Lista de Poemas
Que castigo cada um faz da vida
Que castigo cada um faz da vida; que mentira é dizer que não...
Quanta esperança assim é perdida, no caminho de quem só tem ilusão.
Será que pesa tanto a magoa física, que tudo afoga na lagoa do esquecimento,
Será que de tanto envelhecer, não morre um sentimento?
Será que dói mais a palavra não dita ou a dor de saber que não,
Será que vale mais a pena guardar um segredo ou pagar o preço da libertação?
- Quantos caminhos! Que lágrimas! É preciso percorrer, para fazer enxergar aquilo que se pode ver!?
Que castigo! Cada um faz da vida, mas quanto perdão nos dá a esperança; mentira...
- é dizer que não!
Quanta esperança assim é perdida, no caminho de quem só tem ilusão.
Será que pesa tanto a magoa física, que tudo afoga na lagoa do esquecimento,
Será que de tanto envelhecer, não morre um sentimento?
Será que dói mais a palavra não dita ou a dor de saber que não,
Será que vale mais a pena guardar um segredo ou pagar o preço da libertação?
- Quantos caminhos! Que lágrimas! É preciso percorrer, para fazer enxergar aquilo que se pode ver!?
Que castigo! Cada um faz da vida, mas quanto perdão nos dá a esperança; mentira...
- é dizer que não!
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Texto Triste
Sou a cinza, não o fogo! A única chama que sou realmente é ser essa cinza de tudo em mim. Consumido, como nem o dicionário pode explicar me espalhei pela vida... Há pedaços de mim em tudo lugar. conheço sobre a fénix, mas só mesmo como quem ouve uma nota musical e não sabe qual foi. Agora, grito o silêncio de quem sempre viveu calado, mas ate mesmo a mim isso não passa de um eco qual quer... - quem sabe até de paz - que o vento ainda não trouxe!
Perdido, simplesmente! Só me achava quando me escondia de me achar. E depois chorando, fingindo estender as mãos quis reter tudo que passou, mas elas já acostumados a não colher; viraram as cortas. Mesmo assim retive algo, mas logo deixei cair. Por isso, como tudo enfim, tenho deixado cair ate minha vida dentro da alma, como bosta no esgoto. E acho que ate mesmo o Rio Tietê me inveja pelo o que ele também não soube ser - poluído de si!
Há certa hora me joguei do precipício, e sair correndo na frente para ver se o que restava era ainda o que eu nem sou! Mas por ser oco por dentro o vento de renuncia a vida me levou ao fogo de existir, onde me queimei todo e ate o fim
Perdido, simplesmente! Só me achava quando me escondia de me achar. E depois chorando, fingindo estender as mãos quis reter tudo que passou, mas elas já acostumados a não colher; viraram as cortas. Mesmo assim retive algo, mas logo deixei cair. Por isso, como tudo enfim, tenho deixado cair ate minha vida dentro da alma, como bosta no esgoto. E acho que ate mesmo o Rio Tietê me inveja pelo o que ele também não soube ser - poluído de si!
Há certa hora me joguei do precipício, e sair correndo na frente para ver se o que restava era ainda o que eu nem sou! Mas por ser oco por dentro o vento de renuncia a vida me levou ao fogo de existir, onde me queimei todo e ate o fim
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Pôs meu Coração
Pôs o mar dentro do meu coração
E o mar coube espaçosamente dentro do meu coração
Pôs o meu coração dentro do mar
E o mar foi pouco para inundar
Os buracos que a dor abriu em meu coração.
Volvi o meu coração para o universo
E o universo se perdeu na imensidão do meu coração,
Nem as infinitas estrelas e o sol que há nele
Foram capazes de brilhar na treva que havia no meu coração.
Pôs o meu coração para fora de mim
E logo me sentir menor do que o tamanho de coisa nenhuma
Então, veio o mar e me inundou,
Veio o inverso as infinitas estrelas e o sol que havia nele e encheu-me de brilho.
Mas onde eu deixe o meu maldito coração
Existia uma treva que se camuflou
Na treva que havia em meu coração.
Lá nem os corvos, que são amantes da escuridão,
Encontram compaixão!
