Lista de Poemas
MAIS UMA CHANCE
Sinto saudades de você em meus braços, dos seus beijos e abraços, do seu corpo como um laço tão apertado em mim, sem pensar, sem tempos para o fim, mas enfim sonhar entre nós dois o nosso amor sem deixar nada para depois. Quanto conforto em meu coração e paz na minha alma, momentos de desejos realizados sem ressalva. Quisera eu de novo te encontrar para novamente em teus braços me confortar, matar a vontade de te amar, me entregar por inteiro a você mulher e sem pensar olhar em teus olhos e dizer quanta solidão tem me feito sofrer, por me deixar ir sem resolver grandes pendências que implicam em nosso querer. Sem saber se um dia voltarei a ser aquele amor que um dia sonhei para você, além do céu, terra, e mar que você vê. Você não quis a recíproca entoar, me prendendo em uma teia difícil de me soltar para poder refletir e me alinhar nos caminhos seguros a trilhar, desviando-me de você mulher que não teve interesse sequer de aderir fielmente ao meu amor, que crescia a todo vapor, dando-lhe total valor como se não houvesse um preço que pague, ao mais puro ouro de Ofir, então deixou-me partir por migalhas aqui e ali que não vão de fato te sustentar, mas que ruínas te trarão e um dia perceberá que tamanha loucura operou, pois da fonte que bebeu quase toda água já se secou. Então ainda uma nova sede virá e quando esta fonte procurar sentirá um aperto no peito, pois beber desta água talvez não tenha mais jeito, e o que te restará a fazer é ao Dono do Amor recorrer e implorar a Ele por perdão, porque além da sede terá uma fome sem razão, não por falta de pão, todavia por uma canção que toque profundamente o teu coração, e que mude todo o teu ser e te mostre o mais puro viver por alguém que só quis te querer, te fazer o bem sem o merecer. Agora terá que resistir todo o peso que cairá sobre ti, e por enquanto o carregar, sem deixar de clamar ao Dono do Amor para que venha te libertar.
Ó LUA!
ATÔNITO
Suas artimanhas são tamanhas querelas, não contempla em mim capacidades austeras,
de viver e morrer por sorver bagatelas do ínfimo que me resta, mesmo assim ainda é o que me presta.
Esvair-me por arestas, que levam-me verter ofertas lançadas às desertas incertezas remotas, pois minhas apostas não são grandes derrotas, deixando-me vencer noutros frutos, valores ocultos de sábios astutos, meus sentimentos fortuitos.
Ipatinga, 01/08/2018
Erimar Lopes.
O PREÇO DA INGRATIDÃO
Por ser compassivo necessário se faz morrer crucificado levando a culpa tenaz, daqueles que não entendem o bem pelo mal que se faz, assim parece correto que morra o Justo e libertem Barrabás.
Erimar Lopes.
Erimar Lopes.
TREM DA VIDA
Em cada parada em cada estação descarrega um pouco dos seus mantimentos, alegrando almas, entristecendo almas, exaltações e desalentos.
Em cada parada em cada estação, vai ficando livre dos seus fardos, sejam eles leves ou pesados, se riqueza ou falta de bem no decorrer das jornadas espaçosas ou estreitadas, mesmo com liberdade nem tudo convém.
Na longura dos caminhos muitos anos se foram, o trem da vida ainda parte, mas não como era antes, destarte já está cansado e desgastado de tantos amores e amantes, que levaram as suas riquezas e tristezas de formas irrelevantes.
Descuidado descarrilhou-se e não partirá nem chegara à outra estação, as suas cargas já não servem mais, sem preço, sem valorização, ficará esquecido, talvez seja enaltecido se outrora haja semeado e cultivado frutos para uma nova geração.
Erimar Lopes.
Comentários (3)
amei parabéns
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema
1971
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