Lista de Poemas
Almas em conchas
Vivendo como almas,
dentro de conchas,
presos em bolhas,
cultuando velhos traumas.
Reclusos em seletos mundos,
percorrem longas vielas
até o seu fim em becos imundos,
romantizados em higiênicas novelas.
Miséria casualmente consumida
por de famílias de bem,
que nos fins de noite reunidas,
consomem a realidade distorcida.
Alienados por padrões exóticos,
creem que o real
é o simplesmente normal,
embalados por doces narcóticos.
Inebriados por sonhos liberais,
deleitam-se com pobres ideais,
tão ultrapassados quanto frugais
mas, felizes com a ilusão de paz.
dentro de conchas,
presos em bolhas,
cultuando velhos traumas.
Reclusos em seletos mundos,
percorrem longas vielas
até o seu fim em becos imundos,
romantizados em higiênicas novelas.
Miséria casualmente consumida
por de famílias de bem,
que nos fins de noite reunidas,
consomem a realidade distorcida.
Alienados por padrões exóticos,
creem que o real
é o simplesmente normal,
embalados por doces narcóticos.
Inebriados por sonhos liberais,
deleitam-se com pobres ideais,
tão ultrapassados quanto frugais
mas, felizes com a ilusão de paz.
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Por que desídia?
O mundo virtual, da era digital, da comunicação em rede, com acesso distribuído, das plataformas inteligentes (smart), dos algoritmos que nos informam, vedem... Induzem, controlam...
Sim somos guiados ou teleguiados, para usar um termo mais antigo, por informações que não pedimos e muita vez não queremos ou necessitamos. Esse é o mundo virtual, repleto de avatares, hackers, haters. Inimigos virtuais, encobertos pelo “manto sagrado” do IP (ou Internet Protocol), que povoam nossas redes sociais, pessoais ou profissionais e nossos aplicativos, sem um nanossegundo de sossego.
É assim que somos submetidos, de forma massificante, cotidianamente, à clickbaits, fake news e às mais criativas conspirações, que interferem na nossa vida familiar, no nosso trato social e nas nossas concepções ideológicas. Cuidado!
Sim somos guiados ou teleguiados, para usar um termo mais antigo, por informações que não pedimos e muita vez não queremos ou necessitamos. Esse é o mundo virtual, repleto de avatares, hackers, haters. Inimigos virtuais, encobertos pelo “manto sagrado” do IP (ou Internet Protocol), que povoam nossas redes sociais, pessoais ou profissionais e nossos aplicativos, sem um nanossegundo de sossego.
É assim que somos submetidos, de forma massificante, cotidianamente, à clickbaits, fake news e às mais criativas conspirações, que interferem na nossa vida familiar, no nosso trato social e nas nossas concepções ideológicas. Cuidado!
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Desídia
A “preguiça de pensar”
é a pandemia do momento,
ela apresenta um sintoma severo:
a convivência com “teorias da conspiração”!
Obrigando, os distraídos, à aceitação
de qualquer “terraplanismo”,
sem analisar ou questionar,
baseados, apenas, em “achismos”!
Desta forma, “caindo” em qualquer clickbait,
e “comprando” qualquer fake news,
para deleite de todos os haters,
que as “viralizam” sem compaixão,
Distorcendo estatísticas da verdadeira pandemia...
Um governo repleto de adversários,
com mínima empatia,
e anacronismos desnecessários.
é a pandemia do momento,
ela apresenta um sintoma severo:
a convivência com “teorias da conspiração”!
Obrigando, os distraídos, à aceitação
de qualquer “terraplanismo”,
sem analisar ou questionar,
baseados, apenas, em “achismos”!
Desta forma, “caindo” em qualquer clickbait,
e “comprando” qualquer fake news,
para deleite de todos os haters,
que as “viralizam” sem compaixão,
Distorcendo estatísticas da verdadeira pandemia...
Um governo repleto de adversários,
com mínima empatia,
e anacronismos desnecessários.
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Esmero
Observo, atentamente,
aquele marceneiro,
com um único pensamento em mente:
ele trata a madeira com esmero.
O respeito que cultua
àquele pedaço de madeira,
que um dia foi frondosa Imbuia.
Usando suas ferramentas,
modela com criatividade.
Respeitando a longevidade
daquela que sobreviveu às tormentas.
Resistiu, bravamente, ao tempo.
Entretanto, tombou para o vilão mais impiedoso.
Assim, sem consentimento, tornar-se-á móvel lustroso.
aquele marceneiro,
com um único pensamento em mente:
ele trata a madeira com esmero.
O respeito que cultua
àquele pedaço de madeira,
que um dia foi frondosa Imbuia.
Usando suas ferramentas,
modela com criatividade.
Respeitando a longevidade
daquela que sobreviveu às tormentas.
Resistiu, bravamente, ao tempo.
Entretanto, tombou para o vilão mais impiedoso.
Assim, sem consentimento, tornar-se-á móvel lustroso.
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Vira-lata
The green and yellow
do autoproclamado patriota,
esconde, sob o manto do anonimato,
o mais “puro” Vira-lata,
que precisa ser estudado...
Fervorosamente alienado,
vive abraçado à bandeira de listras e estrelas,
como mortalha que encobre suas “besteiras”!
Frequentemente questionado
Sobre o seu nacionalismo,
a resposta vem fácil:
E daí?
Temos um “Grande Tio”
a nos proteger!
Que, em troca, apenas espolia
a dignidade que a nação já teve...
Um dia!
do autoproclamado patriota,
esconde, sob o manto do anonimato,
o mais “puro” Vira-lata,
que precisa ser estudado...