E o mar coube espaçosamente dentro do meu coração
Pôs o meu coração dentro do mar
E o mar foi pouco para inundar
Os buracos que a dor abriu em meu coração.
Volvi o meu coração para o universo
E o universo se perdeu na imensidão do meu coração,
Nem as infinitas estrelas e o sol que há nele
Foram capazes de brilhar na treva que havia no meu coração.
Pôs o meu coração para fora de mim
E logo me sentir menor do que o tamanho de coisa nenhuma
Então, veio o mar e me inundou,
Veio o inverso as infinitas estrelas e o sol que havia nele e encheu-me de brilho.
Mas onde eu deixe o meu maldito coração
Existia uma treva que se camuflou
Na treva que havia em meu coração.
Lá nem os corvos, que são amantes da escuridão,
Encontram compaixão!
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Agridoce
Dói e liberta a verdade de saber que nunca serei nada como poeta! O que escrevo é negação do que dever ser poesia. Porque não passa de cenas do cotidiano de um perdido e não mais que um simples perdido! - eu só descrevo o meu fracasso! E por ele não vele a pena ser que manchar com falso clichê ate mesmo o clichê da poesia!
Em 'A procura da Poesia" entendir só o prazer de ler. Nada mais! Por isso a grandeza dos grandes é a minha alegria.
Em 'A procura da Poesia" entendir só o prazer de ler. Nada mais! Por isso a grandeza dos grandes é a minha alegria.
👁️ 764
Expresso Trsiteza
Eu sei o que é ver a vida passar como quem escuta e olha uma cachoeira, mas nunca molhou os pés nela; sei também como é a ver passar galopando e ficar para trás, como poeira baixa no chão.
Antes mesmo eu soube e vi sonhos nasceram e morre em meu peito, porque sou eu quem está aqui neste túmulo afogado pelos lágrimas que nunca caíram;
por isso, Eu sei que não vale mais a pena contentar-se com o que poderia ser meu,Porque fui eu quem escreveu cada letra e cada página desta historia!
Tenho que dizer palavras que mal sei o sentido;
Tenho que tentar decodificar uma sintonia desconecta que apita dentro de mim todo o dia;
Tenho que me dizer e me reportar e me completar de tudo - de tudo!?
Eu não sei em que espécie de queda eu estou que nunca chego ao chão, talvez assim pudesse começa a recomeçar;
Eu não sei o quê que tanto procuro dentro de mim porque bem sei que lá não há nada - muito mesmo perdão - Não sei em que rua da vida meu trem se perdeu, mas daqui bem sei que o carregam só de tristeza!
Fiz da vida um filme para se assistir depois de amanhã e quando disso me lembrei o cinema já estava lotado e também já tinha perdido as melhores partes e do lado de fora não podem nem mesmo chorar!
Sonhei como um míope alinhava uma agulha! E assim costurei todos eles sem linha, por isso minha sacola de pano nunca se encheu.
Quem eu bem vi do pensamento não saiu, mas essa imagem foi murchando como tudo em meu coração, E só porque me pediram hoje não há mais uma estrela que não tenha contado! Com isso o que ganhei foi escuridão, vento e solidão!
Antes mesmo eu soube e vi sonhos nasceram e morre em meu peito, porque sou eu quem está aqui neste túmulo afogado pelos lágrimas que nunca caíram;
por isso, Eu sei que não vale mais a pena contentar-se com o que poderia ser meu,Porque fui eu quem escreveu cada letra e cada página desta historia!
Tenho que dizer palavras que mal sei o sentido;
Tenho que tentar decodificar uma sintonia desconecta que apita dentro de mim todo o dia;
Tenho que me dizer e me reportar e me completar de tudo - de tudo!?
Eu não sei em que espécie de queda eu estou que nunca chego ao chão, talvez assim pudesse começa a recomeçar;
Eu não sei o quê que tanto procuro dentro de mim porque bem sei que lá não há nada - muito mesmo perdão - Não sei em que rua da vida meu trem se perdeu, mas daqui bem sei que o carregam só de tristeza!
