na minha cabeça de maçã, na mente de broca, ou na de quem a escrevesse melhor que eu e a intriga seria entre o espírito e a consciência, a intuição consistente e o Arsénio, O “LUPIN”, o enigma que liga os personagens como figuras reais com o escritor fictício , o criador figurante, galã de conto de fadas, das fábulas, ele próprio um personagem secundário, operando débeis canelas, entranhas e cabelos disfarçado de outrem, intuitivo na tarefa de fazer cumprir escrupulosamente um guião e o maior sabedor do conteúdo geral e integral da peça e do meio metro de palco, o sábio do labirinto gráfico e ancestral e o que sonhou ou o que conhece a saída para o outro lado do cosmos, da Galáxia, do mundo cabal e global.
A primeira edição da minha vida será por fim escrita, descolorida e desenvolvida com a ideia de não ser entendida nem por um qualquer psicótico ser de vista turva, com a ilegibilidade rara do que me é mais caro, sem cura, remédio fracassado de óxido de mercúrio e reagente mais calado que o silêncio em minhas veias colados sob pele fina, mas de que vale uma biografia, uma vida sem historia de medo em que tudo pode ser dito e ser tido como superficial porque normal é humano, é o senso comum e não de mim só, o labirinto que me habita, sonho é geral e genérico como a febre do sol e o paracetamol ou o fim do ano em centos de diferentes cidades do mundo mas comum e expressivo para quase todos afinal. Por mim, e de minha parte, dispenso-me de parecer bem, carismático ou altruísta, mundano comigo ou com qualquer parte do meu corpo, incluindo as partes moles da barriga e nos gânglios infectos (…)
Joel Matos ( 18 Janeiro 2021)
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Tiras-me as palavras da boca
Tiras-me palavras da boca
Com alfinetes de dama, agulhas finas,
Tenho a maldita certeza e é
Como se estivesse vendo, sair
Uma a uma, sinuosas lentas, dançam
Numa espécie de bailado cósmico, dóceis
No movimento, confortam-me, deslocam-
-se, vejo-as cruzar a alma, adiante do
Meu fôlego, nas coisas que digo, faço,
Falam por mim e de mim falam, clamam
Eloquentes, nem necessidade
De existência viva, sonhos são
E sempre, passagem para outras
Vidas existentes, inexplicáveis
Pra gente,- arquitetos com corpo-,
Se eu pudesse explicar o que vejo,
Saindo da minha boca, talvez fosse
Como ouvires música vinda de outras
Dimensões e a mesma emoção bem-vinda,
Sensação de Terra, externa ao ouvido,
Tiras-me palavras da boca, sonhos
Inesperados na primeira fila, fábulas
Depois absurdas falas, ilícitas, caídas no chão,
No fim retiras visíveis imagens,
Que me convenci saírem de mim,
Mas não, sou eu de mim partindo
Trespassado a alfinetes, toda a voz tem
Um fio, o fim é quem me ouve claro,
Exterior ao ouvido, uma a uma
As palavras que retiro da boca, sonhos
Enfim ausentes do corpo físico,
Outros mundos a roçar por mim e eu todo,
Espécie alguma viva tem destes sonhos
Em que nada pesa, tudo balança
Sinuoso e lento, alheias e nem tanto,
Tiras-me da boca as palavras, nem todas,
A impureza é uma casta e o meu solo
Fértil, na boca faço asilo, das palavras
Mais fétidas às que desobedecem e têm
Severo castigo fora deste covil de asceta …
Joel Matos ( 23 Janeiro 2021)
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Pangeia e a deriva continental
Pangeia e a deriva continental
“Ex nihilo nihil fit”
Não minto quando me dispo do que poderia ser dito entre o dito e não dito do que realmente digo, sim “Eu jamais parti” mas não digo não, pois poesia não sai de mim, foi-me dada assim, é a minha água pura, a minha força motriz, nem se compara ao ar, infinito o que respiro, é o que a voz me diz, por isso direi mesmo depois do fim, serei futuro ou estarei realmente aqui, de alma e corpo “Eu jamais parti” … “Eu jamais parti”
Um hiato entre o que, ou por quem me tomo e o que sei sou ou sonho todavia subordinado a ser e será o eu verdadeiro enquanto o sonhei que na prática é o que sou e como me vejo, um resíduo, um suborno de sensações anteriores ao pós nas quais creio antever ou antecipar algo como se fosse o meu reflexo real ao espelho e eu espectador fictício de mim mesmo mas com relevo falso artificial e uma memória de outra espécie de elefante que abdicou de si mesmo para se tornar uma outra realidade ciente e sem substancia incorpórea apesar de humana ainda, quem sabe eu mesmo (arte e forma) pois sou aquele que nasceu sem se conhecer, pra quem tudo é estranho e diferente, performance magnífica ou repúdio caustico à boca de cena e ao palco.
Ando sentindo-me mímico e semi-“desfraseado” de nitidez de modo que não consigo equilibrar duas palavras que façam cabal sentido separadas ou uma de cada vez, nem temperar com sal sentidas palavras como cal e mostarda ou alho Francês , mascara-las e dividi-las por dúzias de compartimentos íntimos como se fosse eu do país do um Dali da intuição, Catalão (espero que passe breve,) assim junto algumas de um, dois mestres e uma mestrina regada a estouvados sonhos semivividos semi-sonhados, persegue-me a mim a sensação morfológica de jamais partir e assim retorno constantemente embrionário à ideia minha de verdade onírica de jamais conseguir alcançar a substancia líquida de que são feitos eles mesmos os sonhos e modelar os meus lexicalmente viventes em vividas catarses , depurações de uma alma imperfeita, impura, apesar de lúcida.