Fervorosamente alienado,
vive abraçado à bandeira de listras e estrelas,
como mortalha que encobre suas “besteiras”!
Frequentemente questionado
Sobre o seu nacionalismo,
a resposta vem fácil:
E daí?
Temos um “Grande Tio”
a nos proteger!
Que, em troca, apenas espolia
a dignidade que a nação já teve...
Um dia!
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Qualquer botequim (Miniconto)
Num fim de tarde qualquer, em qualquer lugar, em qualquer botequim...
Amigos em roda, jogavam carteado. A mão parecia boa, mas qualquer um poderia ganhar, pois, o que importava era com quem ela iria ficar. Com olhar sereno como o suave entardecer, observava distante aquele grupo de amigos que a olhavam com grande querer. A partida já se prolongara para além de meia dúzia de garrafas de uma cerveja que o vento quente, daquele final de tarde, cismava em aquecer.
Com olhar de sedução inebriou um dos ávidos jogadores, que após virar a mesa, caminhou em sua direção, deixando os parceiros de jogo irados com o seu pouco caso com a disputa do jogo e da jovem. Tal atitude gerou um bate-boca, iniciando uma boa briga.
Enquanto brigavam, a jovem, de relance, percebeu que sua amiga a contemplava carinhosamente, alheia ao confronto que a todos envolvia. Aproximando-se, sussurrou em seu ouvido e, então partiu, acompanhada pela amiga que não a assediava, mas sutilmente a provocava.
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Poética
Se podemos declamar o amor,
mesmo no instante da sua perda,
buscando uma rima para a dor...
Podemos usar a linguagem poética,
em sua mais pura cepa,
para discutir a vida e a ética...
A atemporalidade da poesia,
guarda em sua primazia,
sem dúvida, a responsabilidade
do operário da poética
com a sua preleção,
às vezes um tanto hermética.
A poesia crítica admite
a crônica mais contundente
do que na prosa do cotidiano...
Pois, o que a realidade omite,
sem deixar de ser onisciente.
A poética liberta, de forma consciente.
mesmo no instante da sua perda,
buscando uma rima para a dor...
Podemos usar a linguagem poética,
em sua mais pura cepa,
para discutir a vida e a ética...
A atemporalidade da poesia,
guarda em sua primazia,
sem dúvida, a responsabilidade
do operário da poética
com a sua preleção,
às vezes um tanto hermética.
A poesia crítica admite
a crônica mais contundente
do que na prosa do cotidiano...
Pois, o que a realidade omite,
sem deixar de ser onisciente.
A poética liberta, de forma consciente.
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Neologismo
Querer é viver.
Quero, logo vivo...
A minha querência!
Viver é sofrer.
Vivo, logo sofro...
A tal sofrência!
Talvez seja vivência!
Sofrer sem querer.
Sofro porque quero.
Mas, o que é sofrência?
Se a língua é viva
Logo, quero viver,
E, portanto, me permito sofrer...
Mas, por que sofrência?
Quero, logo vivo...
A minha querência!
Viver é sofrer.
Vivo, logo sofro...
A tal sofrência!
Talvez seja vivência!
Sofrer sem querer.
Sofro porque quero.
Mas, o que é sofrência?
Se a língua é viva
Logo, quero viver,
E, portanto, me permito sofrer...
Mas, por que sofrência?
👁️ 191
Indignação
Ela surge no ápice do sofrimento,
As vezes raivosa,
As vezes suave.
Mas, sempre dolorosa.
Tão grave
“twittamos”!
Precisamos comunicar!
Na esperança de que alguém nos escute,
Que a ignorância seja superada,
Que a ciência seja considerada
E, então, algo mude...
As vezes raivosa,
As vezes suave.
Mas, sempre dolorosa.
Tão grave
que não conseguimos nos conter.
Gesticulamos,
Verbalizamos,“twittamos”!
Precisamos comunicar!
Na esperança de que alguém nos escute,
Que a ignorância seja superada,
Que a ciência seja considerada
E, então, algo mude...
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Mitológica
Sua boca sensual
comprimia-se num murmúrio
extremamente carnal,
que pouco a pouco excitava
a imaginação daqueles
para quem ela cantava.
Seu canto de sereia,
dama dos mares,
fundia-se aos sons do oceano,
que na branca areia
quebrava suave.
Então, silenciosamente, em súplicas,
guarda o ardente fulgor.
Mas, por Ulisses não é ouvida!
Fazendo-a esquecer a beleza da vida.
E, sem vida,
sentir a tristeza da sua solidão.
Deixando de lado o seu véu,
o céu de estrelas,
e deslizando, mansamente,
sobre as plácidas águas do luar,
perde-se no horizonte,
fundindo-se,
confundindo-se com o firmamento...
comprimia-se num murmúrio
extremamente carnal,
que pouco a pouco excitava
a imaginação daqueles
para quem ela cantava.
Seu canto de sereia,
dama dos mares,
fundia-se aos sons do oceano,
que na branca areia
quebrava suave.
Então, silenciosamente, em súplicas,
guarda o ardente fulgor.
Mas, por Ulisses não é ouvida!
Fazendo-a esquecer a beleza da vida.
E, sem vida,
sentir a tristeza da sua solidão.
Deixando de lado o seu véu,
o céu de estrelas,
e deslizando, mansamente,
sobre as plácidas águas do luar,
perde-se no horizonte,
fundindo-se,
confundindo-se com o firmamento...
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Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação.
Possuo mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Sou mestre em Engenharia, pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior e graduado em Engenharia Civil e Arquitetura.
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