Ícaro Italo Gomes dos Santos

Ícaro Italo Gomes dos Santos

n. 2004 BR BR

Ícaro Ítalo Gomes dos Santos,pseudônimo;Italo_poetrix. Descobriu sua paixão por livros ao ler"A Árvore Generosa" (The Giving Tree) e desde então tornou-se súdito da palavra poética e busca entender seus conhecimentos através dos caminhos líricos .Nascido em Aquidabã,do agreste Nordestino ,vêm se destacando com seus poemas com temas múltiplos . Atualmente reside em Luz,uma pequena cidade de Minas Gerais . Suas escritas são fisioterapias para a alma .

n. 2004-07-01

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23:55 h , Quarta-feira

​A mente é um veículo em constante deriva,
Absolutamente presa a um ciclo em contraste fixo como gotículas de chuva no para-brisa,
Onde a visão se ofusca pelo excesso de fluxo,
E de maneira ofuscada, seguimos o GPS de cada batida cardíaca, e essa condição de condução maníaca é um vasto crucifixo.
Pois o destino é um átrio de inexorável desfecho;
O banco desse barco é desconfortável e, muitas vezes, chegando ou não ao destino, antes de agradecer eu simplesmente me queixo,
Revelando a pusilanimidade diante do imponderável,
Relembrando a calamidade errante ao irrefutável,
Que transmuta o estupor em um silêncio implacável.
Olho a vastidão do Cosmo e me pergunto: se um dia tudo que vivenciei até agora será algo sonhável?
Pois a memória é o arcabouço do que é efêmero,
E se eu tivesse tudo aquilo que desejo?
Pois o real é apenas o lastro do que é imutável.
Que seja, pois ando insatisfeito nesse universo do comparável,
Buscando o ápice no que é apenas mensurável.
Mas quem sabe eu não me deixe nas profundezas mórbidas, sensual, censurável;
Mastigo pregos não porque tenho fome, e sim porque não a tenho,
Provando o estratagema de um espírito que se fez estranho —
Tal estranho ao ponto de sermos amigos,
Pois a alteridade dissolve antigos perigos.
A depressão não é tão perigosa assim, a menos que já não seja mais ela,
Mas sim o vaticínio que se oculta atrás da janela.
Existe um muro encostado na mesma; seria uma forma de esconder ou esquecer o que estaria do outro lado dela?
Erguendo o antemural para que a alma não se atropele.
Para alguns seria até antimoral não viver preso dentro de uma acomodação tão bela!
Pois o conforto é a mordaça da mente que se cancela.
Me pedem cautela, mas tenho por mim que não suportariam a ausência que tenho de mim mesmo; e ainda dizem que são apenas rumores sobre pequenas dores na costela.
Ignoram o estigma que a alma revela.
O que é necessário para eu não ser necessário?
Para anular a finitude, torna-te o próprio itinerário.
São 23:55 h de uma quarta-feira; simplesmente eu mesmo com adulteração ótica insaciavelmente,
Refletindo a quimera de uma mente permanente.
Já não tenho certeza se quero essa sonhada vida eterna,
Suave letra gélida que hiberna.
Não quero cárcere;
Quero algo que canse-me.
Um cansaço efêmero para que eu descanse e deixe que meu lado psíquico cace-me.
Em linhas de distúrbios, eu converso atentamente com o caos,
Extraindo a ordem dos escombros mordazes,
Estipulando os lordes dos encontros vorazes.
Um falso banquete,
E, em um ato de insignificância, fazemos as pazes.
Raízes, diretrizes exuberantes,
Nutrindo o âmago dos seres errantes.
Doses de um velho uísque que por décadas era guardado na estante;
O presente sendo vivenciado pela embriaguez do passado.
Calado, embora falante por dentro,
Gritando o estupor em meu próprio epicentro.
E todas as manhãs,já não eram todas 


Por: Ícaro Italo Gomes dos Santos 

Ler poema completo

Poemas

46

Fraco

Dentro dessa fonte ,
Afogo-me nessa sede.

