Lista de Poemas
MADRUGADA
É madrugada
o orvalho respinga triste
em minha alma fria,
trazendo a solidão,
minha única companhia.
Seu nome ecoa
em minha boca
e as estrelas,
tão boas atrizes,
fingem não perceber
o fim de meus dias felizes.
O dia espera,
como se toda solidão
pendesse das cortinas
e pudesse se soltar
ao amanhecer.
Que sabem os astros
do meu longo percurso
entre a noite e a manhã?
Andam por lá, em um céu
de ilusões e desenganos
nem se importam com meus planos.
De minhas dores, inocentes,
torpes e agonizantes... (destas, só eu sei)
o orvalho respinga triste
em minha alma fria,
trazendo a solidão,
minha única companhia.
Seu nome ecoa
em minha boca
e as estrelas,
tão boas atrizes,
fingem não perceber
o fim de meus dias felizes.
O dia espera,
como se toda solidão
pendesse das cortinas
e pudesse se soltar
ao amanhecer.
Que sabem os astros
do meu longo percurso
entre a noite e a manhã?
Andam por lá, em um céu
de ilusões e desenganos
nem se importam com meus planos.
De minhas dores, inocentes,
torpes e agonizantes... (destas, só eu sei)
👁️ 341
VOLTA
Quero um pouco daquilo que não tenho
Daquela outra flor, na bela paisagem
Um pouco mais de nítida imagem
Se não te esqueço, enlouqueço
Seja o que for, apenas miragem
Apenas um pouco te peço
Não sei dizer nada, nada mais
Não falo, porque não adianta
Os tempos não são iguais
essa voz aqui não mais canta
O vento logo se levanta
levando meus ideais
Um pouco e outro pouco, a juntar
Perfeita ilusão impressa em meu caminhar
Vou vivendo da doce loucura
Mas de louca não tenho nada
Apenas a tua e a minha doçura
Do teu querer nada quero por hora
Apenas deixo silenciar o grito
E no romper triunfante da aurora
Espero ver-te voltando, aflito
Agonizante de tanta saudade
E desejando juntar a nossa felicidade...
Daquela outra flor, na bela paisagem
Um pouco mais de nítida imagem
Se não te esqueço, enlouqueço
Seja o que for, apenas miragem
Apenas um pouco te peço
Não sei dizer nada, nada mais
Não falo, porque não adianta
Os tempos não são iguais
essa voz aqui não mais canta
O vento logo se levanta
levando meus ideais
Um pouco e outro pouco, a juntar
Perfeita ilusão impressa em meu caminhar
Vou vivendo da doce loucura
Mas de louca não tenho nada
Apenas a tua e a minha doçura
Do teu querer nada quero por hora
Apenas deixo silenciar o grito
E no romper triunfante da aurora
Espero ver-te voltando, aflito
Agonizante de tanta saudade
E desejando juntar a nossa felicidade...
👁️ 341
BREVE
Viver é senda, é sonho, é trilho,
sanha, desejo, choro, arrepio,
talvez silêncio, ausência, brilho,
sussurro, gritos, medo, delírio.
Quem sabe seja soma, sina, sono,
saudade, amor, dor, abandono,
ou leveza, liberdade, beleza,
perfume de flores, delicadeza...
Não afirmo que seja isso
apenas firmo meu compromisso
com a brevidade da vida.
sanha, desejo, choro, arrepio,
talvez silêncio, ausência, brilho,
sussurro, gritos, medo, delírio.
Quem sabe seja soma, sina, sono,
saudade, amor, dor, abandono,
ou leveza, liberdade, beleza,
perfume de flores, delicadeza...
Não afirmo que seja isso
apenas firmo meu compromisso
com a brevidade da vida.
👁️ 350
DESEJO
vem e devora-me
com teus olhos de querer
que sou tua, bem sabes
e não canso de dizer
quero sentir tudo
de todas as maneiras
e deixar-me inebriar
por teus braços e carícias
quero me afogar
em teu lago de delícias
e me sentir a única
a mais amada e desejada
quero junto a ti
uma ereção de almas
nuas, puras, prontas para amar.
com teus olhos de querer
que sou tua, bem sabes
e não canso de dizer
quero sentir tudo
de todas as maneiras
e deixar-me inebriar
por teus braços e carícias
quero me afogar
em teu lago de delícias
e me sentir a única
a mais amada e desejada
quero junto a ti
uma ereção de almas
nuas, puras, prontas para amar.
👁️ 349
IMAGINÁRIO
Na imaginária noite, em minha solidão
adormeci sobre o desejo e a espera,
e não vieste ao encontro de meus braços.
Derramei-me em lágrimas sobre o leito,
ansiei sentir o calor do teu peito,
vivenciei a dor de uma utópica paixão.
Clamei por teu carinho, ainda que breve,
suspirei mil lamentos, esvaziei-me por dentro,
de nada adiantou, tua ausência permaneceu.
E na vã expectativa de tua chegada,
adormeci embalada em meus desejos,
imaginando tua boca a me cobrir de beijos.
Foram tantos devaneios, em tua companhia
que nem vi o sol surgir, trazendo o dia
porém, foi só um sonho, a espera continua.
adormeci sobre o desejo e a espera,
e não vieste ao encontro de meus braços.
