Lista de Poemas
Cabeça de Vento
Navegando pelos rios
de minha seca cabeça
São só poucas palavras
Sem itinerário, desajeitadas
Cabeça de vento
Língua sem sustento
Longe o pensamento
E um poço de mágoas
de minha seca cabeça
São só poucas palavras
Sem itinerário, desajeitadas
Cabeça de vento
Língua sem sustento
Longe o pensamento
E um poço de mágoas
👁️ 235
Esperança do Prazer
Que digam que nunca estive aqui
não dizem mais que a verdade
Nunca estive aqui por não brilhar meus olhos
Nunca estive aqui por não sentir sede minha boca
Embora eu estivesse, estava longe
E quão longe estava meu corpo levado
Fui buscar preciosos diamantes
Fui buscar o que preenchia minh'alma
Se volto a buscar no mesmo lugar
na esperança de quem sabe la´
de repente encontrar o que não achara antes
é por vício meu, vício e ócio no eu
E não me importa não achar e ter fome
não me importa o otimismo alienado
me vale mais poder dizer que quis ir, quis voltar
e que outra vez estive ali, na esperança do prazer
não dizem mais que a verdade
Nunca estive aqui por não brilhar meus olhos
Nunca estive aqui por não sentir sede minha boca
Embora eu estivesse, estava longe
E quão longe estava meu corpo levado
Fui buscar preciosos diamantes
Fui buscar o que preenchia minh'alma
Se volto a buscar no mesmo lugar
na esperança de quem sabe la´
de repente encontrar o que não achara antes
é por vício meu, vício e ócio no eu
E não me importa não achar e ter fome
não me importa o otimismo alienado
me vale mais poder dizer que quis ir, quis voltar
e que outra vez estive ali, na esperança do prazer
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Banhada do Sol
Teu beijo me leva a lugares
onde não me sinto estrangeiro
Me faz perder todos os ares
com seu sabor hospedeiro
No céu assistem os pássaros
Saturno e Júpiter testemunham
Quão raros são nossos espaços
E rios de amores a cidade inudam
Quero você comigo ao amanhecer
banhada do sol pela janela do quarto
Nua em nossa cama de rosas alvas
Quero você comigo ao anoitecer
espiando as estrelas, enamorados da lua
trocando olhares e ternas palavras
onde não me sinto estrangeiro
Me faz perder todos os ares
com seu sabor hospedeiro
No céu assistem os pássaros
Saturno e Júpiter testemunham
Quão raros são nossos espaços
E rios de amores a cidade inudam
Quero você comigo ao amanhecer
banhada do sol pela janela do quarto
Nua em nossa cama de rosas alvas
Quero você comigo ao anoitecer
espiando as estrelas, enamorados da lua
trocando olhares e ternas palavras
👁️ 158
Pescador do Amanhã
Me vens ao passo que fujo de mim
Te vou quando já não és como antes
E assim percebo que ri ao ver o rio
Temi, pensava eu que ia ter frio
Esqueci de quando era eu um errante
Voltei ao retornado de sempre latente
Morri, que é pra dar vida ao amante
e assim daquele, hoje sou mais distante
Das redes que jogam ao mar
confiam que algo virá
Quem sabe virá outra vez
Disseram que as ondas do mar
nunca findaram e talvez
o sol e o amanhã sempre vem
Te vou quando já não és como antes
E assim percebo que ri ao ver o rio
Temi, pensava eu que ia ter frio
Esqueci de quando era eu um errante
Voltei ao retornado de sempre latente
Morri, que é pra dar vida ao amante
e assim daquele, hoje sou mais distante
Das redes que jogam ao mar
confiam que algo virá
Quem sabe virá outra vez
Disseram que as ondas do mar
nunca findaram e talvez
o sol e o amanhã sempre vem
👁️ 177
O Conquistador do Inútil
O seu rosto brilhante
Sua mãos flamejantes
Sobe a todo vapor pelo rio
O conquistador do inútil
Tragam um pouco de vinho
e reúnam a cidade
Eu dedico um brinde
ao conquistador do inútil
Ele vai conseguir
por uns risos na mesa
É esforçado. Eu vi!
É o conquistador do inútil
Batam palmas agora
Soltem um "bravo!" até
Venham todos, venham aplaudir
o conquistador do inútil
Sua mãos flamejantes
Sobe a todo vapor pelo rio
O conquistador do inútil
Tragam um pouco de vinho
e reúnam a cidade
Eu dedico um brinde
ao conquistador do inútil
Ele vai conseguir
por uns risos na mesa
É esforçado. Eu vi!
É o conquistador do inútil
Batam palmas agora
Soltem um "bravo!" até
Venham todos, venham aplaudir
o conquistador do inútil
👁️ 157
Vale Dourado
Medo só tenho de perder o que chamo paz
O que adorna as partes mais profundas
do meu peito seco, que jazia há tempos
sem um pouco do azeite transcendente.
E de repente, o que pude afirmar
foi que já era mais teu do que meu
o coração que pulava contente
Me sorria agora, o que sempre esteve ausente.
Parecia haver uma festa todo santo dia
e pombinhas voavam aqui e ali
cada qual ao bico lírios de amor.
O aroma que entra através das narinas
me convida a querer-te sempre mais
Viveremos em um vale dourado.
O que adorna as partes mais profundas
do meu peito seco, que jazia há tempos
sem um pouco do azeite transcendente.
E de repente, o que pude afirmar
foi que já era mais teu do que meu
o coração que pulava contente
Me sorria agora, o que sempre esteve ausente.
Parecia haver uma festa todo santo dia
e pombinhas voavam aqui e ali
cada qual ao bico lírios de amor.
O aroma que entra através das narinas
me convida a querer-te sempre mais
Viveremos em um vale dourado.
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