Sobre essa ponte,
Revogo-me ao que me "remede".

Fraco.

Por ícaro Ítalo Gomes dos Santos 




 

44

Dez de dez tino

​Destino,

Alguns dizem que ele é a obra de arte mais oculta que a própria vida ou morte.

Nessa mesma filosofia,

Dizem que é ele quem rege o azar ou a sorte,

Sendo a maior entidade por destinar sua própria identidade entre o antes e a extensão da perpetuidade.

Nele, acredita-se que o conhecimento é uma expansão onde todo ser ou matéria descobrirá, ao longo de vários ciclos, o propósito do seu íntimo.

É estranho parar para refletir;

Muitas vezes é necessário sentar-se à mesa com esse estranho,

Outras vezes, nem tanto,

Por isso nem tento.

É estranho parar para refletir porque a resposta poderá ser ensurdecedora;

Outras vezes, a dúvida será a fornecedora de mais gritos.

O destino não me faz escrever,

Ele me desafia;

Não me gratifica e nem me pune,

Porém ele já sabe cada verso que declaro em poesia.

Alguns dizem que o destino é utopia,

E nessa mesma filosofia,

Eu só vim a este mundo porque meu pai conheceu minha mãe,

E, se não fosse por isso, certamente aqui eu não estaria.

Quem fui eu um dia e quem estou sendo agora é uma mera célula morta e vazia.

Concordo com aqueles que concordam com esse tal Destino,

Mas também não discordo daqueles que discordam do que dizem as cordas do Destino.

Até dizem por aí que o Destino advém do Divino,

E que o Divino é quem manuseia o Destino.

Outros dizem que eles são distintos e que talvez controlamos nossos destinos por nossas escolhas e instintos.

Entre quadros e tintas,

A obra de arte mais bela que vi

É aquela que eu ainda não vivi.

Acredito que a dor também faz parte de uma obra que se comparte em arte.

Sob um olhar genuíno,

Rogo ao Destino para que possa desapossar-me das minhas raízes,

E se, por castigo ou dádiva, novamente eu germine,

Que seja como a esperança no olhar de quem se põe a acreditar;

Da mesma forma, que eu jamais termine.

Porém, mesmo afirmando, não posso me fixar,

Então que o Destino me ensine,

Ainda que me elimine.

Nomino que o Destino é, no mínimo, a dimensão de outra lei além da alma ou matéria.

Me pergunto se o Destino talvez não seja o ato simples, recíproco e respeitoso,

E que nesse mesmo Destino moraria também a engenharia da miséria.

​Desde menino meu olhar eu inclino,

Sentado na calçada, na grama do quintal onde eu morava ou, hoje em dia, em qualquer janela com vista para o céu ou varanda.

Vejo nuvens em formatos únicos e como cada uma delas anda.

Melhor tempero ainda é o cheiro do solo molhado das chuvas que elas mandam;

Melhor cultura que sempre me cura do tédio.

Para a criatividade, indústrias farmacêuticas nunca fornecerão algo igual ou genérico a esse remédio.

E tudo começou como uma brincadeira;

Hoje eu a guardo para a vida inteira, ainda que a vida se divida em interas, aspas e etcéteras.

Hoje eu aguardo que exista um amanhã melhor que o hoje que me beira,

Uma simples quarta-feira ou qualquer dia da semana que queira me tornar bem mais feliz,

Ressignificando tudo aquilo que eu ainda não fiz.

​Porém que a dor da cura não interfira,

A dor da mágoa e o que ela me dirá;

Sei que ela sequer medirá forças para que eu possa mendigar o arquétipo do aprender e repreender o tônico do amar.

​Destino,

Alguns dizem que ele é malino,

Brinca com os nossos olhos e até com o que podemos imaginar.

Destino,

Alguns dizem que ele é o sussurro do maligno,

Brinca com os nossos olhos e até com o que podemos imaginar.

Destino.


