Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

n. 1953 PT PT

n. 1953-12-12, Matosinhos

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A Gaiola dos Sons


Do meu quarto, tenho por diante de meus olhos cerrados, abandonados,

Imagens, dos sons da via publica:

O Kru, Kru das Pombas...

O ladrar dos Caes...

Motorizados deslocando-se em todas as Direçoes...

O apitar do carro em cada Cruzamento...

O som de abrir e fechar de Portas...

O som dos Passos...

O correr da Agua...

O som do aviao, deslizando, deslocando o AR...

O som do meu Respirar...

Tudo isto, faz lembrar-me o lado de Fora...A Gaiola dos Sons!

Gostei!

Até ouvir o meu pesado respirar Barulhento.

Abri os Olhos...


F. Granja

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Poemas

82

O desfalco

Vem mar, que me desconhecido por dentro és
afiguras-te pelo teu exterior o que eu te conheço.
Vem, bate tuas aguas em mim
bate e sente o desconhecido meu ser
que como para ti ele se apresenta
apresentas-te tu para mim
Vem e apalpa este interior meu
que só meu é
Vem mar, vem escutar
vem e bate sem parar
vem e faz meus eus vibrar.

Fernando Granja

824

Prisioneiros da matéria

Prisioneiros da matéria, 
morre-se o corpo escapa-se a alma
É o corpo que pertence à alma e não a alma ao corpo
Sem alma não há matéria
Digamos que a alma é Deus e que a matéria é fruto dele 
A matéria e o pensamento, coisas distintas mas que influenciam um ao outro
Digamos que a matéria é o espelho da alma.

Fernando Granja


819

Libertar-me

Libertar-me

Libertar-me de trambolhões mentais

Dar-me à vida, às boas ideias e sentimentos

Deixar-me ir como o rio servindo seu destino

Sem se queixar 

Sem se importar de quedas ou barragens

E desaguar no imenso manto liquido

Nadar, s'embrulhar

Respirar,  absorver o espaço

Entrar dentro do vento, sentir-lhe a dança

Estar à chuva e sentir a ilha que somos

Amar a brasa da vida.

Fernando Granja


870

Augusto

Augusto,
D'agua estas tu bem cercado
Entraste na ilha p'ra onde eu queria fugir
Sol e vento p'la proa é o moto que quero sentir
Mas as estrelas são os teus ais 
estar junto contigo na solidão
e passar-mos dum corpo p'ra o outro
viríamos que éramos iguais.

Fernando Granja
802

Bom dia

O céu azul e algumas nuvens brancas a decorá-lo,
é a paisagem desta bela manhã.
Navegando vêem as nuvens do norte,
o sol não se deixa esperar, Zás! 
Ilumina-as!
A minha VONTADE monta a NUVEM vinda do norte.
Que gozo me dá de montar e não precisar de destinar...
Leva-me ela no seu SOBE e DESCE, como no carrossel para crianças.
Maravilha-me o espírito com seu VOO, SUAVEMENTE,
E faz crescer dentro de mim o ARFAR de CONTENTE.

Fernando Granja

 
773

Não quero ser eterno

Não quero ser eterno,
São já tantos esses que  seguem por esse  caminho... 
Não quero ser eterno 
Abdico
FG. 

155

A música

A música preenche parte das saudades que tenho de mim  em momentos onde o abraço se faz esperar. 
FG
 

192

Eros

Eros leva a mão à bolsa ainda húmida… Tivera sonhado com Aphrodite.
Ao anoitecer do dia anterior, Aphrodite esvoaçava os céus rompendo o anoitecer com clarões o que fez sonhar Eros. 
Eros ainda retia a mão em sua bolsa e começara a imaginar Aphrodite deitada de bruços na relva orvalhada, e com a mão disponível ceifou um punhado de relva e levou-o a imaginar um Plumeau percorrendo do sopé o vale das gémeas colinas até encontrar a fonte da humanidade…
Eros glorificou ! 
O orvalho quente tocou o solo fortuito!
FG. 

44

Devagar

Devagar, 
Roçando nas margens pelo rio acima, até encalhar
FG.
41

Serei nada

Serei nada

Serei reduzido a alimento ou cinza e do que sou 

serei nada… 

Sobra-me o presente, 

a minha procura… 

Enquanto viver procuro ser… 

fg.
75

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