Lista de Poemas

O eco de Atenas

Eu, e minhas circunstâncias,
caminhamos, lado a lado,
rumo ao desconhecido,
tendo a poesia como guia.


Por ruas de cantaria,
pelo labirinto de becos
e escadarias, escuta-se
o eco do silêncio.


Do silêncio surge a poesia,
ela vem envolta nas cores
dos azulejos, no canto dos
bem-te-vis, nas ondas do mar.


Dos sobrados e igrejas,
ecoam lendas e mistérios,
a poesia destilada da saudade.


***

El eco de Atenas

Yo, y mis circunstancias
caminamos, lado a lado,
hacia lo desconocido,
con la poesía como guía.


A través de calles de cantaria,
del laberinto de callejones
y escaleras, se escucha
el eco del silencio.


Del silencio surge la poesía,
viene envuelta en los colores
de los azulejos, en el canto de
los benteveos, en las olas del mar.


De los antiguos sobrados
y las iglesias, las leyendas
y los misterios resuenan,
la poesía destilada del anhelo.


VELOSO, Gabriela Lages. Poema El eco de Atenas. Revista Los Trapos, Argentina, 15 abr. 2022.
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O mar

Ninguém nunca tocou 
o teu mistério. Tens essa 
imensidão, que atravessa 
horizontes, mas, uma 
simples concha te contém.

Na superfície, tudo que
podemos enxergar é um
espelho perturbado pelas
ondas. Um vento forte
insiste em embalar tuas
águas carregadas de sal.

Na profundidade, tudo 
que se escuta é o eco do 
teu silêncio, que grita, aos 
quatro ventos, histórias 
naufragadas pelo tempo.

Nessa jornada, tens a 
lua como guia das tuas 
marés. Quem atravessa 
tuas águas, mesmo que 
somente com o olhar, 
sente a difícil liberdade 
de retornar ao porto.

VELOSO, Gabriela Lages. Poema O Mar. Coletânea Poetas Maranhenses, Vol III. São Luís: Viegas Editora, 2022.
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La vida

Soy intensamente breve,
Como un sueño.
Hecho de fragmentos de instantes.

Y en esa brevedad mía
De segundos contados,
Debo ser tratada con prudencia.

En las tormentas,
Los pesos deben ser arrojados
En el mar del olvido.

En bonanza
Los recuerdos deben ser recogidos
Con ternura, al abrigo de la memoria.

En mí, todo es esencial
Lluvia y aridez.
Me resisto al tiempo y al mal tiempo.

No tengo rutas fijas,
Soy caleidoscópico.
Así que no te equivoques
No hay un solo propósito para mí
Soy un enigma por descubrir.

VELOSO, Gabriela Lages. Poema La Vida. Revista Los Trapos, 30 jun. 2022.
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Comentários (4)

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Gabriela Lages Veloso
Gabriela Lages Veloso
2021-04-08

Luana, minha amiga, obrigada!

Luana Kerly
Luana Kerly
2021-04-08

Perfeitos!! ????

Gabriela Lages Veloso
Gabriela Lages Veloso
2021-04-05

Muito obrigada pela leitura, João Euzébio!

joaoeuzebio
2021-04-05

COMO AS PALAVRAS FLUEM EM UM JEITO MAGICO DE POEMA ÉLINDO UM ABRAÇO