Por : ícaro Ítalo Gomes dos Santos 

Italo_poetrix

Poema: dez de dez tino 

 

 

75

Lagarta

​Eu sou o vento.
Um breve sopro constante indagado, recorda-se momento.
Nada detém meu pensamento.
Já não mais penso, acredita-se que o espelho quebrado tornou-se o verme que ver-me mesmo eu não possuindo olhos, já que todos foram arrancados de mim pelo ser que, por torpeza ou cortesice, diz sem pronunciar o ato de ter meu controle do contato e constato.
Sem possuir o saber mesmo o possuindo, pergunto-me se eu finjo ou respondo-me e fico mesmo sem ficar, porém fui amanhã e percebo despercebido que lá eu nunca fui aqui.
Mais rápido do que eu, só a simultaneidade de que existe outro eu também.
E tudo, na verdade, é uma mentira verdadeiramente jamais dita, porque o que o olho não vê, a mente não edita, mas projeta.
E quando projeta, a vida injeta uma vacina da cura mais mórbida e transmutada daquilo que você não pode sentir, não pode tocar, mas vem de cada ato do imaginar, ou pelo menos do mais era para ser ou até pode ter sido assim.
Similar.
Contemplação, contemplo a ação, é de destruição do mesmo.
Sendo assim, o templo já não é mais aquilo, pois aquilo que ele deveria ser não foi de fato concluído, porque ele não era apenas um templo, e sim algo objetificado.
Então, por isso, eu vejo que o dicionário é apenas um item inanimado, animado, temporariamente, para todo o sempre, simples.
Mas uma lagarta tá fora do casulo.
Sendo assim, ela aprendeu a bater perna e voar.
Mais pesada que o ar, sufocada pelo conhecimento do tempo, do vento que passa de repente quando vê a gente morre vagarosamente, tão rápido quanto a luz se acende e não entende por que que a vida passa ou por que que a vida fica depois que a morte chega.


Por  :
Ícaro Ítalo Gomes dos Santos 
Pseudônimo; Italo_poetrix

83

A anatomia da ratoeira

​Todos eles roem o mesmo queijo e riem absurdamente do outro rato que permanece a olhar de longe seus semelhantes encherem suas barrigas. E assim seguiu esse ciclo por aproximadamente sete dias.
​O rato que se recusa a aventurar-se em saciar sua fome estava completamente desnutrido e fraco, enquanto os outros se vangloriavam por suas refeições e corpos saudáveis. Ao nono dia, a rotina, que já era bem comum, mudou drasticamente após os ratos comerem o queijo, que, por sua vez, já não era mais o mesmo, pois havia sido envenenado.
​O rato que não se dispôs a comer viu seus semelhantes falecerem quase no mesmo período. Embora sozinho e sem incentivo de qualquer outro rato, arriscou-se a comer um pequeno pedaço que estava em cima da ratoeira. Ela veio a disparar e, por fim, o último rato chegou ao seu trágico — ou, para alguns, magnífico — fim.
​Seja o queijo envenenado:
Não proporcione vantagens para aqueles que apenas querem o que você pode fornecer.
Sejam os ratos:
Desfrute das oportunidades; elas são únicas.
Seja o rato:
Não se deixe ser levado ao abismo para satisfazer suas vontades.
Seja a ratoeira:
Habilidosamente calma, ágil e encerrando as suas pragas.
​Não seja o queijo envenenado:
Não forneça ruínas.
Não sejam os ratos:
Não divida seu queijo.
Não seja o rato:
Não tenha preguiça de buscar nutrição melhor do que a que é capaz de ver.
Não seja a ratoeira:
Não crie armadilhas; fique longe delas.



