Escritas

Lista de Poemas

QUAL A CERTEZA DO AMANHÃ?

Quem somos nós? Qual de nós pode determinar os anos de vida de um homem? Como entender este mundo e as coisas que nele acontecem? Quantas explicações científicas e quantas interrogações. Longevidade, difícil alcançá-la sem escurecer as vistas e com vigor, talvez o desejo ardente dos que amam e se beneficiam do poder, mas muitos serão levados antes de tempo se não buscarem ou alcançarem sabedoria. Com os nossos cuidados não podemos acrescentar ou diminuir nada em nós, lutamos para permanecermos como somos e mantermos o que nos resta. Aplicamos o nosso conhecimento que é vão, nas coisas que são vãs, deixamos a vaidade cegar o nosso entendimento. O curso da vida como uma canoa vazia em alto mar, soprada pelos ventos para lá e para cá, quando se enche de água se afunda e não pode mais navegar, vai-se para as profundezas e não pode mais voltar. Quem de nós pode anunciar as coisas que já foram e as que hão de vir? Qual a certeza do amanhã?
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NÃO SOMENTE A ESPADA, MAS TAMBÉM A FÉ

Soam as cornetas, soam os clarins, preparem-se para a batalha, soldados valentes lutem até à morte, enfrentem o inimigo, não recuem jamais, marchem adiante, honrem a vossa pátria, se revistam de coragem e força, estejam os seus espíritos preparados para a guerra. Os fracos tremem, eles recuam, fogem e se dispersam, se acovardam, eles nunca sentirão a glória da vitória e nem ouvirão os seus gritos ecoarem vibrantes dentro dos seus peitos, pois não sabem o valor da abnegação e nunca se sacrificarão por alguma causa justa, preferem aceitar a tirania. Vós sois valorosos soldados, vós sois a legítima coroa, o orgulho de um povo oprimido, a esperança de uma nova geração. Vão e vençam o inimigo, dê-lhe a paga, destitua-o do trono, tomem-lhe o poder e o devolva ao povo, para que proclamem um governo justo. Vão e varram também os covardes que se alimentam do suor e sangue daqueles que produzem. Não importa se todos forem abatidos, mas que também o inimigo seja sucumbido e a sua memória apagada para todo o sempre de debaixo do sol. _ Senhor! O que acontecerá se perdermos a guerra? Digo soldado, que a iniquidade triplicará, seus opressores dominarão sem piedade, seus filhos crescerão na escravidão do corpo e da alma, vocês que restarem vivos das batalhas serão engolidos vivos pela fúria, suas mulheres serão violadas diante dos vossos olhos. _ Senhor! Nem que morramos, mas haverá um, um de nós restará para exibir a cabeça do nosso principal inimigo, um de nós que seja, sobre o sangue de tantos outros guerreiros, nos fará ser lembrados por toda a eternidade.
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MATA-NOS A SEDE

Mata-nos a sede ó refrescante gota d'água, a nossa boca está seca, os nossos olhos fartos de mágoa, queima-nos adentro um fogo que não se apaga, fervendo o nosso sangue, dilatando artérias e veias, ó intrigante gota d'água refrigério que nos permeia. Inunda-nos a alma infinda, ó cristalina e mineral, escassa gota d'água, suaviza e umidifica nosso íntimo abissal. Faça-nos jorrar em fontes, impetuosas cachoeiras, assalte nosso calor ardente, na chuva torrente, correntes ribeiras. No corpo da nossa língua, ó fresca gota d'água, num beijo de vida, nestas bocas unidas, lábios juntos sem despedidas, repõe-nos agora nossos sais perdidos em tantas lágrimas ocultas, hidratando os nossos corpos nestes dias de lutas, ó gota tremenda líquida restauradora, faze-nos de novo corpo-a-corpo em seu estado que não se evapora, e de dentro de nós nunca mais vá-se embora.
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ASILO INVIOLÁVEL

Comigo já fizeram de tudo, 
Levaram até o meu sossego, 
Isto me foi tão absurdo, 
Agora tenho que pedir arrego. 
 
Fizeram a minha necessidade, 
Se tornar uma arma na fronte, 
Como um louco sem idoneidade, 
Para assaltar ou encarar um gigante. 
 
A falsa ideia de que tudo vai bem, 
Na cabeça dos irresponsáveis, 
É uma bomba armada num vagão de trem, 
Os estragos podem ser irreparáveis. 
 
Não eram inimigos declarados, 
Mas devido certas circunstâncias, 
Me tornei em braços armados.
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A CURA QUE PERDI

Teus olhos são santos, tu és a cura que perdi, e a doença incurável que me acometeu, teu coração é puro, teus seios são dois montes fortes que o protegem. O teu amor é o remédio que eu nunca poderei comprar. Teus passos são firmes e sempre endireitavam os meus caminhos. Tuas palavras são doces, pois teus lábios destilavam favos de mel, minhas amarguras, elas nunca prevaleceram. Teu sorriso é um sol nascente em dias de algidez humana. Me vejo sem tudo isto agora, me procuro em cantos de desolados, e me encontro preso sem direção. Agora não me suporto, pois covardemente desprezei a sorte, para viver e morrer num deserto castelo de areia, sedento e doente de amor.