Meu caro, distinto, dilecto amigo e poeta, se é que o posso afirmar sem vitupério, me perdoe a demora argumentativa, pois lhe digo não há uma maneira apenas de escrever ou descrever um simples sentir nem um único e só sentido tem a escrita criativa e artística, somente por afirmar e dizer me sinto a pensar encruzilhadas por ser tão complexa a forma e tão curta a linguagem, não a mensagem e o traçado desta, tão completo quanto simples e se possa transmitir fio a fio, por sinais minimalistas como estes que usamos para nos influenciarmos mutuamente, a frio ou não, mas aludindo acerca da tradicional plasticidade pictórica nas línguas vivas como forma de provocar novas formas de “graffitagens” elípticas artísticas e provocativas, considero que a provocação lúcida, em si, já é uma arte maior, aliás penso que, sem provocação higiénica e higienizante ou o erro consciente e racional não existiria arte, no sentido carismático do nome e morreria de pragmatismo a lucidez, por insuficiência renal orgânica, há que ser magnífico para provocar desordem gráfica e conceptual e gástrica com artifício e sabedoria, conhecimento, e não abraçar o erro geriátrico, reles e parabólico, a imbecilidade simplória geralmente enviesada e grosseira, muito embora não devamos domar qualquer critica ou criticismo, como um acto particular e de lesa-divindade postular ou sinonimo de perseguição, apenas simples, vermículos Dantas e incultos “Crassos” Caios, se refugiam em ingratas divisórias caves, insalubres porões, em lugar de ocuparem os salões nobres, os Grão Mestres não decretam e jamais decretarão infalibilidade nem afirmarão como sofismas, misticismos decadentes a propósito da independência moral e mental de cada um, mas à parte isso “a minha pátria é a língua …” e não querendo parecer um papel normal copiado e copiando o “gosto de dizer” de outros garanto-vos,… garanto-me um intrínseco pecador verbal, pois nem que para isso tenha de infringir raízes hierarquias ortográficas e heráldicas para firmar uma tese que seja pancreática e criadora. Antes de dizer, há que merecer humanamente e hemorragicamente o que se diz, e eu digo, bem alto , bom som para deixar de ser escravo submisso de degeneradas formas de dizer e pensar unissonantes, insonsas, insignificantes e banais, libertar-me intimamente da “estabilidade relativa” sendo eu um diletante dos subúrbios subconscientes da escrita, tenho o propósito máximo como autor, como qualquer autor, de dirimir argumentos e especulações funcionais ou disfuncionais utilizando a toponímia semântica que me é dada já preenchida para posteriormente a esmagar, como chouriços e encher de fitas, fintas e outros subterfúgios de uso particular, desses de usar e pendurar ao fumeiro e nos lustres do salão de festas , na minha campa e na própria árvore de natal, nos gerânios, com outras cores, com uma diferente epistolaria geométrica, quiçá mais ousada ou curiosa, mas apesar de tudo destinada a morrer como eu, na noite seguinte ao ano novo, como é normal em todas as espécies semivivas , assim é, são as línguas vivas, a semântica e a própria arte, universal e feita de números primos e integrais complexas e belas contradições lúdico-genéticas, gerúndios de forma continuada e evolutiva pois que, nada surge do nada “Ex nihilo nihil fit”.
Fulgurante sensação esta quando ponho a ouvir-me pensar, alucinado e fora de mim, nisto de passar para a margem menos segura, coisa que o persigo dias sem fim, tentando salvar o pensamento da poluição sonora, talvez por não ter valor o que digo nem a imensidão da minha alma tenha força para abraçar com ardor o rio de pensamentos que fluem e morrem num discurso insosso como o meu é e foi sempre.
Não irei falar das formosas trilobites, nem fugirei das águas impuras da criação de vida na Terra embora polutas em que provisoriamente, faz tempo a esta parte, me tenho banhado, não por acidente ou defeito amoral e trágico, mas por hábito enraizado de escrita e pela sensação de pouca limpeza, a areia tã’necessária à escrita criativa, porquanto particular e “sui generis” me impressione “in immensum” e a sinta di-dimensionar-me, empertigar-se ante os meu olhos e os outros sentidos e aí sinto-me, ou talvez me sinta, semântica e magnificamente asseado a ponto de criar nitidezes e não ser um outro terrível ponto, desgraçado, amovível couraçado de outras guerras, ancorado a letras gordas e esperando ser desmantelado de cima a baixo por corjas de impostores auto intitulados zeladores da escrita pura quando nem escrito têm nem coisa alguma.
Elegi a emoção como opção primeira e privilegiada do meu pensamento e, na minha escrita não permito, nem permitirei, nem a febre dos fenos, nem do contágio decadente que polui de través, é e será o que constituí na minha interpretação de espaço, livre, comum de critica criativa e construtiva, excentricidades são bem vindas aos meus olhos, desde que não rocem a imbecilidade expressiva e a rudeza, as expressões poética querem-se, quero-as eu e todos nós humanos, vazias de exterioridades egoísticas, assim como a caixa onde o gato defeca diariamente se quer limpa de dejectos para que a verdade da agua pura flua e escorra por entre as vistosas pedras em cascata numa montanha livre de doenças parasitárias, malignas e esterilizáveis de pensamento e ideias, que o som das águas nos acompanhe e não o cárcere da infâmia e a lâmina da ignomínia com que muitas vezes sou reclamado a cooperar e reitero desde já um voto pelo bom funcionamento desta incivilizada civilização postuma, que posso e devo chamar assim, para que não se abra a tampa e pandora invada as nossas oníricas quimeras e as transforme em terríveis sensações decrépitas bem acima da linha do cabelo, bem hajam poetas verdadeiramente amantes da escrita…
Por fim luz ao fundo do túnel, não quero incendiar nem demais nem de-menos os ânimos, apenas desejo e apelo ao bom funcionamento de algo que pode e deve ser belo, a partilha de palavras e o desejo, egoísta mas louvável de ser ouvido e partilhado por tantos ouvido, dou as minhas toscas palavras, emprato-as, exponho-as e exponho-me em brancas paredes, no meu pensamento são úteis para me despertar e provocar outros e a exporem-se também e, ou a expressar ideias novas, e aí sim, há momentos em que temos de apagar-nos, dormir para despertar instintos adormecidos, o equilíbrio e o sonho aparecem e nos tornam numa balança, na memória do elefante e a razão ambivalente, essa que nem sempre o é, não parece nem corresponde à ideia que dela temos, não somos longos suficiente para nos validarmos nem aos nossos ideais bem ou mal seguros, não nos valemos suficientemente do inconsciente, nem justo seja o que for a consciência sabemos, dela não pudemos duvidar, mas ao duvidarmos de nós mesmos declaramos possuir faculdades mágicas e fantásticas que nos permitem descrever o belo em imaculadas paredes que mesmo sendo derrubadas são intensamente nossas, pois as mensagens são eternas como as imagens, para quem as sabe decifrar e mesmo as curtas pausas e as pontuações caladas são agentes secretos das palavras dadas, emprestadas a nós por d’outros, empratadas e assim sucessivamente até ao fim desta espécie falante mas não omnipotente, hominídeos q.b … Longa vida aos geralmente poetas,
“Não sei ser útil mesmo sentindo”, posso dizer que sinto, nem que seja porque é essa a única, minha e verdadeira causalidade, (“esse o problema de beber”), o sintagma basilar do que me resta de real, a liberdade magnifica, magnânima, mergulhada em ácido ou caustica como uma traição, a de tecer em contos fábulas e contar o que realmente é prosaico e por demais gasto, o que reside inconsciente na” consciência da passagem do tempo”.