Por ; Ícaro Italo Gomes dos Santos

Pseudônimo de italo_poetrix

69

23:55 h , Quarta-feira

​A mente é um veículo em constante deriva,
Absolutamente presa a um ciclo em contraste fixo como gotículas de chuva no para-brisa,
Onde a visão se ofusca pelo excesso de fluxo,
E de maneira ofuscada, seguimos o GPS de cada batida cardíaca, e essa condição de condução maníaca é um vasto crucifixo.
Pois o destino é um átrio de inexorável desfecho;
O banco desse barco é desconfortável e, muitas vezes, chegando ou não ao destino, antes de agradecer eu simplesmente me queixo,
Revelando a pusilanimidade diante do imponderável,
Relembrando a calamidade errante ao irrefutável,
Que transmuta o estupor em um silêncio implacável.
Olho a vastidão do Cosmo e me pergunto: se um dia tudo que vivenciei até agora será algo sonhável?
Pois a memória é o arcabouço do que é efêmero,
E se eu tivesse tudo aquilo que desejo?
Pois o real é apenas o lastro do que é imutável.
Que seja, pois ando insatisfeito nesse universo do comparável,
Buscando o ápice no que é apenas mensurável.
Mas quem sabe eu não me deixe nas profundezas mórbidas, sensual, censurável;
Mastigo pregos não porque tenho fome, e sim porque não a tenho,
Provando o estratagema de um espírito que se fez estranho —
Tal estranho ao ponto de sermos amigos,
Pois a alteridade dissolve antigos perigos.
A depressão não é tão perigosa assim, a menos que já não seja mais ela,
Mas sim o vaticínio que se oculta atrás da janela.
Existe um muro encostado na mesma; seria uma forma de esconder ou esquecer o que estaria do outro lado dela?
Erguendo o antemural para que a alma não se atropele.
Para alguns seria até antimoral não viver preso dentro de uma acomodação tão bela!
Pois o conforto é a mordaça da mente que se cancela.
Me pedem cautela, mas tenho por mim que não suportariam a ausência que tenho de mim mesmo; e ainda dizem que são apenas rumores sobre pequenas dores na costela.
Ignoram o estigma que a alma revela.
O que é necessário para eu não ser necessário?
Para anular a finitude, torna-te o próprio itinerário.
São 23:55 h de uma quarta-feira; simplesmente eu mesmo com adulteração ótica insaciavelmente,
Refletindo a quimera de uma mente permanente.
Já não tenho certeza se quero essa sonhada vida eterna,
Suave letra gélida que hiberna.
Não quero cárcere;
Quero algo que canse-me.
Um cansaço efêmero para que eu descanse e deixe que meu lado psíquico cace-me.
Em linhas de distúrbios, eu converso atentamente com o caos,
Extraindo a ordem dos escombros mordazes,
Estipulando os lordes dos encontros vorazes.
Um falso banquete,
E, em um ato de insignificância, fazemos as pazes.
Raízes, diretrizes exuberantes,
Nutrindo o âmago dos seres errantes.
Doses de um velho uísque que por décadas era guardado na estante;
O presente sendo vivenciado pela embriaguez do passado.
Calado, embora falante por dentro,
Gritando o estupor em meu próprio epicentro.
E todas as manhãs,já não eram todas 


Por: Ícaro Italo Gomes dos Santos 

77

Uma letra entregue a quem lê

​Como um belo canto de um canário,
Nasce um poema jorrando frases vindas que criam vidas em infinitos cenários.
Estradas formadas pelo nada, formatadas pela imaginação prolongada.
Uma folha parada dançante,
Um lápis com medo de rabiscar seus desejos mais fascinantes.
Uma macieira plantando bananeira, colhendo seus frutos laranja,
Um galo de granja com crista azul,
Uma formiga antiga que, com apenas um dia em vida, conquista todo o Hemisfério Sul.
​Lá do outro lado do hemisfério,
A abelha-rainha era apenas uma aventureira boiadeira que havia esquecido do seu império.
Borboletas imitavam lesmas e as mesmas caçoavam de vacas elegantes que já não mais faziam "mu".
Dona zebra Zilda zela da sua sala azul
E de sua bela sela de vulgo Maru.
Um grilo tomando chá de gotas de chuva, totalmente cru.
​Somos um elo, manto itinerário,
Ás em temas, idas e voltas em íntimos literários.
Uma letra entregue a quem lê.