Fiz da vida um filme para se assistir depois de amanhã e quando disso me lembrei o cinema já estava lotado e também já tinha perdido as melhores partes e do lado de fora não podem nem mesmo chorar!
Sonhei como um míope alinhava uma agulha! E assim costurei todos eles sem linha, por isso minha sacola de pano nunca se encheu.
Quem eu bem vi do pensamento não saiu, mas essa imagem foi murchando como tudo em meu coração, E só porque me pediram hoje não há mais uma estrela que não tenha contado! Com isso o que ganhei foi escuridão, vento e solidão!
👁️ 887
Por dentro
A maior saudade é aquela em que há tristeza de não haver o que ter saudade - é dessa eu padeço!
👁️ 747
Fotografia
Em meus sonhos abstractos
Tentarei ser mais concreto
Mas naquele velho retrato
Viverá para sempre meu amor secreto.
O guerreiro que um dia fui voltou ferido
E cheio de saúde para continuar,
E mesmo em caminhos perdidos
De tanto procurar o amor,
O amor um dia o procurará.
Mas agora o que fica
È uma tristeza amiga,
Uma mágoa agridoce e aceitável,
solidão que não dói nem alivia.
O passado daquela imagem se renovará cada dia
Ate que de contente passe a descontente.
O sentimento ,como uma fotografia,
permanecerá entre a parede que não o coloquei
E a fotografia que não terei,
E terá sempre o gosto de saudade e perdição;
pena que ele seja áspero e espinhoso.
No entanto, sou o própria ''Estácio''
querendo ser o ''Estevão'',
Esperando assim a tragédia menor para meu o coração
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Confissão Literária
O QUE ME FALTA É FORÇA DE CORAGEM! Não coragem ou força; simplesmente força de coragem. Faltam-me essas duas grandezas unidas assim como os irmãos siameses, como a vida e a morte, Como a alma e a literatura, o rio e o mar.
Ah! triste de mim, pois tenho tanta coragem... Exageradamente um mol de coragem para levar a vida assim como levo: Ter asas pra voar e escolher rastejar, mas sem ter aonde enfiar a cara.
Ai de mim! que tenho danadamente tamanha força Para suportar o inexorável peso da cotidianidade dos meus tormentos. O que me falta e força de coragem, exageradamente força de coragem, danadamente força de coragem! Mas como conseguir? Será que chamando vem:
_ Dona força, seu coragem..., vocês se vêem há tanto tempo, a muito se cruzam nas ruas de meus pensamentos, dividem a mesma ira de morar dentro de mim; já estão desbotando de raiva da minha moleza ,e estão cansadas das correntes que eu os ponho ,e vivem brigando para unissem, Por favor, será que vocês poderiam casar-se e viver em paz dentro de mim? Humildemente lhes peço! O que me diz dona coragem? "Posso sim, mas é claro que sim!" E o senhor, aceita sou coragem? "Ah, mas é claro que sim. Há muito tempo quero isso!...".
Hahah...! Mas é mesmo um caso para rir... Imagine se vou ter coragem para enfrentar a minha força e, força para encarar minha coragem, ainda mais as duas de vez? Só mesmo em sonho... Só em sonho mesmo! Mas... Com o que eu sonhava agora mesmo? Ah! Em ter força de coragem!
Matutando em O que poderei fazer para ter força de coragem...,... Poderei fazer tudo, pois tudo esta ao meu alcance! Mas só isso não bastaria. Certamente digo a mim mesmo asneiras, reflito sobre frases de alto ajuda que só ajudam os que não passam o que nelas dizem. _ Enquanto estou tecendo a bola de neve que vai me matar, alimentando o fogo que ira me queimar, crio eu mesmo frases inúteis de alto impacto: Força de coragem! Essa expressão existe... ?
Força de coragem, o que vem a ser isso: força de coragem...? Nada. Apenas duas coisas que preciso ter! E resolvi chamar a minha própria atenção com uma mera, imbecil e inútil frase de auto-impacto!( FOR-ÇA -DE- CO-RA-GEM)
Força de coragem...
