Escritas

Lista de Poemas

Vejo-te do meu olhar



Do meu olhar vejo-te imergir na retina do tempo
Ali flutuando no colírio da vida brilha a esperança
Contida nos cílios perceptivos de um sorriso furtivo

Dos teus olhos se reflectem perspicazes emoções afectivas
Na cósmica imensidão do olhar cobiça-se a fé, orna-se a luz
Onde se namora e perscruta a doce manhã feliz e gustativa

Frederico de Castro
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Desintegração



Desintegrou-se o tempo em mil porções
De ilusões aterrorizadas…quase engasgadas
Ali deixei min’alma fluir, fluir desatada

Desintegrou-se esta solidão imensa e dissecada
Deixou cada hora a mastigar uma rima fatigada
Engendrou esta estrofe vagueando tão ilibada

Desintegrou-se a esperança sensível e regozijada
Idealizei como se inspira e fecunda uma caricia enamorada
Até confinei este vírus que infecta cada palavra bem tricotada

Desintegrou-se o tempo em triliões de segundos eternizados
A cada despedida ausenta-se a saudade da despedida desalentada
Dos gemidos surdos e sufocantes resta a memória fiel e domesticada

Frederico de Castro
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Encarcerada



Encarcerou-se extraviada esta solidão inanimada
Gota a gota castigou a tristeza vil ali entrincheirada
Transbordou nas margens da noite mais desertificada

Cada hora sincronizada nesta emoção deteriorada
Alimenta tanta egocêntrica esperança desassossegada
Quase se extingue abocanhada pela escuridão insubordinada

Frederico de Castro
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Silêncio quebrantado



No interior de muitos devaneios delira o tempo
Esmagado por um intrínseco silêncio convincente
Desertificou uma hora tão sedenta…tão dissidente

Quebrantada a alma aluna as margens desta solidão
Estupidamente concludente, avidamente comovente
Assim se alimenta um trágico lamento tão contundente

Agora cada emoção sequiosa, atraente e sofisticada
Abalroa minha memória encaixotada na saudade intensificada
Ali se soltam líricas palavras algemadas a uma rima amplificada

Frederico de Castro
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Visto da janela



Em pleno estertor a escuridão pousa de mansinho
Nos beirados da minha solidão tão acolhedora
Burila esta imensa ilusão desaguando ali consoladora

Um silêncio bronzeado ampliado e desbravador
Alimenta o zumbido de cada eco vivificante e abrasador
Esmerilha o crepúsculo do intenso e Divino poente conspirador

Visto da janela o tempo quase parou e feliz destilou um
Sonho trajado de gotículas enluaradas e sempre dissidentes
Peregrina pela cachoeira das minhas emoções tão urgentes

Frederico de Castro
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Emoções proeminentes



Sempre proeminente o silêncio consola uma
Imensa vastidão de emoções quase gratuitas
A manhã soluçando efusiva espreguiça-se ao redor
De tantas esbeltas ilusões sempre tão fortuitas

Em cada verso escrito, inspirado e restrito
Deambulam líricas memórias infinitas
Refém de um destino longínquo o tempo
Sucumbe entre exorbitantes caricias explosivas

Frederico de Castro
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Acordes na escuridão



Na hora marcada toda esta imensa escuridão
Pousa subtilmente num acorde musical tão abrangente
É um intercâmbio de emoções matreiras e atraentes

Um breu decisivo e brutal ornamenta a noite pacificada
Coliga-se com aquela intensa caricia tão persistente
Alimenta cada retalho de solidão amuada e prepotente

Ao longe esteticamente bem orquestrado, cada eco flui
Ameno, mais sereno…tão avido e subtilmente irreverente
Descodifica a esperança contida numa oração tão eloquente

Frederico de Castro
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Por outros caminhos



Existem outros caminhos, novos horizontes
Tantos destinos felizes em pleno burburinho
Do presente ao futuro cada sonho ali esquadrinho

Existem outros caminhos moldando a memória imperativa
Intuitiva, mais cativa toda ela muito, muito construtiva
Tudo em mim vadia a bordo da mesma fé superlativa

Outros caminhos trajados de esperança tão combativa
Ali cada oração repercute a vida colorida e infinitiva
Degrau a degrau até alcançar a plenitude da alegria apelativa

Outros caminhos outras manhãs flamejando gustativas
Adocicam cada luminescência brilhando intempestiva
Além navega o rumor da maresia marulhando contemplativa

Frederico de Castro
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Corpos celestes



À noite a escuridão solidifica todo breu
Estático, glorioso…quase infeccioso
Rasga o tempo que se curva vincado
A um lamento tão feliz e sigiloso

No domínio etéreo da nossa imensa existência
Musculosas emoções fervilham tão assediadas
Uivam alegres a cada cântico fecundo e anestesiado
Escorrem abandonadas neste verso quase saciado

Religiosa e mais prodigiosa a esperança além
Brilha ávida, subtilmente casta e habilidosa
Com seu apetite quase impiedoso alimenta a fé
E todas as luminescências de uma oração sumptuosa

Frederico de Castro
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Tempo perfeito



A noite inculpe e trajada de breus elegantes
Imerge além embebedada de luares divagantes
Sobra um retalho de emoções fluindo tão vociferantes

Neste tempo que marcha feliz e mais possante
Esconde-se uma hora eterna, sublime e calmante
Alaga a planície dos meus versos quase asfixiantes

Ali se bebericam e refrescam solidões sempre revitalizantes
Ouvem-se ecos e estilhaços do silêncio tão lamuriante
Nutrem a esperança escoltada por uma brisa entusiasmante

Frederico de Castro
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Comentários (3)

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asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp
ania_lepp
2017-11-04

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!