Por : Ícaro Italo Gomes dos Santos 

62

Rever versos ao reverso

Eu observava alguém de longe
Não quis me aproximar
A luz da lua adere minha pele
Sentado na areia da praia
Ouço as ondas do mar
No silêncio da mente
Tento despertar minha força recôndita
Olhei em torno
Senti que era a hora exata de fazer um pedido
Realizei uma oração
Minha visão intelectual me permite não ser cego de ego
A poesia é a figura maternal,
a cultura que restaura o estrutural e nos faz transcender a matéria e nos conectar com qualquer ancestral
Me vejo velho hoje
mas já fui jovem ontem
Sai de dentro do ventre,
Agora estou entre o tempo e o vento
Me vejo preso no passado
Amanhã, talvez você me encontre...

Por Ícaro Italo Gomes dos Santos 

97

Aonde eu tenho ido?

Atingido no ar tingido, regido parcialmente, propositalmente parecido com o córtex de um ser desbravador que permanece foragido. Formidavelmente foi ágil, driblando os espelhos como um mímico tímido.
​Restarão apenas os cacos de vidros.
Restaurará centenas de células do envolvido, todas elas marcadas nas páginas dos livros.
Resultará belas provas de medos lidos.
​Em meio às verdades, por completas, as mentiras não dão ouvidos.
Duvido que esse eu lírico sádico tem contribuído com a ressonância desse pulmão fingido.
Resultado obtido foi abatido ao radiocarbono.
Governante do seu vasto Cosmo se fez Ur-Nammu sem trono.
​Viver já era um bônus.
Morrer era saber que apenas saberia da existência da incerteza se não tivesse vida além da que foi capaz de ver ou duvidar aos olhos humanos.
Olhos famintos, pois fomentos somos.
Momentos temos.
​Não é o relógio que acaba nos desperdiçando.
Leio versos cheios de memórias valiosas.
Creio em imersos meios de vitórias vultuosas.
Letras capturadas tão belas quanto soltas.
A arte da cultura reestrutura mentes incultas,
E cala aquele cujo respondia ser sábio.
​Atingido no ar tingido, regido particularmente, paralelamente aquecido pela sinapse de um ser desesperador que adapta-se no lúgubre sonhar coagido.
Aonde eu tenho ido?
"Não vejo o sol, mas sinto o seu calor."
Sei que a intensidade de acreditar me designa.
"Não vejo a flor, mas sinto seu perfume."
Clássico versálico ao tom Delfina Benigna.




Escrito por ; Icaro Italo Gomes dos Santos, pseudônimo italo_poetrix

91

Ao ar cultural , cavalgada.

Ao ar a poeira sobe 
Nesse lar ,o  solo  que tudo sabe
Representatividade em demonstração do quão valioso é o nosso sonho 
Antes dos 8 segundos somos o templo do tempo 
por isso já não nos cabe se lamentar 
Carimba que é golpe ....
De cultura,não no parlamentar !


No dia em que eu saí de casa 
Minha mãe me disse 
Esse mundo é seu , então explora
E lá foi eu com uma botina ,sonhos no alforje 
Um cinto ,e uma impecável espora 
Vivenciando situações das quais ninguém espera
Espelha sua imagem de antes ao agora 
O quanto mudou e o quanto você não gostaria que mudasse é um palíndromo transcendental da evolução mental existencial 
Nesse paradoxo do agora 
Antes de estar dentro do meu primeiro evento 
Eu já aplaudia muitos do lado de fora

Aprendi que a felicidade tambem mora aonde o sol não brilha
E toda ,
Toda chuva que cai do céu molha meu  chapéu 
Regando a essência do meu Ser 
Resgatando a transparência do meu amadurecer 
Regrando-me antes do amanhecer para não esquecer da noite passada formada pelo meu renascer 
Bebi da dádiva da dúvida em lágrimas 
Tempestades de verdades forjaram penumbras de vaidades 
Minhas maiores conquistas jamais serão vistas nos livros
De páginas em  páginas 
Quando cessei o fôlego 
Fiz uma apnéia em respiração na transição em introspecção à inspiração

