Escritas

Ave Adormecida

Edgardo Xavier
Ave Adormecida



Na minha mão

O teu sexo é uma ave adormecida

Na quietude da manhã

E o teu corpo

A praia onde é serena

A voz do azul

Profundo



No sono

Todas as vontades

São líquidas



in "Corpo de Abrigo"
ed. Temas Originais - 2011

Edgardo Xavier


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Comentários (1)

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2015-08-06

Espetacular. Nesse poema o silêncio parece não ter fim, e, ao mesmo tempo, parece não cessar a turbulência. Parabéns pela obra!