Lista de Poemas
Ressigninfância
Nunca esperava
que a maldade praticada
viesse da alma.
O menino, novo na cidade, sentiu raiva.
Raiva porque riram e zombaram
de não saber chutar uma bola.
Como bichos de luz ao apagar da casa,
deixou a raiva que lhe fazia morada
sair pela janela.
Se não sei chutar uma bola
é porque nunca tive bola, pensou.
E se aqueles meninos fossem tão duros,
por não conhecerem a ternura do abraço?
A cabeça ainda doía, vai dar galo.
Observando o zunir dos mosquitos,
era só o começo de mais um longo verão.
que a maldade praticada
viesse da alma.
O menino, novo na cidade, sentiu raiva.
Raiva porque riram e zombaram
de não saber chutar uma bola.
Como bichos de luz ao apagar da casa,
deixou a raiva que lhe fazia morada
sair pela janela.
Se não sei chutar uma bola
é porque nunca tive bola, pensou.
E se aqueles meninos fossem tão duros,
por não conhecerem a ternura do abraço?
A cabeça ainda doía, vai dar galo.
Observando o zunir dos mosquitos,
era só o começo de mais um longo verão.
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Neguinha
Vá me dizer, neguinha,
que ao final daquela noite,
sua boca não pedia a minha?
E o nome que queria
ouvir em seu gemido
não era o meu?
Sei que nosso amor transcende
esta pequena existência de ser.
Mas diga que não queria
entortar essas tangentes,
ver nossos corpos
se encontrar novamente,
pela mera graça
de viver.
que ao final daquela noite,
sua boca não pedia a minha?
E o nome que queria
ouvir em seu gemido
não era o meu?
Sei que nosso amor transcende
esta pequena existência de ser.
Mas diga que não queria
entortar essas tangentes,
ver nossos corpos
se encontrar novamente,
pela mera graça
de viver.
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Na ponta do lápis
Quero a agonia do poema incompleto,
Verso solto em meu caderno,
Rima pobre em meu soneto
Métrica desfeita em meu terceto.
Quero levantar o copo pensando em odes
E ver que a poesia pode,
Falar da pedras no caminho
E de mortes da bezerra.
Sorte tem quem, pelo menos,
Numa terça-feira,
A qualquer momento,
Num verso etílico ou
Hai-kai sarnento,
Faz da agonia, liberdade.
Como quem espanta a coceira
Ou limpa o cabelo grudento,
Completa um verso de amor
,Desses que goza,
Na ponta do lápis.
Verso solto em meu caderno,
Rima pobre em meu soneto
Métrica desfeita em meu terceto.
Quero levantar o copo pensando em odes
E ver que a poesia pode,
Falar da pedras no caminho
E de mortes da bezerra.
Sorte tem quem, pelo menos,
Numa terça-feira,
A qualquer momento,
Num verso etílico ou
Hai-kai sarnento,
Faz da agonia, liberdade.
Como quem espanta a coceira
Ou limpa o cabelo grudento,
Completa um verso de amor
,Desses que goza,
Na ponta do lápis.
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