Lista de Poemas
Jazer e saber
Jazemos descansados
Desde todas as perspetivas
Assim deixados
Para poder trazer
Ao de cima
Uma nova estrofe que nos anima
Um poema que se estima
Uma obra que nos eleva
Entre o frio e a escura treva
E nesse calor bem humano
Estender pontes de amor
Entre sagrado e profano
E chegar a tocar
Esses corações
em silêncio
Esperando
Esses sonhos
no tempo
Se plantando
Essas vontades
que esperam
Sem idade
seguir a vogar
Barco à vela
Leme na areia
A espera da maré cheia
Para voltar a navegar
Desde todas as perspetivas
Assim deixados
Para poder trazer
Ao de cima
Uma nova estrofe que nos anima
Um poema que se estima
Uma obra que nos eleva
Entre o frio e a escura treva
E nesse calor bem humano
Estender pontes de amor
Entre sagrado e profano
E chegar a tocar
Esses corações
em silêncio
Esperando
Esses sonhos
no tempo
Se plantando
Essas vontades
que esperam
Sem idade
seguir a vogar
Barco à vela
Leme na areia
A espera da maré cheia
Para voltar a navegar
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Cantos Interiores
Serenidade
Para se navegar
Nas asas dos sonhos
Sem se deixar levar
Desperta, amente aberta
Coração a palpitar
E a janela
De cristalina certeza
Ao se deixar levar
E nesse quarto guardado
Nesse lugar almejado
Ver ao redor
Acontecer
Histórias das vivas memórias
Estrofes dessa alegria guardada
Nesses armários
Onde se escondia uma quadra
E nos momentos
Nos que voltar a olhar
Ver gentes que se desconhecia
Nessa mesma harmonia
A se entretecer devagar
E da história
Simples memória
A se voltar a pintar
Estender pontes de poesia
Nesse tema que se abria
Qual livro que se lia
Assim de par em par
Abraço dado
Em segredo guardado
Aqui sereno e estilizado
Para se poder voltar a lembrar
Para se navegar
Nas asas dos sonhos
Sem se deixar levar
Desperta, amente aberta
Coração a palpitar
E a janela
De cristalina certeza
Ao se deixar levar
E nesse quarto guardado
Nesse lugar almejado
Ver ao redor
Acontecer
Histórias das vivas memórias
Estrofes dessa alegria guardada
Nesses armários
Onde se escondia uma quadra
E nos momentos
Nos que voltar a olhar
Ver gentes que se desconhecia
Nessa mesma harmonia
A se entretecer devagar
E da história
Simples memória
A se voltar a pintar
Estender pontes de poesia
Nesse tema que se abria
Qual livro que se lia
Assim de par em par
Abraço dado
Em segredo guardado
Aqui sereno e estilizado
Para se poder voltar a lembrar
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Entre graça e pranto
Nesses momentos discretos
Nesses lugares secretos
Que descobres ao vagar
Que te somem num luar
De suavidade
Desse atapetado aveludado
Entre o céu estrelado
Desse sonho varado
À espera de vogar
Livre
Maresia
Assim chegando
Até ser dia
Ao porto seguro
Abrigo mais puro
A se encontrar
Praias amenas
Areias
Que cintilam
Qual teu ser ao poisar
Pés descalços
Marcando
Um caminho de vida
Entre graça e pranto
Nesses lugares secretos
Que descobres ao vagar
Que te somem num luar
De suavidade
Desse atapetado aveludado
Entre o céu estrelado
Desse sonho varado
À espera de vogar
Livre
Maresia
Assim chegando
Até ser dia
Ao porto seguro
Abrigo mais puro
A se encontrar
Praias amenas
Areias
Que cintilam
Qual teu ser ao poisar
Pés descalços
Marcando
Um caminho de vida
Entre graça e pranto
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Lugares que todos lemos
Nesses lugares amenos
Nesses carateres que todos lemos
Nesses livros que esvoaçam
Quando se abrem e nos trespassam
Nesses canais surreais
Nos que nos entretemos e voamos
Nesses momentos
Nos que ainda lembramos
Essa luz do dia
Que se entrecruzou
Quando passava
O ser que nela se encontrou
E esse tempo que imenso
Nos envolveu e abraçou
E desse algo intenso
Algo assim em nós ficou
Nesses carateres que todos lemos
Nesses livros que esvoaçam
Quando se abrem e nos trespassam
Nesses canais surreais
Nos que nos entretemos e voamos
Nesses momentos
Nos que ainda lembramos
Essa luz do dia
Que se entrecruzou
Quando passava
O ser que nela se encontrou
E esse tempo que imenso
Nos envolveu e abraçou
E desse algo intenso
Algo assim em nós ficou