Erimar Santos.
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PELA LUZ O PERDÃO

Um olhar para o infinito, o que vejo eu acredito, noutro olhar já não repito, pois ficou tudo a quesito. Uma mão com uma vela acesa, um filho, o pai, a mãe, o juiz a tutela e uma mesa. Uma vara para correção, em meus olhos aflição. Nem o pai, nem a mãe sabem o que fazer, o juiz e a lei, não o podem prender, a tutela e a vara de correção, se inclinam ante uma vela acesa na mão. Que chama os pais para a arguição, sob a tutela da vara de correção, fazendo o filho recorrer ao perdão. Quem vos ensinou, antes mostrou o caminho, vos desviou da prisão. Agora deixastes o filho andando na contramão, tenho uma vela acesa na mão, ela é luz e não estará debaixo da mesa, ela traz o perdão, mas também aplica correção. O juiz é justo, a lei é fria, a punição é humana, a condenação é espúria. O perdão é dado, se sobrepõe ao pecado, o filho é resgatado. Outro olhar no infinito, agora vejo o veredito, a vela acesa é um fogo tão descrito, pai e mãe admoestados, por seu filho tutelados, nenhum deles são culpados. O juiz, a lei e a pena, em cima da mesa um processo condena. A vela acesa na mão, a vara de correção, o filho e os pais em questão, não mais se aplica nenhuma punição, pois a luz mostrou a razão, se é dado o perdão, apaga-se a condenação.

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ESTEJA COMIGO

Esteja comigo amor até ao ocaso
Te acolho em meus braços e te protejo
Nossas almas não estão juntas por acaso
Põe em mim todo o néctar do desejo.

Quero me esconder em teu regaço 
Aconchegar-me com teus carinhos 
Prender-me no teu bendito laço 
E encontrar-me em teus caminhos.

Estamos em tempo de liberdade
Alegremo-nos neste momento
Nesta sensação de cumplicidade
Amadureça o nosso relacionamento.

Meu amor sejamos cruciais
Façamos tudo que nos convêm 
Joguemos fora todos nossos ais
Conservemos o que nos mantêm.

Enquanto durar esta luz natural
Até ao findar do crepúsculo 
Debruçará a noite num belo casal
Extasiado por tanto amor maiúsculo.
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A MORADA É O CORAÇÃO

Senhor! Ponde luz no caminho dos homens para que eles não tropecem, firmeza em seus pensamentos para que eles não duvidem de Ti. Senhor! Dê alimento aos famintos e água aos sedentos, mas também sacia a fome do Espírito e a sede da Alma daqueles que estão necessitados. Dê mais compreensão, mais tolerância, paciência, e mansidão, a paz que eles não conhecem. Senhor! Revista os homens de humildade, para que descalcem os confortados pés e pisem em pedregulhos, e sintam que os seus pés frágeis não suportam, se ferem. Senhor! Ao homem reto dê honra e sabedoria. No coração dos homens ponde misericórdia e compaixão, o querer amar ao próximo. Senhor! Eis que está à porta batendo, se eles abrirem, entrará e ceará com eles, e eles Contigo, assim como o Senhor disse. Fará morada, e eles conhecerão a verdadeira justiça. Senhor! Nunca desprezaste os homens, são eles que se distanciam de Ti, mas o Teu braço está sempre estendido para que possa salvar, como está escrito na Tua palavra.

Erimar Santos.
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SEM CULPA E SEM CONDENAÇÃO

Quem te culpa? Quem te condena?
A sua consciência? Seu acusador?
Anda sem paz ou tem vida serena?
Tem coração duro ou se dobra ao amor?

Alguém te confessou agonia plena,
Apegado à tristeza de uma seca vida,
Com um olhar frio nele que encena,
Uma alma sofrida e por vezes abatida.

Anestesiaram-no com mentiras,
Ele tem muito medo da claridade,
As trevas conservaram-no em iras,
Impedindo-o de ver a verdade.

Ainda há a transparência da claridade,
Que penetra nas cavidades do coração,
E na alma sofrida produz capacidade,
Para paz, vistas límpidas, e íntima gratidão.

Não o culpará, e não o condenará,
Te justificará quanto às acusações,
Viverá em paz e a vida serenará,
Ao se entregar ao amor com ações.
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A NOSSA MENTE...

A nossa mente, basta um simples pensamento, e algo se transforma, deixa de existir, é destruído ou preservado. Por uma ideia muitos se convencionam ao suicídio, ao terrorismo, à guerra. Difícil é manter a paz entre os povos. A nossa mente, pensamentos bons e ruins. Uma máquina que produz infinitas coisas, que podem ser ou não concretizadas. A nossa mente, equilíbrio e desequilíbrio ao mesmo tempo, loucura e lucidez, como entendê-la! O que é, às vezes não parece ser o que é, e o que não é e nem parece ser o que é, se transforma no que nunca foi, e tudo se confunde. A nossa mente e os segredos, os medos, quantos vão para o túmulo e de lá já não são mais. A nossa mente, dá vida ou morte ao coração, ela pensa e ele sente, ela insiste e ele resiste, mas nem tudo consiste em ser concretizado para o bem e a vida, morre-se com pensamentos e sentimentos maus. A nossa mente, viaja no infinito, se fecha num campo aberto, mergulha-se num mar de dúvidas. Ela julga e condena em silêncio, ama e sofre, arquiteta e desiste de planos. A nossa mente além, em alguém, em algum lugar, sem voltar, sem respostas. A nossa mente, astuta mente contente, não há limites para o engano prevalecer. A nossa mente, atitudes normais, mas muitos pensamentos de loucura, e que guerra em seu universo, onde o bem e o mal se travam constantemente. A nossa mente, seres humanos normais, mas com instintos animais, e o que dizer do homem com múltiplas aparências, mente-espírito, alma, carne e coração, quantas confusões sentimentais, quantas maldades para se estabelecer um bem se fazem necessárias. A nossa mente...

Erimar Santos.
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Comentários (3)

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parabéns
parabéns
2024-11-11

amei parabéns

Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi
2022-09-20

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

lagazaz
lagazaz
2020-09-12

Belo poema