Grégor Carlos Marcondes

Grégor Carlos Marcondes

n. 1988 BR BR

n. 1988-06-24, Guarapuava/PR

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Manifesto

MANIFESTO
Quando o tempo pesar menos que os cabelos de um anjo,
E as sombras fugirem pelas fendas da tarde,
Repousarei entre seus braços,
E seremos apenas um

Quando o destino não importar mais,
E não tivermos a quem culpar,
Acordarei com a luz do sol em seu rosto,
E saberemos o caminho

Quando o amor arrastar o mundo,
E as dúvidas forem apenas chuva
Adormecerei no seu ventre
E sentiremos tudo,

Quando as palavras não significarem nada
E olhos decifrarem a vida
Pedirei apenas um sorriso
E ele será a claridade do dia.
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Poemas

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Manifesto

MANIFESTO
Quando o tempo pesar menos que os cabelos de um anjo,
E as sombras fugirem pelas fendas da tarde,
Repousarei entre seus braços,
E seremos apenas um

Quando o destino não importar mais,
E não tivermos a quem culpar,
Acordarei com a luz do sol em seu rosto,
E saberemos o caminho

Quando o amor arrastar o mundo,
E as dúvidas forem apenas chuva
Adormecerei no seu ventre
E sentiremos tudo,

Quando as palavras não significarem nada
E olhos decifrarem a vida
Pedirei apenas um sorriso
E ele será a claridade do dia.
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Dama do Vento

DAMA DO VENTO

Foste um rabisco de eternidade,
Oculta dentro da finitude de todas as coisas,
Um corpo de luz,
Viajando pelo oceano do mundo,

A delicadeza de sua presença,
Enchia meu frêmito coração,
Com todas as cores que se pode pintar o paraíso,
E no desenho de suas curvas,
Deixei ficar o naufrago de minhas preces,

Era meu encontro e,
Ao mesmo tempo,
Minha fuga,
O arroubo do frescor da vida,
O caos dentro da paz,

Confiei a ti todos os desejos,
Dissimulei o medo de sua partida,
Tentei tocar o imo de sua alma,
Deixei a ilusão ser nosso grande sabor,
Mas éramos a realidade que bate à porta,

Você é a dama do vento,
Ninguém a tem,
Escapa pelas frestas,
Foge pelo ar,
Se mistura com as nuvens,
Com o perfume das coisas,
És a primavera das flores,

A tempestade das ondas,
A liberdade das asas,
A libido da Afrodite,
És o dia dentro da noite,
A chama de seus olhos em fulgor,

Imersa em sonhos de delírio ardor,
Ainda incendeias a planície de meu coração,
Contudo, não sem menos amor,
deixo-te ir, indomada alma,
pois a você nem o tempo pode conter
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Beijos

BEIJOS

Há beijos que fogem da boca,
escorregam com calma,
deslizam pela medula,
e alcançam a palma da alma

Beijos sorrateiros,
de aspecto desejante,
misteriosos e vultosos,
de sabor errante,

Há beijos que são carne viva,
de lábios rubros de fogo,
Beijos que queimam o juízo,
e calam o último rogo,

Beijos inesperados,
embora cem vezes suplicados,
são espontâneos como a poesia,
e a paixão dos desesperados,

Há beijos que nos transportam,
para onde o corpo fica mais quente,
as palavras não alcançam,
e o tempo não se sente

Não importa a cor do destino,
não haverá no mundo,
ainda que cheio de desatino,
amor, sem um beijo perdido pelo caminho...
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Comentários (3)

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gislene25

Pleno!

Kennedy
Kennedy

Maravilhoso! Parabéns!

Ana
Ana

Muito bom!