Lembro-me da menos valia de Augusto, de Magno, César-do-mundo-anterior ao meu e do desgaste do tempo que conheço, do padrasto desgosto de não compreender no rosto a mãe da pitonisa das dores, maquilhando-se de mar e coragem à medida que se afunda no Egeu Atlântico a oeste da ilha dos Amores antes da deriva continental para poente …
Os vocais e sílabos constroem-me como se fosse eu um puzzle, uma historia desfocada de “nitidezes”, sinto-me evidente e focado face aos sírios e pálpebras de todos, que de outra forma não me concluo, nem me concluirei de facto, “nem me dá gana” continuar sustentando o insustentável, o imponderável que é, como se sabe, criar contradições e complementos a partir da bílis e do esperma e a propósito de coisa alguma e do nada mais, pois que é disso que se trata quando se constrói, destrói-se o útil e o apenas, fica o transversal, a nossa pseudo alma, o pseudónimo exuberante e vital de quando se entorta um prego, a realidade numa outra forma também básica, prosaica e de metal / ferrugem mas quiçá mais real que esta agora e de sempre que, não por se honesta, me basta.
E é isso mesmo na atitude, o escrever simplesmente, ele mesmo, o mito qual nos transforma em crianças “incompreendedoras” crónicos filósofos da graça e da descrença, ínfimos promíscuos até nos crermos inexistentes como flutuantes aliados ao infinito na forma de alheamento alado, somos maravilhosos enquanto bons pensadores e/ou escritores desafinados, assim o desejo endógeno, também ele poético.
Por palavras minhas dou hoje o sempre o que digo e escrevo, escravo das cores que não tenho, doem-me as crostas nas minhas toscas e roucas palavras, compactuas, emprato-as, exponho-as e exponho-me em francas paredes, brancas, singelas no meu pensamento, tão úteis para pensar como para me despertar, pra desertar de mim próprio e provocar noutros o sentido de intimidade exposta e a exporem-se também e/ou expressar ideias novas e há depois momentos em que temos de apagar, apagar-nos, dormir para despertar instintos adormecidos, o equilíbrio e o sonho aparecem e nos tornam numa balança, na memória do elefante e a razão ambivalente, essa que nem sempre o é, não parece nem corresponde à ideia que dela temos, não somos longos suficiente para nos validarmos nem aos nossos ideais bem ou mal seguros, não nos validamos suficientemente, nem justo seja o que for, mas ao duvidarmos de nós mesmos declaramos possuir poderes mágicos que nos permitem descrever o belo em imaculadas paredes que mesmo sendo derrubadas são intensamente nossas pois as mensagens são eternas para quem as sabe decifrar e mesmo as curtas pausas e as pontuações caladas são agentes secretos das palavras dadas, emprestadas a nós por d’outros e assim sucessivamente até ao fim desta espécie falante mas não omnipotente, hominídeos símios, q.b de bravos gloriosos e valentes tanto quanto fracos e indecisos.
Por palavras minhas e não d’outros parto à bolina num trem sem carruagens e com um semi-talento atrelado , eu sentado na esquina da maquina de escrever, (chavões à parte e às paginas tantas), algo que não controlo pleno é uma locomotiva a pleno vapor no Tejo ou no Sado eu não cometo abalroamentos quando navego à bolina , planto e dito assim mesmo, como que ao vento, também ele mau conversador, faço de bruto, um pouco menos ou mais que conversa cúmplice de maus presságios, vou de faca afiada nos dentes e já que de palavras lidas está o molhe cheio e o bote transborda aqui e acolá, por vezes vai ao fundo, as palavras são o que me fazem ser e querer ser tal como formiga d’asa.
Serve para dizer por palavras que ouço como se fossem minhas, eu próprio na musicalidade em Oboé das ramagens dos carvalho gigantes e velhos e nas coisas como fosse o som da caminhada que é conjunta e sagrada, estamos juntos nessa estrada longa que é escrever, pois escrevamos …
E viva a poesia
Não sei ser útil mesmo sentindo
“Caminho, por não ter fé …”
Uma corrente humana não passa disso mesmo, de um mega-elo verbal e metafísico e a exposição ou predisposição pretensamente panteísta desse elo, podendo ser ortodoxo ou heterodoxo (embora tente convencer-me do contrário) pode ser balizado por argumentos não actuantes, distintos da função onde assentam os meus princípios e a missão humana que serve de orientação das minhas emoções funcionais vitais mais primárias e dominantes. Essa subjacente emoção, traz consigo o que se pode considerar um selo empático, se o individuo puder explicar-se pelo pensamento e não por acções que redundam a realidade de um mal social maior, que define determinado paradigma, como amoral entre entes imorais, em que uma palavra define outra e outra, assim por diante, como um ser se define definitivamente e infinitamente como inferior ou superior, pela educação ou a irreparável falta dela, se aplicada irracionalmente, com todas as consequências. Justifico-me plenamente pela religião, pelo que ela comporta mais que pela verdade evidente, reduzo-me até ao mínimo absurdo, mas primo pelo direito de conservação da minha racionalidade espiritual e conceitual, excluindo os outros, a partir de um certo ponto, apago-os da minha existência, da minha condição de residente nos elevados subúrbios, embora viva a simplicidade das flores no quintal que cultivo. O que me distingue e á minha tese panteísta, é a função de esgaravatar buscando por almas humanas também elas na busca de outros desses eles, nos locais mais recônditos e isso implica abdicar de determinados conceitos estéticos, que vejo sendo abduzidos e reduzidos, a uma trama sem carácter, à qual não tenho outro remédio, senão disciplinarmente me afastar e conscientemente denunciar a coartação de pensar -liberdade e o direito inalienável – de me conspurcar de todos os desmandos possíveis e imagináveis á luz da verdade, liberdade, excepção e bom gosto. Sou contra quem me erguer defronte um muro, em nome da liberdade, senão contra mim que seja, e não procurar um eclectismo intelectual, talvez ilusório e teatral, revoltar-me contra mim até, se for o caso e sair deste marasmo em que me sinto tolhido e sem argumentos aumentativos, confinadamente assentes e com sentido, é este o primeiro passo para o meu progresso mental poético e argumentativo. Sempre criei poesia de base zero, anuindo natureza a dois números primos, com a hipótese de, dentro do meu espírito, o colorido tinte uma polícroma dimensão, não digo geométrica, mas volumétrica que pode ser tocada por quem do-lado-de-fora também tenha uma designação não convencional, para as duas linhas separando os olhos, servirem de interlocutor lúcido ao queixo em baixo. Sobra-me finalmente uma tristeza que é não ter eco de vozes incógnitas, ou quórum de querubins sem sexo, fazendo piruetas, mas porque havia de ter, sendo de única via a estrada que trilho e o tino igual à distância que me separa deles, externos a mim, salada em geral insone, insonsa e genericamente incomoda, que não gosto de ver nem sentir, tudo depende da minha marcada objectividade, mascarada de manufacturadas realidades, por não precisar de melhor e, deixar de escrever, não é deixar de escrever, já que o meu “phatus”, ou sentimento de imensa paixão não é feito de papel pardo ou faca, nem é jornal de forrar parede de caixote de lixo.