Na verdade o que sou é um mero escravo do medo, um morto vivo afogado na lagoa dos meus propósitos, uma bactéria sugando minha própria força, treva apagando a minha própria luz, uma borracha apagando a minha própria existência, uma vida em chagas que desistiu de encontrar a cura. Não chego a ser nem um pássaro com medo de voar, mas sim um voo que chegou ao um pássaro que nunca existiu! Não chego a ser nem a vida correndo da morte! Não sei se morro logo de uma vez ou se continuo nunca existindo._ e enquanto isso a vida passa.
Poderia dizer o motivo pelo qual quero ter essa tal "força de coragem"..., E adiantando o futuro ou voltando ao passando, não me surpreendo em saber que não tenho coragem para dizer! Enfim sou muito bom naquilo que de pior faço. Mas entre outras palavras, foi abundantemente infeliz numa escolha de muito tempo atrás... Qualquer um faria uma escolha daquela, no entanto, duvido que passem fome para alimentá-la como eu passo: fome de alegria, paz interior, vitória, liberdade... Ah passado infeliz! ô presente manchado! ai que dó do meu futuro de cartas marcadas!-Coitado dele, as mãos cansadas de dar três tapinhas nas costas do meu passando dizendo que "isso vai passar"; já estão aqui cansadas esperando por ele; até as lágrimas já foram choradas por ele, só falta ele chegar parar rolarem.
Na escada da fuga fui ate o ultimo degrau, chegando lá no alto, onde já era impossível voltar atrás, construir com lágrimas de sangue, sonhos mortos e inúmeras chagas no coração mais degraus para continua a subir, subir e subir.
A alavanca que uso para fugir de situações bastante normais a qualquer um e tão poderosa que levantaria até o mundo se quisesse me esconder em baixo dele, mas situações normais a qualquer um são esmagadoras para mim. Basta uma simples ideia de vivê-las e logo a mão soa, a alma gela e inutilmente fujo, casando de fugir, da ideia, sem ao menos dar um chance para a situação acontecer. Fujo... Como alguém que fura os próprios olhos por puro temor do que irá enxergar, como alguém que se afoga por medo de morrer afogado.
Quem poderá... ! Quem poderá me explicar tanta vida perdida, tanto receio, tanto orgulho em uma só pessoa?
Tragam-me a foice, quero decepar o pescoço da minha própria vida, tragam- me a caneta da renuncia, quero riscar a minha própria historia!
Quem poderá me ajudar se renego a mim mesmo? Tragam-me, e traga logo, o relógio da morte, quero adianta os banais minutos de minha existência.
Esse momento e de pura dor, raiva, pesado; enjoado, duro: Todas as minhas derrotas e fugas atravessando o tempo e o espaço, vieram rir de mim, por outro lado todo o meu passado e futuro estão de mãos dadas enxugando as lágrimas do meu presente.
Ó vida piedade! Não vês o mar de lágrimas que já chorei por feristes assim, não vês como extrapolo meus limites por perde-te assim_ E o nojo que tudo isso me dá? Será que não te importas as florestas que queimo com o fogo da minha farsa, e os reis que poderia ter sido nos palácios da minha felicidade? Porque ficas em silencio enquanto em meu peito um coração bate, enquanto a morte roça-me o congote?...,... Não vai se manifesta? Olha que eu estou... Olha que eu estou desesperado e a primeira pessoa que passa pedirei ajuda! E isso mesmo! Vou PE-DIR -A-JU-DA. Contarei sim, ao primeiro avistado_ Se de longe gritarei bem auto para me escutar, como você joga na cara a minha felicidade frustrada, meus sonhos roubados e não sonhados; toda a sua falta de amor, como tem sido a e sinto monótona, que tenho pena de você, que desejo seu fim...
...OPA! Mas e a tal ajuda que pediria? Esquece! Não tenho coragem, ou melhor, seria dizer: FORÇA DE CORAGEM, porém diria essas poucas e boa de você, sim, mesmo que disfarçadamente._Coitada de você além de ser limitada pela a morte é limitada em mim!
A vida se pudesse sair de dentro de mim, e que contaria como sou mole, como eu a aprisiono com a corrente do medo, a maltrato enchendo o seu celeiro de frustrações as mais bizarras possíveis; todo meu descaso com ela e com o tempo que são curtíssimos, toda a minha aceitação da derrota, falta de bom censo, me tacharia ate de... Nem sei o que, mas, com certeza, bem abaixo dos vermes!
