Lista de Poemas
Abismo
Abismo
Visto pele diferente
E falas pela minha boca
Rasgo-me na fúria dos teus medos
E sangro a tua solidão em cada
lágrima
De luto me pinto como a noite
E sou escuro
Vou e venho
Procuro
Só te acho amor
No eco do meu choro
in "Corpo de Abrigo"
Edgardo Xavier
Visto pele diferente
E falas pela minha boca
Rasgo-me na fúria dos teus medos
E sangro a tua solidão em cada
lágrima
De luto me pinto como a noite
E sou escuro
Vou e venho
Procuro
Só te acho amor
No eco do meu choro
in "Corpo de Abrigo"
Edgardo Xavier
👁️ 1 575
À Hora dos Cardos
À Hora dos Cardos
Chegas ao meu corpo
à hora agreste dos cardos
e sobes em maré
vermelha
alucinada
Ardo no teu fogo até que a sede
se cale
e o caminho se dilua na noite
serena
Só depois dispo o tempo
e a pele onde também te guardava
Persistes
A memória não se mata
nem se trava o coração
in" Corpo de Abrigo"
Edgardo Xavier
Chegas ao meu corpo
à hora agreste dos cardos
e sobes em maré
vermelha
alucinada
Ardo no teu fogo até que a sede
se cale
e o caminho se dilua na noite
serena
Só depois dispo o tempo
e a pele onde também te guardava
Persistes
A memória não se mata
nem se trava o coração
in" Corpo de Abrigo"
Edgardo Xavier
👁️ 1 516
Ave Adormecida
Ave Adormecida
Na minha mão
O teu sexo é uma ave adormecida
Na quietude da manhã
E o teu corpo
A praia onde é serena
A voz do azul
Profundo
No sono
Todas as vontades
São líquidas
in "Corpo de Abrigo"
ed. Temas Originais - 2011
Edgardo Xavier
Na minha mão
O teu sexo é uma ave adormecida
Na quietude da manhã
E o teu corpo
A praia onde é serena
A voz do azul
Profundo
No sono
Todas as vontades
São líquidas
in "Corpo de Abrigo"
ed. Temas Originais - 2011
Edgardo Xavier
👁️ 1 454
Destino
Para ti afino minhas cores
meu canto breve
meu fogo
e espero o som da brisa
que te anuncia
Ardo
para que me vejas
e tu
cega
escolhes a noite
in " Corpo de Abrigo"
Temas Originais -2011
Edgardo Xavier
👁️ 1 483
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Lucimar
2018-04-21
Lindo poema Poeta!
Edgardo Xavier
Poeta,
escritor, pintor e crítico de artes plásticas, nasceu no Huambo, Angola, em
1946.
Diretor da Galeria Tempo, Lisboa, de 1986 a 1990, foi Comissário
das Bienais de Óbidos e integrou a Organização das Bienais de Cerveira (I, II e
IV). Como Diretor Artístico fez parte da Organização da I Feira de Arte
Contemporânea do Estoril – 2003.
É
membro da Associação Internacional de Críticos de Arte – A.I.C.A./Portugal.
Está
representado no Museu Municipal do Sabugal, Museu Nacional de Antropologia de
Angola, Museu de Arte Contemporânea de Goiás – Goiânia, Brasil, Museu da Bienal
de Cerveira, Câmara Municipal da Amadora,Câmara Municipal do Seixal, Sonangol,
Estoril-Sol, etc.
Escreveu
álbuns, ensaios, monografias e livros, designadamente sobre Manuel Cargaleiro,
Neves e Sousa, Carlos Lança, Roberto Chichorro, Michael Barrett e Paulo Ossião, entre outros.
Poesia:
2011 – “ Corpo de Abrigo /Poemas”, Temas Originais, Coimbra; “ O Canto da
Pedra” Papiro Editora, 2009; I Antologia de Poetas Lusófonos, ed. Folheto,
Leiria, 2008; “Amor Despenteado”, Casa das Cenas, Sintra, 2007; Antologia de
Poesia Traço-Comum, Casa das Cenas,
Sintra, 2007
Poeta,
escritor, pintor e crítico de artes plásticas, nasceu no Huambo, Angola, em
1946.
Diretor da Galeria Tempo, Lisboa, de 1986 a 1990, foi Comissário
das Bienais de Óbidos e integrou a Organização das Bienais de Cerveira (I, II e
IV). Como Diretor Artístico fez parte da Organização da I Feira de Arte
Contemporânea do Estoril – 2003.
É
membro da Associação Internacional de Críticos de Arte – A.I.C.A./Portugal.
Está
representado no Museu Municipal do Sabugal, Museu Nacional de Antropologia de
Angola, Museu de Arte Contemporânea de Goiás – Goiânia, Brasil, Museu da Bienal
de Cerveira, Câmara Municipal da Amadora,Câmara Municipal do Seixal, Sonangol,
Estoril-Sol, etc.
Escreveu
álbuns, ensaios, monografias e livros, designadamente sobre Manuel Cargaleiro,
Neves e Sousa, Carlos Lança, Roberto Chichorro, Michael Barrett e Paulo Ossião, entre outros.
Poesia:
2011 – “ Corpo de Abrigo /Poemas”, Temas Originais, Coimbra; “ O Canto da
Pedra” Papiro Editora, 2009; I Antologia de Poetas Lusófonos, ed. Folheto,
Leiria, 2008; “Amor Despenteado”, Casa das Cenas, Sintra, 2007; Antologia de
Poesia Traço-Comum, Casa das Cenas,
Sintra, 2007
Português
English
Español