Beijos
Grégor Carlos Marcondes
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BEIJOS
Há beijos que fogem da boca,
escorregam com calma,
deslizam pela medula,
e alcançam a palma da alma
Beijos sorrateiros,
de aspecto desejante,
misteriosos e vultosos,
de sabor errante,
Há beijos que são carne viva,
de lábios rubros de fogo,
Beijos que queimam o juízo,
e calam o último rogo,
Beijos inesperados,
embora cem vezes suplicados,
são espontâneos como a poesia,
e a paixão dos desesperados,
Há beijos que nos transportam,
para onde o corpo fica mais quente,
as palavras não alcançam,
e o tempo não se sente
Não importa a cor do destino,
não haverá no mundo,
ainda que cheio de desatino,
amor, sem um beijo perdido pelo caminho...
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