Acordei hoje com muita pena de mim... Olhei-me no espelho e vi um semblante casando..., triste; uns olhos mudos, uma boca cega, vir cicatrizes ocultas no corpo, vida e alma de aço que moldei com o tempo, sentir lamentos falar auto... No final do dia sentir-me como uma planta qualquer dentro de um vaso reles com água poluída ou vice-versa!
De repente de dentro do ultimo espaço da minha alma, sentir uma enorme aflição, ouvir gritos agudíssimos de dor, compreendi sem poder compreender o caos da minha vida, e de modo que esse fosse o ultimo momento de dela, veio como de uma pena intercalada de incógnita a pergunta: por quê? _
Não sei, sinceramente não sei!
Não sei o porquê que sempre empurrei as dificuldades com a vida ao invés de com a barriga.
Não sei o porquê que continuamente matei todos meus sonhos e desejos e seguir desejando e sonhando como aquele que mata e vai o enterro da própria vitima.
Não sei o porquê que aceitei medir foca com a covardia._ Ela honrou seu nome até o ultimo momento da batalha.
Não sei o porquê que escolhe ininterruptamente fugir e mentir ao invés de aparecer e agir.
Não sei o porquê que não ambicionei nada da vida do que não ambicionar
Não sei o porquê que pari com o meu próprio medo o filho que em tudo superaria o pai.
Não sei o porquê que cavei conscientemente sem saber o túmulo de meus propósitos.
Não sei o porquê que tudo passou e não aproveitei.
Não sei o porquê que aceito sem aceita o dilema em que estou
Não sei o porquê que corro para trás querendo ao menos andar para frente_, E entre outras citações e situações nem sei por que não sei por que, que não sei por quê.
Houve um tempo em que tudo veio assim como um rio que correi para o mar. Mentira! desde que dei conta da batalha oculta e silenciosa travada por mim comigo mesmo, sempre houve oportunidades para derrotá-la, tudo foi sempre um rio que vai para o mar_,E mesmo em plana a batalha deixei para lutar depois.
O tempo foi passando, derrotando em mim tudo que via pela frente, o inimigo avançando vida adentra, e ao invés de ir buscar reforços e derrota-lo me perdi entre o caminha do querer e agir! Às vezes deixava de ir ao campo de batalha, adiando sem querer adiar a lutar, e ficava em casa sentindo, pecada por pancada, a dor dos golpes que o inimigo me dava._ O meu agir estava, sem que eu soubesse, no campo de batalha perdi igual cego em tiroteio.
Um dia o inimigo estava tão casado de me bater, de vencer nas batalhas, e eu, inconscientemente sem querer, descansava em meio ao caos, aconteceu, depois de pouco mais de sete anos_ não sei ao certo,- a minha primeira vitória. Afinal "água mole e pedra dura tanto batem ate que fura", mas ainda bem que o tiro saiu pela culatra. Não foi fácil. Foi preciso ser derrotado como em um jogo de onze jogadores normais por 3 jogadores aleijados de uma das pernas em duas "batalhas" durante mais ou menos 3 anos cada, e entender que há vitórias que vem para a derrota e existem derrotas que vem para a vitória._Inconscientemente lutava!
Reinei durante gloriosos 96 dias, de peito aberto, no campo de batalhas. Todo eram flores, todo estava resolvido e curado. Só me esqueci que esquecia: há vitórias que vem para a derrota e existem derrotas que vem para a vitória.
Mas ai... Sem mais nem porque diante dos meus olhos feridos e de um eu abalado, todo o inimigo derrotado levantou-se e se triplicou. A força com a qual empurrei o mundo de cima de mim esvaeceu. cai ao chão, como um corpo abandona pela alma, com montanhas nos olhas chorando lágrimas de pedras. Para aonde foi àquela incalculável força que tive para lutar, aquela coragem surpreendentemente infinita que tive para lutar?_ Alguém, mesmo que fora do tempo ou espaço, pode-me dizer aonde encontrá-las que eu, mesmo depois da morte, irei buscá-las?!?
