Escritas

Lista de Poemas

Apsiquia do silêncio



A noite esvai-se flutuando num breu elegante…quase meliante
Flerta e clona aquele sopro de luz que subtil desmaia juntinho
À derme das palavras absolutamente vorazes e excitantes
E depois amamentam a metamorfose de silêncios onde esvoaçam e
Sibilam as mais famintas e apaixonantes emoções tão relaxantes

Frederico de Castro
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Somente mais um poente...


Ali fenece o dia emaranhado num silêncio chuleado
Apascenta a hipálage de cada sonho fluindo enamorado
Amordaça aquela brisa peneirada por um sussurro bem proseado

Somente mais um poente...e a noite se estenderá no catre dos desejos atiçados
Violentará a escuridão com uma flamejante e felina luminescência sobredotada
Nos odores exsudados do silêncio afaga-se uma carícia ardente e hipostasiada

Frederico de Castro
👁️ 52

Algum lugar do tempo


Em algum outro lugar no tempo as palavras depositarão
No confessionário dos silêncios um lamento nobre e dissimulado
Tatuarão o infinito horizonte com geométricos desejos quase emulados

Em algum outro lugar no tempo cada hora fará uma vénia ao poente alado
Alcatifará o marulhar das preces onde repousa a fé e se ajoelha o dia tão enamorado
Resvalará pela licorosidade de um lutrido mussitar em estado de graça…aqui e agora desvelado

Frederico de Castro
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Sol e sombras


Nesta metamorfose de palavras flutua um eco volátil e extasiante
Resgata a cada hora sessenta segundos letárgicos, flácidos e asfixiantes
Demarcam a nudez da solidão cintilando entre o fulgor de um poente itinerante

Entre o sol e as sombras adormece o dia num ápice, bocejando feliz e reverberante
Serpenteia os caixilhos solitários onde se debruça um sequioso afago hidratante
Arrepia a derme da alma que se digladia com um eufórico brado hipertenso e contagiante

De pesar soluça o tempo que além fenece aconchegado a um murmúrio tão apaixonado
Caloteia cada hora que agoniza afogada num tsunami de desejos e sussurros camuflados
Descerra um incrédulo e exíguo breu resignado…à mercê do silêncio que dormita embebedado

FC
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E...num breve instante




E…num instante o tempo amara junto à romaria de palavras transcendentes
Suscita ao silêncio um bruá enamorado ecoando no útero dos desejos proeminentes
Pincela os céus metastizados de azuis felinos e esculturalmente incandescentes

E num instante…num breve e subtil instante, o dia fenece implosivo, quase imarcescível
Embrulha-se sofregamente no manto luminescente de um assombroso poente imperecível
Perfuma com carícias tão ígneas todos os psicotrópicos murmúrios enamorados e indulgentes

Frederico de Castro
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Cruzando o luar da noite


Cruzando o luar da noite a solidão emerge num breu felino e imarcescível
Imperecível, imutável e insensível a escuridão fenece serena e impreterível
Nos céus a lamparina do tempo reacende-se até se embebedar num afago inesquecível

Ao cruzar o luar da noite cada sussurro expurga uma palavra apaixonante e incorruptível
No lagar dos silêncios flutua um compêndio de murmúrios sinópticos eletrizantes e indescritíveis
Entranham-se no culto mais lânguido e etéreo de um deslumbrante e prolixo uivo imperceptível

Frederico de Castro
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Pilar dos silêncios


Entre o pilar dos silêncios dormita um silêncio sereno e enamorado
Nas (in)quietudes de cada hora badalam sessenta segundos resignados
São a mais bela sinapse dos neurónios vadiando num facho de luz delicado

Na janela da alma abeiram-se emoções defenestradas pela solidão embalsamada
Circundam a elíptica palavra desenhada entre os escombros de uma prece desnudada
Escondem-se no mais recôndito eco resvalando pela docilidade de uma gargalhada asfixiada

Frederico de Castro
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Manhã esquecida


Nesta manhã esquecida embrenha-se uma brisa asfixiada, quase inebriada
Apunhala o silêncio que se desmembra e fenece numa acaricia arrepiada
Serpenteia a luz que entre neblinas anestesiadas, eclipsa-se numa palavra extasiada

O tempo algoz vadia pelas caleiras da solidão docemente incrustada numa hora saciada
Invade as penumbras da memória onde mora a saudade tão delirante…tão seviciada
Onde se cerze um murmúrio desvendado e embalsamado numa gargalhada ali barricada

Frederico de Castro
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A minha metamorfose


À míngua o silêncio desmembra-se num efémero eco compadecido
Ao longe escuto a sonambulidade de cada sussurro sereno e bem mugido
Assim se dá a metamorfose dos sedutores e quânticos sorrisos tão redimidos

A escuridão consumida por esta angústia voraz, jaz além engolida por um breu foragido
Apascenta as falanges do tempo onde cada segundo se acoita sereno, sagaz e extrovertido
Desperta entre as mais apaziguantes margens do meu subconsciente poético quase endoidecido

Frederico de Castro
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Lua semi-nua


Com beijos sedutores a noite desnuda-se num cacho de fluorescências majestosas
Na clarabóia celestial brilha uma escuridão negróide, tão ofuscante e infecciosa
Em êxtase todo o universo conspira ajoelhado no altar das emoções mais prodigiosas

Nesta lua semi-nua dormita o tempo confinado à fecundidade das palavras cerimoniosas
Irrompe desbravando todos os horizontes asfaltados com carícias serenas e primorosas
Algema a luz refletida num laivo sofisticado de eternas gargalhadas tão, tão grandiosas

Frederico de Castro
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Comentários (3)

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asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp
ania_lepp
2017-11-04

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!