Lista de Poemas
VOLTA
Quero um pouco daquilo que não tenho
Daquela outra flor, na bela paisagem
Um pouco mais de nítida imagem
Se não te esqueço, enlouqueço
Seja o que for, apenas miragem
Apenas um pouco te peço
Não sei dizer nada, nada mais
Não falo, porque não adianta
Os tempos não são iguais
essa voz aqui não mais canta
O vento logo se levanta
levando meus ideais
Um pouco e outro pouco, a juntar
Perfeita ilusão impressa em meu caminhar
Vou vivendo da doce loucura
Mas de louca não tenho nada
Apenas a tua e a minha doçura
Do teu querer nada quero por hora
Apenas deixo silenciar o grito
E no romper triunfante da aurora
Espero ver-te voltando, aflito
Agonizante de tanta saudade
E desejando juntar a nossa felicidade...
Daquela outra flor, na bela paisagem
Um pouco mais de nítida imagem
Se não te esqueço, enlouqueço
Seja o que for, apenas miragem
Apenas um pouco te peço
Não sei dizer nada, nada mais
Não falo, porque não adianta
Os tempos não são iguais
essa voz aqui não mais canta
O vento logo se levanta
levando meus ideais
Um pouco e outro pouco, a juntar
Perfeita ilusão impressa em meu caminhar
Vou vivendo da doce loucura
Mas de louca não tenho nada
Apenas a tua e a minha doçura
Do teu querer nada quero por hora
Apenas deixo silenciar o grito
E no romper triunfante da aurora
Espero ver-te voltando, aflito
Agonizante de tanta saudade
E desejando juntar a nossa felicidade...
👁️ 347
MADRUGADA
É madrugada
o orvalho respinga triste
em minha alma fria,
trazendo a solidão,
minha única companhia.
Seu nome ecoa
em minha boca
e as estrelas,
tão boas atrizes,
fingem não perceber
o fim de meus dias felizes.
O dia espera,
como se toda solidão
pendesse das cortinas
e pudesse se soltar
ao amanhecer.
Que sabem os astros
do meu longo percurso
entre a noite e a manhã?
Andam por lá, em um céu
de ilusões e desenganos
nem se importam com meus planos.
De minhas dores, inocentes,
torpes e agonizantes... (destas, só eu sei)
o orvalho respinga triste
em minha alma fria,
trazendo a solidão,
minha única companhia.
Seu nome ecoa
em minha boca
e as estrelas,
tão boas atrizes,
fingem não perceber
o fim de meus dias felizes.
O dia espera,
como se toda solidão
pendesse das cortinas
e pudesse se soltar
ao amanhecer.
Que sabem os astros
do meu longo percurso
entre a noite e a manhã?
Andam por lá, em um céu
de ilusões e desenganos
nem se importam com meus planos.
De minhas dores, inocentes,
torpes e agonizantes... (destas, só eu sei)
👁️ 346
DESEJO
vem e devora-me
com teus olhos de querer
que sou tua, bem sabes
e não canso de dizer
quero sentir tudo
de todas as maneiras
e deixar-me inebriar
por teus braços e carícias
quero me afogar
em teu lago de delícias
e me sentir a única
a mais amada e desejada
quero junto a ti
uma ereção de almas
nuas, puras, prontas para amar.
com teus olhos de querer
que sou tua, bem sabes
e não canso de dizer
quero sentir tudo
de todas as maneiras
e deixar-me inebriar
por teus braços e carícias
quero me afogar
em teu lago de delícias
e me sentir a única
a mais amada e desejada
quero junto a ti
uma ereção de almas
nuas, puras, prontas para amar.
👁️ 359
BREVE
Viver é senda, é sonho, é trilho,
sanha, desejo, choro, arrepio,
talvez silêncio, ausência, brilho,
sussurro, gritos, medo, delírio.
Quem sabe seja soma, sina, sono,
saudade, amor, dor, abandono,
ou leveza, liberdade, beleza,
perfume de flores, delicadeza...
Não afirmo que seja isso
apenas firmo meu compromisso
com a brevidade da vida.
sanha, desejo, choro, arrepio,
talvez silêncio, ausência, brilho,
sussurro, gritos, medo, delírio.
Quem sabe seja soma, sina, sono,
saudade, amor, dor, abandono,
ou leveza, liberdade, beleza,
perfume de flores, delicadeza...
Não afirmo que seja isso
apenas firmo meu compromisso
com a brevidade da vida.
👁️ 358
MANHÃS
todas as manhãs
acalento sonhos
e reprimo entre a pele e a carne
uma agudíssima dor
todas as manhãs
tenho as mãos ásperas e dormentes
de tanto cavar futuros
e desenterrar esperanças
roubadas de mim desde a infância
todas as manhãs
junto ao nascente dia
ouço as vozes do passado
âncoras dos navios
de minha memória europeia
a me conduzir pelos caminhos
da fé, da virtude e do bem querer
e creio, creio muito
que meus sonhos
protegidos pelo lençol do tempo
ao se abrirem um a um
no varal da existência
ajudam a escoar minhas lágrimas
fertilizando a terra
onde lindas sementes resistem
e hão de reamanhecer
esperanças em mim.