Hoje em pasto vasto avisto a felicidade pairando ao vento 
Invisto no tempo 
Sou exemplo de quem fui 
Exceto quem sou 
Pois o meu rio de glórias ainda flui
Aprendi que ao jogar o laço eu estava capturando fragmentos de mim na resiliência de cada passo
Abençoado  seja cada tropeço 
Abençoada seja essa sinfonia da cavalgada que ao longo da estrada  é o  meu patrimônio cultural desde o berço 
Ciente dos lugares que coloquei os pés onde estribo (trocadilho da palavra estive)
A sela é o selo que sela o elo do meu destino 
Faço-me Teresa de Bendela ao próprio Chico "Arino "
E é assim que me defino
Gênero forte,para alguns amargo
"Cá" fé dentro da xícara do chakra 
Com a mente em estado de Sítio 
Meu livre arbítrio na simplicidade dentro de uma chácara 
Nessa vida desembrenhado sem freio
Sem sela ,na busca bruta da minha versão mais sincera
Foi em meio ao rodeio que encontrei o Brasil que eu creio,
e o meu novo eu veio com uma receita sem receio de divisão de cores e classes e o recheio que me alimenta é a competitividade no olhar em melhorar cada recorde ainda que o adversário o quebrasse,nunca deixei que os obstáculos por mim falassem por mais que me parassem sempre fiz o bloqueio do meu CPF ao CNPJ para nunca decair aos males alheios


Divina inspiração que me brinda 
Resplandecente Luz pro Mundo ,Barretos 
Quem guia minhas rédeas me blinda 
Troféus de verdade é família 
Faço valer  cada segundo da minha vida
Vitórias e derrotas são bem vindas 
E a maior batalha dentro ou fora da arena é aquela que eu não enfrentei ainda


Ao ar a poeira sobe 
Nesse lar,  o solo que tudo sabe 
É apenas eu e o meu sonho de viver intensamente pelo o que amo e acredito quando as porteiras se  "abre"...

Carimba que é golpe...

Eu faço parte do descobrimento de cada arte 
Muito antes do 244
Mentalidade de Lincoln pelos arados 275
Íntegro ao íntimo agro 
Nossa história , nosso povo 
Valor insubstituível , inestimável ao mercado pago 
Terra ao adubo da persistência 
Reforma agrícola, agrária 
Não é conhecidência que  a República Federativa é referência quando o assunto é riqueza em solo 
Trabalho braçal em sol ou chuva 
Não   há adversidade párea que pare a nossa força recôndita 
Olha um pouco as mãos do povo 
Linhas ancestrais de um passado atrás em evolução a um mundo novo

Ao ar,a poeira sobe ...


Por ícaro Italo Gomes dos Santos
Pseudônimo: Italo_Poetrix

128

Nódulo do não

​Desfazer o laço do lazer
Desprender do abraço do prazer
Depender do faço agora e
é isso que eu quero ser
Sublime a versão preliminar
Adrenalina sem filtro
Um filme particular dentro do olhar
​Esse nó do não,
Esse nódulo é o acúmulo inóspito da indecisão,
Mercê ao módulo nulo ímprobo logrado errante peculiar razão
Suspensão centrifugadora da imersão perpendicular
Drenagem em litros,
Comum perfume peculiar cêntrico ao ar
Saudades em gotas,
Sabor de mar
​Indagado à exuberância da procrastinação
Guardando segredos que não são meus
Linhas confusas consumidas com o tempo
Destinos rasos escorregadios na palma da mão
Infiltrado na eminência da proliferação calma e
maliciosa
Queixo-me às rosas,
Reconsidero rever os delírios seus

POR ; ÍCARO ITALO GOMES DOS SANTOS (Italo_Poetrix) 

118

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