Derramei-me em lágrimas sobre o leito,
ansiei sentir o calor do teu peito,
vivenciei a dor de uma utópica paixão.
Clamei por teu carinho, ainda que breve,
suspirei mil lamentos, esvaziei-me por dentro,
de nada adiantou, tua ausência permaneceu.
E na vã expectativa de tua chegada,
adormeci embalada em meus desejos,
imaginando tua boca a me cobrir de beijos.
Foram tantos devaneios, em tua companhia
que nem vi o sol surgir, trazendo o dia
porém, foi só um sonho, a espera continua.
👁️ 316
QUANDO ESCREVO
quando escrevo
me preencho de infinitos,
em meus versos
há tudo o que sinto:
a dor, o amor, o lamento,
o medo, o desejo, a agonia
cabe em meus versos
todo o sentimento
que não consigo expressar
de outras maneiras
quando escrevo
me sinto maior
que a mais alta montanha
quase chego a tocar o céu
me transfiguro em poesia
sou versos, sou rima, sou alegria
vejo que há alma, há sangue,
há vida em mim!
me preencho de infinitos,
em meus versos
há tudo o que sinto:
a dor, o amor, o lamento,
o medo, o desejo, a agonia
cabe em meus versos
todo o sentimento
que não consigo expressar
de outras maneiras
quando escrevo
me sinto maior
que a mais alta montanha
quase chego a tocar o céu
me transfiguro em poesia
sou versos, sou rima, sou alegria
vejo que há alma, há sangue,
há vida em mim!
👁️ 160
SENTIDO
escrevo na linha tênue
de minha existência
não quero glórias
nem vãs lembranças
quero apenas sonhar,
sentir, me doar
minha poesia me basta
meu sentimento é latente
meus versos são meus sonhos
dados de presente.
de minha existência
não quero glórias
nem vãs lembranças
quero apenas sonhar,
sentir, me doar
minha poesia me basta
meu sentimento é latente
meus versos são meus sonhos
dados de presente.
👁️ 140
SILÊNCIOS
derramo meus silêncios
sobre os acontecimentos
sigo preceitos, destilo sonhos
enquanto a poesia me espia
pela janela, atônita
ser silente é encontrar
a fala interior
aquela que, emudecida,
diz mais de mim
e preserva a voz e os sentidos
nos labirintos da lembrança.
sobre os acontecimentos
sigo preceitos, destilo sonhos
enquanto a poesia me espia
pela janela, atônita
ser silente é encontrar
a fala interior
aquela que, emudecida,
diz mais de mim
e preserva a voz e os sentidos
nos labirintos da lembrança.
👁️ 174
EU-MULHER
uma gota de leite
me escorre dos seios
uma mancha de sangue
me marca, entre as pernas
meio verso me sai
iludindo a esperança
vagos desejos me tomam
reacendendo lembranças
eu-fêmea, em rios férteis
inauguro a vida
em meio tom
explodo os tímpanos do mundo
e deixo livres meus dias
para ser quem eu quiser
antevejo
antecipo
antes-vivo
sou o hoje
planejando o amanhã
eu-fêmea raiz
eu-força motriz do mundo
que dá a vida
que se emancipa
eu-abrigo da semente
modo contínuo
da existência.
me escorre dos seios
uma mancha de sangue
me marca, entre as pernas
meio verso me sai
iludindo a esperança
vagos desejos me tomam
reacendendo lembranças
eu-fêmea, em rios férteis
inauguro a vida
em meio tom
explodo os tímpanos do mundo
e deixo livres meus dias
para ser quem eu quiser
antevejo
antecipo
antes-vivo
sou o hoje
planejando o amanhã
eu-fêmea raiz
eu-força motriz do mundo
que dá a vida
que se emancipa
eu-abrigo da semente
modo contínuo
da existência.
👁️ 185
DESAPEGO
a poesia me pega no colo
e me leva a um mundo onírico
onde viver é bom, é sublime
onde há paz, proteção e abrigo
me faz desapegar de coisas vãs
e a dar valor a tudo que não se paga
me faz sorrir de novo, me alivia
traz a calma, seduz, me inebria
escrevo, e isso me basta
meus versos são canções para sonhar
minha poesia é dom,
é um extravasar
de tudo que contive
de tudo que já tive
escrever é sublimação
ser poeta me eleva
a dimensões superiores
a castelos sobre as nuvens
escrevo, e é isso
um doar o sangue rimado
um ato puro e sagrado
uma maneira de continuar a viver.
👁️ 151
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Francismara Aparecida Faria é natural de Jandaia do Sul – PR. Nasceu no dia 25 de fevereiro de 1971, numa terça-feira de Carnaval. É professora de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino do Paraná há 25 anos. Escreve poemas, contos e crônicas desde sempre. Seus poemas são de cunho mais intimista, sendo alguns românticos e com toques de sensualidade. Livros publicados: Toques de Emoção (2008), Poemas da Alma, Sobre Abismos, À Flor da Pele, O Que Sei de Mim, Poemas que Empoderam e Eu, Múltipla (todos de 2018). Participou de diversas antologias de poemas, contos e crônicas, em todo o país. Gosta de escrever sobre suas dores, seus sonhos e seus amores.
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