De facto, não me merece respeito quem não me respeita, nem os meus sinais e até rejeita esta grainha rejeitada e a relatada redacção, é a básica matéria-prima que possuo, nesta cara fria por fora e por dentro limão, e é-me tão ou mais cara que o preço de um café, sorvido apressadamente ao balcão. Falta-me qualquer argumento que qual, ainda não sei qual, mas dou-me por satisfeito e retiro-me com estas divagações redigidas à pressa, para que a vossa desatenção ou a atenção parcial não desbote, já que sobriedade não tenho, nem peço aos periféricos deuses por tal, pois perfeito é desumano e eu não desconsidero a aproximação ao sublime. Adoramos o que temos e o que não podemos ter, e eu ouço a respiração da natureza como um Endovélico Dom, ou um efeito alterado de percepção imaginária, não como uma vantagem de quem mora um andar mais alto e elevado, mais que a maioria dos inquilinos desta cidade parida dos mortos, mas que deixou de ser refúgio sacro para mim. Os pensamentos surgem-me nas mesquitas, às esquinas, nos cotovelos presentes em mesas, cadeiras e chávenas de café quente e quando menos reparam em mim, em nós outros, passageiros das passadeiras brancas e pretas, olhando no fixo do olhar vazio dos nossos semelhantes, de quem nem vê quem lá anda, quem lá passa de manso. Sinto uma inveja profunda na realidade e nas imensas coisas que tornam monótona a contemplação do mundo exterior a mim, como uma paixão visual, manifesto-me pela escrita argumentativa e na poesia não decorativa, o que diminui ainda mais o efeito ilusório da realidade, sensação congénita em mim. As coisas que procuro, não estão em relação a mim, quanto eu em ligação a elas; encolho os ombros e caminho devagar, por não ter cura para este mal-entendido com a realidade e retiro-me com o pressentimento de não voltar eu próprio, por via de me ter tornado outro mais puro e poroso, por fim magnânimo, ao ponto de nada ser igual ao que era, quando volto a cabeça e olho para trás, sobre o ombro. A propósito de charlatãos, desses que não merecem o meu respeito, antes o desprezo, servindo servis propósitos pseudo-mediáticos ou esquemas sociopáticos ainda mais obscurantistas que eles próprios conseguem conceber numa confrangedora confraria de simplórias bestificações da miséria alheia a que se associam de candeia acesa, insinuando-se beatos estudiosos com uma maior-luz dentro que os ratos de que se rodeiam, também eles roedores buscando migalhas de dispensas pobres em orfandades imundas. “Não sei ser útil mesmo sentindo”, posso dizer que sinto, nem que seja porque é essa a única, minha e verdadeira causalidade, (“esse o problema de beber”), o sintagma basilar do que me resta de real, a liberdade magnifica, mergulhada em ácido ou caustica como uma traição, a de tecer em contos fábulas e contar o que realmente é prosaico e por demais gasto, o que reside inconsciente na” consciência da passagem do tempo”. Lembro-me da menos valia de Augusto, de Magno, César-do-mundo-anterior ao meu e do desgaste do tempo que conheço, do padrasto desgosto de não compreender no rosto a mãe da pitonisa das dores, maquilhando-se de mar e coragem à medida que se afunda no Egeu Atlântico a oeste da ilha dos Amores … Os vocais e sílabos constroem-me como se fosse eu um puzzle, uma historia desfocada de “nitidezes”, sinto-me evidente e focado face aos sírios e pálpebras de todos, que de outra forma não me concluo, nem me concluirei de facto “nem me dá gana” continuar sustentando o insustentável, o imponderável que é, como se sabe, criar contradições e complementos a partir da bílis e do esperma e a propósito de coisa alguma e do nada mais, pois que é disso que se trata quando se constrói, destrói-se o útil e o apenas, fica o transversal, a nossa pseudo alma, o pseudónimo exuberante e vital de quando se entorta um prego, a realidade numa outra forma também básica, prosiaca e de metal / ferrugem mas quiçá mais real que esta agora e de sempre que, não por se honesta, me basta. E é isso mesmo na atitude, o escrever simplesmente, ele mesmo, o mito qual nos transforma em crianças “incompreendedoras” crónicos filósofos da graça e da descrença, ínfimos promíscuos até nos crermos inexistentes como flutuantes aliados ao infinito na forma de alheamento alado, somos maravilhosos enquanto bons pensadores e/ou escritores desafinados, assim o desejo, ele também. Por palavras minhas dou hoje o sempre o que digo e escrevo, escravo das cores que não tenho, doem-me as crostas nas minhas toscas e roucas palavras, compactuas, emprato-as, exponho-as e exponho-me em francas paredes, brancas, singelas no meu pensamento, tão úteis para pensar como para me despertar, pra desertar de mim próprio e provocar noutros o sentido de intimidade exposta e a exporem-se também e/ou expressar ideias novas e há depois momentos em que temos de apagar, apagar-nos, dormir para despertar instintos adormecidos, o equilíbrio e o sonho aparecem e nos tornam numa balança, na memória do elefante e a razão ambivalente, essa que nem sempre o é, não parece nem corresponde à ideia que dela temos, não somos longos suficiente para nos validarmos nem aos nossos ideais bem ou mal seguros, não nos validamos suficientemente, nem justo seja o que for, mas ao duvidarmos de nós mesmos declaramos possuir poderes mágicos que nos permitem descrever o belo em imaculadas paredes que mesmo sendo derrubadas são intensamente nossas pois as mensagens são eternas para quem as sabe decifrar e mesmo as curtas pausas e as pontuações caladas são agentes secretos das palavras dadas, emprestadas a nós por d’outros e assim sucessivamente até ao fim desta espécie falante mas não omnipotente, hominídeos símios, q.b de bravos gloriosos e valentes tanto quanto fracos e indecisos. Por palavras minhas e não d’outros parto à bolina num trem sem carruagens e com um semi-talento atrelado , eu sentado na esquina da maquina de escrever, (chavões à parte e às paginas tantas), algo que não controlo