Escritas

Esperança do Prazer

Eduardo García Cielo
Que digam que nunca estive aqui
não dizem mais que a verdade
Nunca estive aqui por não brilhar meus olhos
Nunca estive aqui por não sentir sede minha boca

Embora eu estivesse, estava longe
E quão longe estava meu corpo levado
Fui buscar preciosos diamantes
Fui buscar o que preenchia minh'alma

Se volto a buscar no mesmo lugar
na esperança de quem sabe la´
de repente encontrar o que não achara antes
é por vício meu, vício e ócio no eu

E não me importa não achar e ter fome
não me importa o otimismo alienado
me vale mais poder dizer que quis ir, quis voltar
e que outra vez estive ali, na esperança do prazer


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