É preciso
acalento sonhos
e reprimo entre a pele e a carne
uma agudíssima dor
todas as manhãs
tenho as mãos ásperas e dormentes
de tanto cavar futuros
e desenterrar esperanças
roubadas de mim desde a infância
todas as manhãs
junto ao nascente dia
ouço as vozes do passado
âncoras dos navios
de minha memória europeia
a me conduzir pelos caminhos
da fé, da virtude e do bem querer
e creio, creio muito
que meus sonhos
protegidos pelo lençol do tempo
ao se abrirem um a um
no varal da existência
ajudam a escoar minhas lágrimas
fertilizando a terra
onde lindas sementes resistem
e hão de reamanhecer
esperanças em mim.
É preciso
👁️ 187
QUANDO ESCREVO
quando escrevo
me preencho de infinitos,
em meus versos
há tudo o que sinto:
a dor, o amor, o lamento,
o medo, o desejo, a agonia
cabe em meus versos
todo o sentimento
que não consigo expressar
de outras maneiras
quando escrevo
me sinto maior
que a mais alta montanha
quase chego a tocar o céu
me transfiguro em poesia
sou versos, sou rima, sou alegria
vejo que há alma, há sangue,
há vida em mim!
me preencho de infinitos,
em meus versos
há tudo o que sinto:
a dor, o amor, o lamento,
o medo, o desejo, a agonia
cabe em meus versos
todo o sentimento
que não consigo expressar
de outras maneiras
quando escrevo
me sinto maior
que a mais alta montanha
quase chego a tocar o céu
me transfiguro em poesia
sou versos, sou rima, sou alegria
vejo que há alma, há sangue,
há vida em mim!
👁️ 165
SILÊNCIOS
derramo meus silêncios
sobre os acontecimentos
sigo preceitos, destilo sonhos
enquanto a poesia me espia
pela janela, atônita
ser silente é encontrar
a fala interior
aquela que, emudecida,
diz mais de mim
e preserva a voz e os sentidos
nos labirintos da lembrança.
sobre os acontecimentos
sigo preceitos, destilo sonhos
enquanto a poesia me espia
pela janela, atônita
ser silente é encontrar
a fala interior
aquela que, emudecida,
diz mais de mim
e preserva a voz e os sentidos
nos labirintos da lembrança.
👁️ 175
DEVASTAÇÃO
Percorro os cantos
e os encantos da memória,
a solidão cobre-me os ombros,
arrepiando-me em versos
traumatizantes e longos.
Tua imagem me vem
fugaz, ao pensamento,
inundando meu corpo,
como um forte vento
a bagunçar meu porto.
Vivo cada momento
a remoer lembranças,
na entrega do destino
da minha sorte, de meu desatino.
Se ao menos ouvisse
tua voz franca, melodiosa
a sussurrar promessas,
a delirar sem pressa...
Se te recordasses
quando corei, timidamente
com as rosas que me entregaste,
com os versos que declamaste...
Porém, lembranças se vão
e ficam a angústia, a solidão
a habitarem meu corpo devastado
por teu amor, a mim negado.
e os encantos da memória,
a solidão cobre-me os ombros,
arrepiando-me em versos
traumatizantes e longos.
Tua imagem me vem
fugaz, ao pensamento,
inundando meu corpo,
como um forte vento
a bagunçar meu porto.
Vivo cada momento
a remoer lembranças,
na entrega do destino
da minha sorte, de meu desatino.
Se ao menos ouvisse
tua voz franca, melodiosa
a sussurrar promessas,
a delirar sem pressa...
Se te recordasses
quando corei, timidamente
com as rosas que me entregaste,
com os versos que declamaste...
Porém, lembranças se vão
e ficam a angústia, a solidão
a habitarem meu corpo devastado
por teu amor, a mim negado.
👁️ 331
SENTIDO
escrevo na linha tênue
de minha existência
não quero glórias
nem vãs lembranças
quero apenas sonhar,
sentir, me doar
minha poesia me basta
meu sentimento é latente
meus versos são meus sonhos
dados de presente.
de minha existência
não quero glórias
nem vãs lembranças
quero apenas sonhar,
sentir, me doar
minha poesia me basta
meu sentimento é latente
meus versos são meus sonhos
dados de presente.
👁️ 144
FEMINILIDADE
E a menina encontrou a flor
e a cheirou, e se engasgou
com tamanha felicidade.
E a mulher descobriu a flor
e se enfeitou, e gozou
com tamanha sinceridade.
E as duas, hoje
dividem momentos
entre o ser e o ter,
entre o viver e o sonhar,
entre o engasgo e o orgasmo,
com sincera felicidade.
e a cheirou, e se engasgou
com tamanha felicidade.
E a mulher descobriu a flor
e se enfeitou, e gozou
com tamanha sinceridade.
E as duas, hoje
dividem momentos
entre o ser e o ter,
entre o viver e o sonhar,
entre o engasgo e o orgasmo,
com sincera felicidade.
👁️ 331
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Francismara Aparecida Faria é natural de Jandaia do Sul – PR. Nasceu no dia 25 de fevereiro de 1971, numa terça-feira de Carnaval. É professora de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino do Paraná há 25 anos. Escreve poemas, contos e crônicas desde sempre. Seus poemas são de cunho mais intimista, sendo alguns românticos e com toques de sensualidade. Livros publicados: Toques de Emoção (2008), Poemas da Alma, Sobre Abismos, À Flor da Pele, O Que Sei de Mim, Poemas que Empoderam e Eu, Múltipla (todos de 2018). Participou de diversas antologias de poemas, contos e crônicas, em todo o país. Gosta de escrever sobre suas dores, seus sonhos e seus amores.