pleno é uma locomotiva a pleno vapor no Tejo ou no Sado eu não cometo abalroamentos quando navego à bolina , planto e dito assim mesmo, como que ao vento, também ele mau conversador, faço de bruto, um pouco menos ou mais que conversa cúmplice de maus presságios, vou de faca afiada nos dentes e já que de palavras lidas está o molhe cheio e o bote transborda aqui e acolá, por vezes vai ao fundo, as palavras são o que me fazem ser e querer ser tal como formiga d’asa. Serve para dizer por palavras que ouço como se fossem minhas, eu próprio na musicalidade em Oboé das ramagens dos carvalho gigantes e velhos e nas coisas como fosse o som da caminhada que é conjunta e sagrada, estamos juntos nessa estrada longa que é escrever, pois escrevamos … Viva a poesia Não sei ser útil mesmo sentindo, detesto dizer “geralmente”, não falo por falar de generalidades nem assumo o papel sagrado do mérito que me cabe por evidencia e “ipsis verbis” por excelência ou incumbência criativa, “Ipsis factus” não falarei de trilobites nem da minha própria natureza, das grandezas homéricas, mas da deriva genésica, do afastamento e da náusea limítrofe adjacente e léxica mas sim do que chamarei de “alegoria da ignorância”, da mediocridade, da cretinice genérica e genética, da “burrice mediática” e mediúnica, insalubres quanto estas águas pobres em que me banhei e teimo tal qual um Santo António tagarelando aos peixes. Defino-me como o Orfeu lúdico e lírico ou mais prosaicamente o homem que nunca existiu, a singularidade do Peloponeso telúrico, daí a sensação de deriva contínua e uma mão cheia de sísmicos argumentos para me afastar da escuridão da caverna e das trevas dos falsos líricos, dos entrincheirados leprosos que coabitam ciumentos estes canais estreitos e corruptos assumidos de antemão assim como uma assunção de indignidade assumida. Apesar de excepcionais orelhas curvas e magníficos desproporcionais probóscides estomacais vestidos a quase tudo quanto podemos ingerir e conseguimos defecar sem dificuldade por aí além mas com elevada mestria, como oleiros em potenciais olarias familiares/tradicionais, temos largos e apurados esófagos, descendentes de afegãos sorumbáticos e pagãos, somos depurados e dependurados pelos órgãos genitais por crime de divergência existencial por estrambólicos eunucos circenses, sacrificados fiduciários nas fogueiras dos maldosos e malvados argonautas do desprezo e por decreto, nem sempre presentes fisicamente mas omnipotentes, esquartejadores de consciências, somos desqualificados, silenciados, apedrejados por símios seminus e estrábicos orgânicos, expomos-mos servilmente aos mais baratos, feios, básicos escrevinhadores seminais, monossilábicos e somos agredidos das formas mais vis, humilhantes, baixas que se conhecem apesar da diarreia verbal destes ser completa, corrupta e gástrica, de refluxo semi-animal, enjoante, enojante e maldoso, maliciosos carroceiros animalescos a caminho do mercado de gado bi-semanal, sem causa básica nem amalgama que não seja escrota, repolho e feijão preto, apenas desgosto, má língua e mácula ao repasto, sem bom gosto, nem pá de porco, nem afago de vizinho naturalmente sempre bem disposto. Assumo com responsabilidade monástica e monogâmica, a desordem no feminino, como transformadora natural e dinamizante de uma sociedade recticulada e gesticuladora, naturalidade é dignidade na dimensão do humanista e “Partizan” e é minha a de conspirador, às sextas feiras á noite na mata dos medos solitários, não traio as minhas convicções nem que me deem alpiste, são tal forma humanas de maneira clara e magnânima nas minhas opiniões , sou magnífico e valente nas minhas partes genitais e magistral nas artes que ofício depois da cinco da tarde, os meus atos mais brandos bradam e ardem como se fossem fogo de artificio nos céus ao domingo de ramos, na aldeia da Piedade (que não tenho). Ponderados quanto honrosos os palavrões e chavões, os impropérios que grito aos quatro ventos, não me calo, quantos mais e ilegais e violentos estes sim, servirem a defesa da liberdade e da plenitude, sou condescendente desde tenra idade ao ponto de arrotar um obrigado mesmo que palavras Ad.Hoc me firam, sou educado q.b.. e como bolacha maria de agua e sal ao lanche, não faço dieta, nem bem nem mal faço em jejum apesar de estar disposto a tudo e até à guerrilha armada e à guerra santa como um bom Filisteu e ateu de renome que se borrifa de agua benta ao sábado se for disso o caso, dou vida aos caos aniquilador e completo se a causa for justa e a calmaria suprema no fim do embate, a bonança depois da tempestade violenta provocada pelos drusos negros “sem orelhas”, Pechenegues beligerantes e pouco afáveis ou fiáveis das florestas Andaluzas de ind’agora, franco-atiradores disfarçados, cobertos de ramos embora de chinelas suásticas gastas, suavos castanhos e pretos. Ajo para fora de mim embora a agilidade espiritual seja bem lá dentro e por fora quer seja benevolente quanto á desordem material e sem cura ou me incline pelo pacifismo beligerante em roda dos testículos escuros e pretos, sou pragmático, considero em todas as minha palavras escritas o suborno a alguém e ao além bem mais profundo e profano que a Pietá de joelhos, prostrada ou sentada com um santo indefeso e defunto ao colo com sinais de arrependimento no rosto e uma chaga no peito, presumo que em assunção da dignidade finalmente assumida por ti por mim e por todos vós outros… Não há maneira sóbria de descrever o sentir nem único o sentido, somente por eu o afirmar e dizer me sinto a pensar por ser tão complexa a forma e tão curta a linguagem não a mensagem. Fulgurante sensação quando ponho a ouvir-me pensar alucinado nisto de passar para a margem segura que persigo dias sem fim tentando me salvar talvez por não ter valor no que digo nem a imensidão da minha alma tenha força para abordar com ardor os rios de pensamentos que fluem e morrem num discurso insosso como o meu é e sempre foi…será !
