Biografia
É professora de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino do Paraná há 25 anos. Escreve poemas, contos e crônicas desde sempre.
Lista de Poemas
Total de poemas: 22
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MANHÃS
todas as manhãs
acalento sonhos
e reprimo entre a pele e a carne
uma agudíssima dor
todas as manhãs
tenho as mãos ásperas e dormentes
de tanto cavar futuros
e desenterrar esperanças
roubadas de mim desde a infância
todas as manhãs
junto ao nascente dia
ouço as vozes do passado
âncoras dos navios
de minha memória europeia
a me conduzir pelos caminhos
da fé, da virtude e do bem querer
e creio, creio muito
que meus sonhos
protegidos pelo lençol do tempo
ao se abrirem um a um
no varal da existência
ajudam a escoar minhas lágrimas
fertilizando a terra
onde lindas sementes resistem
e hão de reamanhecer
esperanças em mim.
É preciso
acalento sonhos
e reprimo entre a pele e a carne
uma agudíssima dor
todas as manhãs
tenho as mãos ásperas e dormentes
de tanto cavar futuros
e desenterrar esperanças
roubadas de mim desde a infância
todas as manhãs
junto ao nascente dia
ouço as vozes do passado
âncoras dos navios
de minha memória europeia
a me conduzir pelos caminhos
da fé, da virtude e do bem querer
e creio, creio muito
que meus sonhos
protegidos pelo lençol do tempo
ao se abrirem um a um
no varal da existência
ajudam a escoar minhas lágrimas
fertilizando a terra
onde lindas sementes resistem
e hão de reamanhecer
esperanças em mim.
É preciso
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SILÊNCIOS
derramo meus silêncios
sobre os acontecimentos
sigo preceitos, destilo sonhos
enquanto a poesia me espia
pela janela, atônita
ser silente é encontrar
a fala interior
aquela que, emudecida,
diz mais de mim
e preserva a voz e os sentidos
nos labirintos da lembrança.
sobre os acontecimentos
sigo preceitos, destilo sonhos
enquanto a poesia me espia
pela janela, atônita
ser silente é encontrar
a fala interior
aquela que, emudecida,
diz mais de mim
e preserva a voz e os sentidos
nos labirintos da lembrança.
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