Já faz 5 anos que o inimigo é rei absoluto de minhas forças._ Estou amarrado a ele igual um elefante a uma cadeira, e ao mesmo tempo sei que não existe inimigo algum.
Existem batalhas, como a que enfrento agora, que não há batalha, campo de batalhas nem inimigos, mais o resultado dessa soma de algarismos imaginários é uma derrota real, e estou tão a mercê do inimigo, das batalhas e das derrotas, que sem medo nem um, mas com muita pena de mim, já me vejo derrotado assim por mais 5 anos, 10, 20 anos_ e assim ate a vida escapar toda de minha alma
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Seja
Se o que escrevo não for poesia,também pouco me importa. Além do mais não posso ser nem um Drummond. Mas realmente me tenho algo coçando o celebro e angustiando o coração - antes de tudo medo e angustia do mundo e do homem no coração, que angustia meu celebro e aperta minha alma. E se estou sem fazer nada e com uma folha de papel em mãos, porque não escrever? Se não for poesia o que escrevo - não importa. E mesmo que fosse, essa angustia e essa medo que tenho não passaria
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Você!
Hei! Você...
Quando a luz que sempre esperou for tanta deseje ser cego
Busque asas pra voar, Mas quando alcança-las rasteje como cobra.
Peça aos Deuses tudo que desejas, mas depois de entregue duvide.
Procure sempre amar, mas quando encontrar o amor renegue-o.
Nade oceanos, mas deixe se morrer na praia.
Espere um dia de sol e, quando ele chegar espere a chuva para sair.
Plante esperança em suas terras, mas quando ela brotar amaldiçoe esse solo.
Cultive paz, e quando seus celeiros fartarem peça guerra.
Chore por tanto esperar alguém, mas quando esse chegar finja não ver.
Entregue de mãos beijadas tudo o que conquistou com sangue.
Quando a alegria se fizer verdade ao invés de rir chore
Porque se perguntar: eu posso acreditar?
Se for muito mais fácil apenas duvidar?
Para quer se preocupar com o tempo?
Novos segundos surgem a cada segundo mesmo,
Mas saiba que um segundo passado já mais voltara.
Passe anos caminhando abandonado e se no ultimo dia de vida
Desejar Alguém ao seu lodo... Impossibilite essa oportunidade... É tarde demais!
Porque foi assim que agiu quando o impossível tornou-se possível.
Quando a luz que sempre esperou for tanta deseje ser cego
Busque asas pra voar, Mas quando alcança-las rasteje como cobra.
Peça aos Deuses tudo que desejas, mas depois de entregue duvide.
Procure sempre amar, mas quando encontrar o amor renegue-o.
Nade oceanos, mas deixe se morrer na praia.
Espere um dia de sol e, quando ele chegar espere a chuva para sair.
Plante esperança em suas terras, mas quando ela brotar amaldiçoe esse solo.
Cultive paz, e quando seus celeiros fartarem peça guerra.
Chore por tanto esperar alguém, mas quando esse chegar finja não ver.
Entregue de mãos beijadas tudo o que conquistou com sangue.
Quando a alegria se fizer verdade ao invés de rir chore
Porque se perguntar: eu posso acreditar?
Se for muito mais fácil apenas duvidar?
Para quer se preocupar com o tempo?
Novos segundos surgem a cada segundo mesmo,
Mas saiba que um segundo passado já mais voltara.
Passe anos caminhando abandonado e se no ultimo dia de vida
Desejar Alguém ao seu lodo... Impossibilite essa oportunidade... É tarde demais!
Porque foi assim que agiu quando o impossível tornou-se possível.
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Comentários (2)
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danilo
2018-12-16
Obrigado
2017-05-29
Gostei de passar por aqui e conhecer um pouco do seu trabalho. Hoje tem tanta gente boa escrevendo por aí que é quase impossível dar conta de tudo!
Escrevo para saber que um dia sofrir, mas que também foi um Cezar, um Cezar para mim mesmo. Por isso, não publico nada, guardo aqui estas notas e ponto.
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