Uma corrente humana não passa disso mesmo, de um mega-elo verbal e metafísico e a exposição ou predisposição pretensamente panteísta desse elo, podendo ser ortodoxo ou heterodoxo (embora tente convencer-me do contrário) pode ser balizado por argumentos não actuantes, distintos da função onde assentam os meus princípios e a missão humana que serve de orientação das minhas emoções funcionais vitais, mais primárias e dominantes.
Essa subjacente emoção, traz consigo o que se pode considerar um selo empático, se o individuo puder explicar-se pelo pensamento e não por acções que redundam a realidade de um mal social maior, que define determinado paradigma, como amoral entre entes imorais, em que uma palavra define outra e outra, assim por diante, como um ser se define definitivamente e infinitamente como inferior ou superior, pela educação ou a irreparável falta dela, se aplicada irracionalmente, com todas as consequências.
Justifico-me plenamente pela religião, pelo que ela comporta mais que pela verdade evidente, reduzo-me até ao mínimo absurdo, mas primo pelo direito de conservação da minha racionalidade espiritual e conceitual, excluindo os outros, a partir de um certo ponto, apago-os da minha existência, da minha condição de residente nos elevados subúrbios, embora viva a simplicidade das flores no quintal que cultivo.
O que distingue a minha tese panfletária, é a função de esgaravatar buscando por almas humanas também elas na busca de outros desses eles, nos locais mais recônditos e isso implica abdicar de determinados conceitos estéticos, que vejo sendo abduzidos e reduzidos, a uma trama sem carácter, à qual não tenho outro remédio, senão disciplinarmente me afastar e conscientemente denunciar a coartação de pensar -liberdade e o direito inalienável – de me conspurcar de todos os desmandos possíveis e imagináveis á luz da verdade, liberdade, excepção e bom gosto.
Sou contra quem me erguer defronte um muro, em nome da liberdade, senão contra mim que seja, e não procurar um eclectismo intelectual, talvez ilusório e teatral, revoltar-me contra mim até, se for o caso e sair deste marasmo em que me sinto tolhido e sem argumentos aumentativos, confinadamente assentes e com sentido, é este o primeiro passo para o meu progresso mental poético e argumentativo.
Sempre criei poesia de base zero, anuindo natureza a dois números primos, com a hipótese de, dentro do meu espírito, o colorido tinte uma polícroma dimensão, não digo geométrica, mas volumétrica que pode ser tocada por quem do-lado-de-fora também tenha uma designação não convencional, para as duas linhas separando os olhos, servirem de interlocutor lúcido ao queixo em baixo.
Sobra-me finalmente uma tristeza que é não ter eco de vozes incógnitas, ou quórum de querubins sem sexo, fazendo piruetas, mas porque havia de ter, sendo de única via a estrada que trilho e o tino igual à distãncia que me separa deles, externos a mim, salada em geral insone, insonsa e genericamente incomoda, que não gosto de ver nem sentir, tudo depende da minha marcada objectividade, mascarada de manufacturadas realidades, por não precisar de melhor e, deixar de escrever, não é deixar de escrever, já que o meu phatus, ou sentimento de imensa paixão não é feito de papel pardo ou faca, nem é jornal de forrar parede de caixote de lixo.
De facto não me merece respeito quem não me respeita, nem os meus sinais e até rejeita esta grainha rejeitada e a relatada redacção, é a básica matéria-prima que possuo, nesta cara fria por fora e por dentro limão, e é-me tão ou mais cara que o preço de um café, sorvido apressadamente ao balcão.
Falta-me qualquer argumento que qual, ainda não sei qual, mas dou-me por satisfeito e retiro-me com estas divagações redigidas à pressa, para que a vossa desatenção ou a atenção parcial não desbote, já que sobriedade não tenho, nem peço aos periféricos deuses por tal, pois perfeito é desumano e eu não desconsidero a aproximação ao sublime.
Adoramos o que não podemos ter, e eu ouço a respiração da natureza como um Endovélico Dom, ou um efeito alterado da percepção imaginaria, não como uma vantagem de quem mora um andar mais alto e elevado, mais que a maioria dos inquilinos desta cidade malparida, mas que deixou de ser refúgio sacro para mim.
Os pensamentos surgem-me nas mesquitas, às esquinas, nos cotovelos presentes em mesas, cadeiras e chávenas de café quente e quando menos reparam em mim, em nós outros, passageiros das passadeiras brancas e pretas, olhando no fixo do olhar vazio dos nossos semelhantes, de quem nem vê quem lá anda, quem lá passa de manso.
Sinto uma inveja profunda da realidade e de imensas coisas que tornam monótona a contemplação do mundo exterior a mim, como uma paixão visual, manifesto-me pela escrita argumentativa e na poesia não decorativa, o que diminui ainda mais o efeito ilusório da realidade, sensação congénita em mim.
