Lista de Poemas
Coração de pedra
5 - Retrospectiva no paraíso verde
Após alguns meses de convivência, Clodoaldo vai tirar férias e, acaba compadecendo-se de Carlos, convidando-o a uma pescaria lá pelos estados de Mato Grosso, e assim lá se foram para ficar quinze dias numa bela pousada e tudo mais. Nas barrancas do rio, de caniço e samburá, Carlos estava fazendo um bela psicoterapia, quando resolve perguntar ao tio Clodoaldo sobre sua infância e puberdade. Clodoaldo não esperava tal inquirição e ficou em palpos de aranha, mas foi bastante sincero ao dizer:
- Carlos você tem certeza de que quer falar mesmo sobre isso?
- Sim, quero e peço encarecidamente que não me sonegue nada daquilo que você sabe a meu respeito!
- Sendo cinco anos mais velho do que você, não pude palmilhar os mesmos passos que você, mas acompanhei de perto os fatos ocorridos.
- O que você quer saber exatamente, daquilo que você mesmo não sabe?
- Fale-me um pouco de Clodomir e de seu pai, Antonio Fortes.
Clodoaldo ficou rubro e em seguida empalideceu diante daquela pergunta que jamais esperava fosse perguntada.
- Nossa... Que pergunta difícil você me faz, rapaz, não dá para você esquecer essa pergunta e me fazer uma outra?
- Por que, o que há nela tão difícil de responder?
- Na realidade o meu santo nunca bateu com o santo do Clodomir, sempre o achei falso, apesar de ter de respeitá-lo como um pessoa da família, você sabe como é né, ele sempre foi muito íntimo da nossa família, sendo considerado meio parente da gente.
- Mas o que é que há com esse cara que ninguém fala dele abertamente, tornando-se uma incógnita na minha cabeça.
- Esse traidor me roubou Sílvia, meu verdadeiro amor e mãe dos meus filhos.
- Carlos, você está aqui para espairecer a mente, vamos mudar de assunto, pois, não quero vê-lo infeliz, esqueça, vamos falar sobre outro assunto.
Aquele suposto descanso estava se tornando um verdadeiro inferno para Carlos que fora até aquele paraíso verde para descansar, pois, estava em deletério profundo. Aquela pergunta tornou-se contundente, pois, Carlos insistiu com todas suas forças, porém, Clodoaldo foi evasivo, tirando de letra, resvalando na sua prosa a qual não convenceu Carlos, que de bobo não tinha nada.
Naquele dia a pescaria rendeu-lhes alguns pintados, peixe muito saboroso.
Difícil estava sendo para Clodoaldo evitar que Carlos bebesse, tornando-se abstêmio na nobre causa de ajudar o sobrinho naqueles momentos difíceis. Naquele mesmo dia, no mesmo quarto da pousada, onde dividiam o mesmo espaço, assistiam televisão e num desses programas sensacionalistas, onde a hipocrisia campeia à solta, o apresentador chama ao palco uma senhora, que não conhecia sua única filha, era uma senhora religiosa e celibatária naquele momento. O sonho daquela mãe era realmente conhecer a sua filha, até para desencargo de consciência, pois, no leito de maternidade, em conluio com uma das enfermeira, simularam um sequestro do bebê o qual viria ser criado em outro estado do país pela sua irmã abastada e que era estéril.
Há trinta longos anos, aquela religiosa sofrera quotidianamente por aquele sacrilégio e, pela fé em Deus esperava resgatar o seu erro de mãe desnaturada. Bem, se aquela história era muito triste e emocionante, então pela apresentação daquele bom apresentador ficara fascinante, prendendo a atenção dos telespectadores. Aquele definitivamente não era um programa para Carlos ver, pois, o apresentador fazia o suspense exato para aquele episódio de sua vida real.
Seria esta a filha de dona Marilda?
Apontando para alguém do auditório.
- O que a senhora acha, seria porventura esta bela jovem?
Como é de praxe para se aumentar o ibope, e com certeza a rentabilidade comercial, aquele apresentador interrompe aquela novela real, alegando ter estourado o tempo do seu programa, ficando o resultado para o dia seguinte. Tática sedutiva emocional. É o poder hipnótico da palavra!