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A solidão
Vem em nós obrar
Para fazer espaço
para voltar a plantar
Vem em nós saber
Até onde voga à vontade
A vontade do ser
Vem em nós poisar
Nesses lamentos
Íntimos e sedentos
Para se cuidar e curar
Vem assim mostrar
Feridas antigas
Novas veredas
preferidas
Para se querer assim alcançar
Entre os momentos do estio
Na lama, na névoa
Na neve, no frio
Nesse calor estridente
Que poisa assim qual pingente
E se deixa cair
Nesses lugares ermos
Prolongados
Onde a planície
ou o monte se estende
Assim por todos os lados
Nesses momentos velados
Onde nem nos encontramos
Quando chegamos
e nos achegamos
ao recém chegados
Nesses tempos
nos que levamos
Armaduras de gelo
que assim deixamos
Ao voltar a caminhar
E nesse segredo
Ledo íntimo e ameno
Regressar
Lentamente
Trazer a semente
Que se vai plantar
E no campo assim arado
Desse sonho futuro
No passo presente
plantado
À espera desse tempo
anunciado
Vivido e bem prezado
Para dar frutos e se levar
E partilhar por ser bem-amado…
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Agasalhos
Agasalhos no inverno
Calor entre o frio certo
Presenças bem unidas
De mãos afastadas
Partidas
E encontros
Sempre a se levar
No peito
Esperança
Desse algo novo
A se lembrar
Calor entre o frio certo
Presenças bem unidas
De mãos afastadas
Partidas
E encontros
Sempre a se levar
No peito
Esperança
Desse algo novo
A se lembrar
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Recantos
Recantos cheios de detalhe
Passeios por onde calhe
E nessas tapeçarias estendidas
Entre as horas e os dias
Voltar a poisar
Melodias
E alegrias
Para se querer voltar
Passeios por onde calhe
E nessas tapeçarias estendidas
Entre as horas e os dias
Voltar a poisar
Melodias
E alegrias
Para se querer voltar
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Amores Anunciados
Qual o papel a se estender
Nesse ser homem ou mulher
Para melhor representar
Pinturas e palavras a celebrar
Por cada momento vivido
Por cada gesto sentido
Por cada partilha sem mais
Pelo mais simples trilho que sigais
Até recomeçar
A sentir a vida ressoar
E tudo em volta
a se acender devagar
E essa luz que transborda
No calor emanado
Desse ser humano
Nesse brilho que se tem apagado
Ao olhar o reflexo amado
Nesse espírito elevado
Que sorri quando é trespassado
De mão em mão
Entregue
De abraço em abraço
Se eleve
E nesse gesto simples
Dessa atenção humilde
Assim trazer ao de cima
Essa ponte de vida
Na que se crê
E caminha
E se anuncia
Nesse ser homem ou mulher
Para melhor representar
Pinturas e palavras a celebrar
Por cada momento vivido
Por cada gesto sentido
Por cada partilha sem mais
Pelo mais simples trilho que sigais
Até recomeçar
A sentir a vida ressoar
E tudo em volta
a se acender devagar
E essa luz que transborda
No calor emanado
Desse ser humano
Nesse brilho que se tem apagado
Ao olhar o reflexo amado
Nesse espírito elevado
Que sorri quando é trespassado
De mão em mão
Entregue
De abraço em abraço
Se eleve
E nesse gesto simples
Dessa atenção humilde
Assim trazer ao de cima
Essa ponte de vida
Na que se crê
E caminha
E se anuncia
👁️ 21
Viajar no Tempo
Desse momento
a se prolongar
Seguir
Procurar repetir
E prolongar
Encontrar o assento
no que por dentro
O silêncio
se põe a falar
E ouvir atento
o que assim
nos tem a contar
Escolher
Procurar
O dar assim presente
Que seria realmente
O que gostaríamos de entregar
E esperar
Que essas sementes
de vida plantadas
Nesses recantos ainda vergadas
Esperando despontar
Nesses momentos inesperados
Nos que assim nos reencontramos
E damos mais tempo
sentido ao sentimento
Para voltar a plantar
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Dos trechos esquecidos - parte do Caminho de Santiago
Havia uma barca
De pedra
Guardada
Nas lendas
Que se encontram
Mais levadas
Que se encontra
Por ventura
Aonde se lavra
A pedra
Quando se eleva
Na água
E no vagar das marés
quando se preenchem
Assim a teus pés
Também te enchem
De lendas
De maresia
De aromas
De novo dia
Anunciado
Nesses lugares
Ao longo
Do caminho
Que te é dado
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