As coisas que procuro, não estão em relação a mim, quanto eu em ligação a elas; encolho os ombros e caminho devagar, por não ter cura para este mal-entendido com a realidade e retiro-me com o pressentimento de não voltar eu próprio, por via de me ter tornado outro mais puro e poroso, por fim magnânimo, ao ponto de nada ser igual ao que era, quando volto a cabeça e olho para trás, sobre o ombro.
A propósito de charlatães indesejáveis, desses que não merecem o meu e o nosso respeito, antes o desprezo e a náusea, dizem eles (ou ele) que editam 150 milhões e mais, de livros, pobres livros jamais lidos, servindo servis propósitos pseudo-mediáticos ou esquemas sociopáticos ainda mais obscurantistas que eles próprios conseguem conceber numa confrangedora e antipática confraria de simplórias bestificações da miséria alheia global e globalizante a que se associam em sociedades maléficas de candeias mal acesas, insinuando-se beatos estudiosos com uma Maior-Luz central dentro do que aquela estripe de ratos de que se rodeiam, também eles roedores buscando migalhas de dispensas pobres em orfandades imundas, pobres e indigentes, cabe-me a mim e a todos denunciar a falta de argumentos argumentativos destas seitas que se dizem a luz da verdade.
Liberdade, excepção e bom gosto são estandartes nobres que não quero , não queremos ver “por terra” enquanto vivos e sediados neste mundo digital cada vez mais brutal e desumano, ladeados dos incapazes mais pequenos e sujos, subjugantes parcos e ignorantes , suínos de pocilga lembrando tristemente o “Triunfo dos Porcos”) ….
Dou livremente asas às minhas moucas palavras, ouço-as na mente, emprato-as, exponho-as e exponho-me em brancas paredes, no meu pensamento são úteis para me despertar e provocar outros e exporem-se também e ou expressar ideias novas e há momentos em que temos de apagar-nos, dormir para despertar instintos adormecidos, o equilíbrio e o sonho aparecem e nos tornam numa balança, na memória do elefante e a razão ambivalente, essa que nem sempre o é, não parece nem corresponde à ideia que dela temos, não somos longos suficiente para nos validarmos nem aos nossos ideais bem ou mal seguros, não nos validamos suficientemente, nem justo seja o que for, mas ao duvidarmos de nós mesmos declaramos possuir poderes mágicos que nos permitem descrever o belo em imaculadas paredes que mesmo sendo derrubadas são intensamente nossas pois as mensagens são eternas para quem as sabe decifrar e mesmo as curtas pausas e as pontuações caladas são agentes secretos das palavras dadas, emprestadas a nós por d’outros e assim sucessivamente até ao fim desta espécie falante mas não omnipotente, hominídeos q.b …
Longa vida aos realmente poetas
Jorge Santos, (aliás Joel Matos)
(Dezembro 2020)
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Prefiro rosas púrpuras ...

Prefiro rosas púrpuras
Prefiro rosas, papoilas, a morrer por algo
Que não posso definir realmente,
Nem sei explicar o sentido, o modo
E a doçura, o relevo das folhas, o ópio
É a saudade que tenho das roseiras bravas,
Pintadas como se fossem curvas figuradas
Dedicados a alguma encarnada Deusa egípcia,
Fazendo de conta que existiu por mim,
E que eu próprio criei, embora seja também
Minha por direito de irmão, a única verdade
São os meus cinco sentidos saudosos,
Daí a lembrança dos espinhos verde-sangue,
Os que não cultivo e os cultivados,
Menos reais que os pinheiros azuis mansos,
E as cores do campo, únicas e com
Suave gosto a flores sem serem
Realmente isso, é tarde para morrer
De novo de amor humano, tal a minha
Devoção às flores do campo, relvados, tingidas
De vermelhos e brancos, rosas-papoilas,
Mirtilos, framboesas, diospiros, fresas,
Prefiro rosas a morrer por algo fora de mim,
Como se fossem malmequeres dos meus instintos,
Guardo-os, guardava-os onde se vissem melhor
Por dentro, assim me vissem ind’agora
Sofrendo do que não sei explicar,
Pode nem ter solução, remédio a esperança
De entender a vida com a definição das rosas
Púrpuras, se desfazendo uma a uma, sorrindo
Pétala após pétala, ironia do absurdo
Parecer realidade o facto falso e a versão
Fictícia, imitando o natural, o ruido e no fundo
A transcrição exagerada das rosas,
Representa o meu estado real de alma agora,
Despido do que me contraria e do que esqueço,
Do que havia, prefiro rosas púrpuras a cactus.
Jorge Santos (31 Dezembro 2020)
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Por um ténue, pálido fio de tule
Por um ténue, pálido fio de tule
Em cada dia que me aconteço, suspenso,
Nimbo d’mim mesmo, me convenço que os
Símbolos têm alma própria, a vida é breve
E os fios, enigmático tecido e pele
Como sejam de um genuíno ser vivo, aviso
Num ritual iniciático, conduz-me devagar
Igual a linguagem de espíritas, em lume ocre
O que fica cerzido, o oráculo dos mortos,
A razão das coisas vivas, siglas em seda,
Da existência, do fim ao começo, profecia,
Entendimento, uma presença no limbo,
O juízo do cosmos, as cordas e o espaço/
Tempo, o privilégio da alma, cifras são caules,
Rituais de visionário quando Omega antecipa
O Alfa, a linguagem do Indo, de quem
Não possui corpo, aspecto, uma Sibila
Sem focagem, imprecisa e ténue, singela
E dispersa no ar, toca-me e sinto-a tocar-me,
Entra por mim adentro, sedenta, desconhecida
E sem pedir licença, por direito natural breve
De “quem-me-dorme” e me acorda, ao-de-leve
Por um ténue, pálido fio de tule, convida-me
Em sigilo e silêncio, depois nada…mais nada
E nada mais foi ou será visto, pronunciado
Por esta boca, este lábios, estas pálpebras.
