Lista de Poemas
LUA PRÁVIDA
R E N T R E V A D O N A
M E L A N C O L I A
LUA PRÁVIDA
Lua de gás
Se move
No norte
Açoite
Ou vórtice
De sombra
Lilás...
Lua
Me rouba
A serenidade...
Lua viva
Cor de mate
Luz que anima
A minha alma
Luz alva
De matiz doentio
Gira no rio
Vago da noite
Lua de linho
Ao norte
Deserta e fria
Frígida, funesta
Me abraça
Assombrada
Vaga, vasta,
Na mata
Da saudade tua
Agora trágica
Právida
Lívida
Lua...
POSTIMARIA
O amor,
O amor separa
Águas de
Flores
Flores de brumas,
Brumas de
Trevas,
Trevas das águas
Como a noite
Dragando
Luas
E a voz flutissonante
Dos ventos.
Corpos trançados, as flores
Foram apartadas
Das trevas
A noite dragou a lua
E o pranto convulso
Dos ventos inundou
O mar.
O amor
Vai se apagar, o amor
Está morrendo
O amor é só
O amor –
Flor de treva na água
Dos ventos.
CINZA
A violenta paixão abre as asas de árvore sobre o rio
Vagas que sobem quais águas do oceano
Torturas plangentes do vento, amada;
A loucura me ceifou, a loucura me abraçou,
Nada sei deste palácio com paredes de diamante:
O vento me carrega, e eu vou.
Triste sina outonal, recidiva da pureza,
Todo o azul, toda a seda
Deslizam neste céu de pura menta,
Aqui, amado, a voz sibilina de Deus
Arde na minha alma -
A tempestade anuncia as cores roxas, amada
Amado, gira o vento sobre a água e adormeço em sono.
Eu vou.
DESEJO
Olhos teus violáceos
Os teus lábios lassos...
Ardentes beijos meus
Arfam à luz do adeus.
Teus olhos violáceos
Rescendem a morte
É o amor, fel mais forte,
Que teus olhos baços...
Teu olhar de brilho roxo
Tem uma alma escura
Chama trêmula e pura
De lentos ventos frouxos.
A tua alma esgazeada
Tremeluz em tom lilás,
Morte-cor desesperada
De dores e paixões más.
Magenta é o teu frio
desejo
Entre o fogo dos meus
beijos.
Lenta a alma que sangra
azul
Sobre as geadas mórbidas
do sul.
MEU AMOR ENTREVADO NA MELANCOLIA
SONETO DO AMOR MORTO
Flores roxas sob o teu
rosto
Morto na fotografia
Resplendem quais círios
tristes
De face siderada e
doentia.
Vã quimera deste meu amor
Um cadáver que eu carrego
Junto ao meu peito
inquieto
Túmulo de devastadora dor.
Triste fim de quem amou os
ventos!
Vazia é a minha ilusão
soturna
E débeis os mais puros
sentimentos!...
Olhos teus perenes e
inertes
Na moldura dourada e fria
De um amor morto numa
fotografia...
ALMA
Alma tua: uma lua escura
De ardente fel, impura,
Castiga-me a alma, dura
Com olhos de loucura.
Alma triste, devota
A minha que se volta
Ao véu da morte, e corta
A noite, branca e morta.
Almas selam as naus
Do Deus profundo; a cal
Entre a beleza e o averno
Do amor, o gelo eterno
é tua alma, flor vernal
O meu amor, o meu mal.
Comentários (2)
SEUS POEMAS SÃO MARAVILHOSOS HOJE VOLTEI A POSTAR OS MEUS VISITE ME ME
UM NOTÁVEL TEXTO DE SUA AUTORIA Poeta Izabella Zanchi, bom dia! Li este seu texto “ROSÁRIO” e gostei bastante de sua forma de se expressar. Você é uma daquelas pessoas que sabem o que, e do que está falando. Mesmo sendo agente literário, e prestando serviços para várias editoras, recentemente publiquei alguns de meus escritos em uma antologia produzida pela Editora Palavra é Arte. O sistema que eles utilizam para o edição de livros é algo inédito. Nós autores não gastamos nada com produção da obra. Os exemplares nos são disponibilizados no sistema de venda consignada. Isto quer dizer que se alguns exemplares não forem vendidos, podemos devolvê-los, e estes serão doados a bibliotecas públicas e presídios, inclusive das cidades onde moramos. Como gostei muito da forma como você escreve, pedi permissão à editora para convidar você e mais oito outros autores, para participarem de uma das próximas edições. Se um de seus objetivos quanto à Literatura é ter seus textos publicados em forma de livro impresso, acredito que esta seja uma boa oportunidade. Por isto peço permissão para que façam contato com você e lhe enviem o material referente à publicação. Espero que desta forma, eu esteja retribuindo a sua amizade. Se for dar resposta a esta minha mensagem, gostaria de pedir-lhe que, por gentileza, envie sua resposta para o meu e-mail pessoal que é este: agenteliterarioburnier57@yahoo.com Um abraço fraterno, Marc Burnier
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