Joel Matos (15 Dezembro 2020)
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Me perco em querer
Me perco em querer,
Um querer sem perca,
Não é melodramático,
Definitivo e comum
E eu sou um banal
Costureiro, faço da
Rotina um “bem-estar”,
E do estar “mal-uso”,
Substituo a prática,
Dos gestos, pela ideia
Que deles tenho,
Fundamentalmente
Sou um engenheiro
De indisciplina interna,
Realizo-me irrealmente
Como fosse um vicio,
Que não quero querer,
Sendo eu o querer por
Defeito e por sevícia,
Não posso perdoar-me,
Me perco em querer,
Sem querer exatamente
Nada, tudo me foge,
Tudo se me desagarra,
Inclusive a sensação,
Quando é pensada,
De querer alguma coisa,
Infindavelmente pura,
Infinitamente alta,
Como um pôr-de-sol,
Redondo em Malta,
Curvo em Alepo, Gaza,
Granada, peco inclusive
Por não querer-nada
Fora eu mesmo, indesejado
Por decreto-lei, recuso-me
A estabelecer acordos,
São simpatias falsas, pouco
Práticas, uma maçada
Que excluí dos meus hábitos,
Não quero o que outros
Possam querer, a astúcia
Não é “o meu forte”,
Nem a paciência se dá comigo.
Jorge Santos (14 Dezembro 2020)
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👁️ 137
A simbologia dos cimos
O principio e todos os lugares, a gnose dos dedos
São os meus dez medos cerrados como rochedos
Abertos os da mão grossa com a outra, a leve, ingrato
O gesto colado à boca, assumo o que digo, gesticulo
Outra conversa, pois é comigo que me estou sentando,
Ou estava, correcção dos meus falsos ecos, dizendo
Do que fui antes, era quotidiano, sem espaço quanto
Tudo o que faço, a diferença entre mim e eles, dedos
Falantes sim, pois só os leves e o livre voa sem peso,
Sou ambos, neste caso o voo plano dos sem jeito, leões
Com os pés dobrados num cepo tosco de faz de conta,
Pau de madeira, pobre e seco, actor, cão pisteiro,
Figuras que eu próprio crio sem êxito, irreais quanto
Eu mesmo e na mesma proporção dos cimos través
Dos quais me acrescento por aproximação ou defeito,
Pasmo perante a estranheza com que desejo o manto,
O abstrato, ainda que com consentimento, mais que por
Volúpia em excesso, digo de mim para mim até me
Convencer do oposto, que é não estar em meu poder
Alterar o ruim e o grosso, o fraco em falangista canalha.
Clandestino, é como me afiguro perante o universo,
E nem a fantasia me desliga, do vulgar substantivo
E da arte decorativa, evocada por cegos da cabeça
Aos pés, sincero malabarista, dez dedos mal situados
De cada lado do corpo, equidistantes uns dos outros,
Equilibrando todos os locais, o mundo que conheço,
Corrosivo, gástrico, florescente em ácido abdicante,
Mas meu princípio e fim, assim a Terra e esta gente.
Princípio meio e fim …
Joel Matos ( 31 Dezembro 2020)
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👁️ 159
Cumpro com rigor a derrota

Será minha a minha vida ou roubada
A outros, às sombras, o destino que
Me é dado acreditar e me cabe por
Direito, cumpro com rigor a derrota,
Sigo o resto que a maré deixa de lodo e
Sargaço na areia assim os meus sapatos
E o musgo em carpete sob meus passos,
Que o não os sinto nem ligam meus pés
Ao sub-mundo que me consente apenas
Passadas pequenas em minúsculas, rústicas
Pernas, inútil vida de sombras eternas
Roubados os mortos, perpétuos e terrenos,
Será minha a minha vida ou é simples cinza
Doutras vidas e de quem já viveu e a
Água do meu lavatório, sangue e urina
Que Orpheu verteu no covil do Demor-
-Gorgon. Diz-se que depois de extinta
A cinza não gera fogo e a Acácia não
Floresce de novo em tom amarelo sem
Repousarem um inverno e as folhas, troncos
Nus e despidos, áridos como a minha paixão,
Ardido meu peito e a crença que não sou eu,
Nem me conheço, sendo minha a vida
Esta não me foi dada, sou um arremedo
De outras, idas numa sucessão de sombras
Tão sombrias quanto o escultor cego e surdo,
Que as talhou num panteão que não é meu,
Num poço profundo, longe dos crentes,
De todos e de tudo, não longe do “cu-do-céu”,
Cumpro com rigor a derrota espiritual, digo adeus,
Como cada homem que a vida deixa no caudal
Dum rio sem barca, num mar sem margem …
Joel Matos ( 05 Dezembro 2020)
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Não passo de um sonho vago, alheio

Não passo de um vago, vulgar desejo
Com a ideia de ser “de-verdade”
O ar que respiro, o luar e a luz sincera
Do dia, tudo o que sonho, tudo
O quanto eu seria se acordasse do
Aquando dormia um normal, leal sono
E a expressão doce de levar comigo
O que me trouxe me seguindo, desejo
Toda uma realidade dobrada em dois
Que me mereça e não, não porque
Estou pedindo que esta me aconteça
De verdade e dum todo, perco-me
Num bocejo que me impede de agir,
Absolutamente sem vontade e dormir
Será morrer de qualquer maneira,
Porquê acordar sem vontade, objetivo
Ou facto que me trouxe, me seguindo
Agora pó, sombra que me transporta,
Fala do vento na copa do pinheiro,
Não passa de um vulgar bocejo,
Pela mão de quem me arrasta, já sou
O que nunca fui, serei semelhante
Ao céu e à terra, igual ao dia, ao sonho
Sem deixar de sê-lo, vulgar e belo,
À luz do dia, nada disso faz sentido,
Consciência será o não sentir, pensar,
Toda a ideia será verdade e o respirar
Inimigo, o ausente da vontade, o supor
Estar sem estar “de verdade” vivo,
Quando não passo de um vago, vulgar
Anseio que comigo tenho, sendo eu
Quem me transporta a algum lugar dúbio,
Em que tudo, nada tem de meu, a floresta
Que tomei por caminho, o que de mim
Sai e na alma se faz, o silencio a paz,
A luz calma e o meu destino que dança,
Passa estranho, alheio, estrangeiro…
Joel Matos ( 08 Dezembro 2020)
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Comentários (4)
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nilza_azzi
2019-08-22
É bom ler o que escreves; tens ritmo, domínio da línguagem poética e abordas temas intensos.
namastibet
2019-01-09
obrigado a todos que me leram
ricardoc
2018-04-23
Igualmente! Estou me familiarizando com a plataforma. Abraços, RicardoC.
131992
2017-10-26
muito intenso seus poemas, adorei.
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