Aquela noite foi para Carlos uma noite de profunda leitura, cumprindo até uma lei natural que diz: "O igual atrai o igual". Carlos leu num pequeno livro, um romance, onde identificara-se profundamente com o personagem que, como ele fora traído pela sua amada e tivera sua família destruída também, já que aquele varão era um caixeiro-viajante, ficando meses e meses longe da família, dando vazão à esposa para praticar o concubinato com um de seus "melhores" amigos e acabaram por amancebarem-se por muito tempo, e assim, fazendo a cabeça de seus filhos apropriaram-se de suas amizades. Como qualquer um de nós mortais vemos muitas coisas coincidirem, porém, desatentos deixamos passar importantes informações, até por ignorarmos este catártico e osmótico assunto virtual, redundando neste palavreado, somente para dizer a simples frase: Deus está sempre nos mostrando o caminho pelo qual devemos andar, porém, relapsos não prestamos atenção, ou não queremos ver a verdade que às vezes dói.
Naquela manhã ao abrir a janela, sob o mavioso gorjeio de um casal de passarinhos, que aos amores saudava a majestosa manhã ensolarada. Carlos meditou muito sobre a beleza natural do paradisíaco lugar, mas incontinente veio à baila seus dias felizes junto de sua amada Sílvia que, agora encontrava-se nos braços de ferro do carrasco: Coração de Pedra, seu rival Clodomir.
Mais um dia de entretenimento e de perguntas insolúveis feitas ao tio Clodoaldo, que já estava arrependido daquele passeio verde, nas matas e águas daquele santuário natural. Carlos não se continha ao esperar o horário do programa televisivo no desfecho tão esperado daquela mãe desesperada a encontrar a filha que não via há trinta anos.
Estavam numa lancha alugada da própria pousada e, embrenhando-se no pantanal mato-grossense, acabaram atolados nos aguapés da daquele rio, correndo risco de morte, pois, não puderam retornar naquela noite, apavorados ficaram abraçados o tempo todo, com seus faroletes a alumiar os brilhantes olhos dos crocodilos ou seriam jacarés? Os quais cercavam aquela frágil embarcação, ali pelas cinco horas da manhã chegaram os funcionários da pousada acostumados com tais situações, vieram socorrê-los. Intrigado Carlos, queixava-se ao tio por ter perdido aquele final novelesco da televisão, e pediu a Clodoaldo que não o importunasse, pois, iria fazer um curto retiro debaixo de uns pés de cambará que circundavam a pousada.
Dizia Clodoaldo:
Venha dormir Carlos, passamos a noite acordados, deixe esse negócio de meditar, rapaz.
Ali pela hora do almoço acorda Clodoaldo e sai à procura do sobrinho e o encontra aos plantos, sentado no chão debaixo de um cambará. Chorava copiosamente, pois, adormecerá profundamente e em sonho terminara de assistir o desfecho do encontro daquela mãe com a filha, fato onírico, porém muito afetivo e sensível para quem estava com o coração quebrantado pela dor de uma separação. Depois, menos inebriado pelo sonho, relatou-o, ainda emocionado, que naquele palco sob a égide do grande apresentador, surge por trás daquela mãe a filha que a surpreende aos plantos, e o animador do programa também tomado de emotividade encerra a sua apresentação, sem poder conduzi-la, sendo substituído por outro colega, enfim a emoção fora fantástica causando-lhe uma síncope.
Acontecem certas coisas que ficam encerradas nas memórias ocultas de nossos irmãos, e que são externadas de maneiras distorcidas, e nós impacientemente não queremos entender, desdenhando-as, pois, simplesmente não nos interessam. Então somos pegos pela intolerância para com o próximo. Deveriamo-nos colocar no seu lugar e sentirmos suas dores e compreenderíamos essas situações. Apesar dos pesares, aqueles dias foram amenos, sendo que Carlos saíra da rotina do burburinho citadino, daquele que é um dos maiores centros movimentados do planeta. Apesar de nostálgico, já estava pensando em não mais voltar ao nefasto local de sua residência, mas sentia-se solitário, demasiadamente solitário e acovardado por esconder-se de uma situação ainda não solucionada.
Como enfrentar Clodomir, o Coração de Pedra?
Mas, e o maldito segredo?
Volta a instigar o tio: Aldo, como era carinhosamente chamado, teve de aturar à duras penas a inquisição enfática de Carlos: Aldo, pare de mentir para mim, fale a verdade sobre minha mãe, sua cunhada, pelo amor de Deus, e o desgraçado segredo sobre Clodomir, fale, estou ficando mais louco do que normalmente já sou.
Aquele palavreado de Carlos ficou até jocoso, como se pudesse ser louco normalmente. Situação esdrúxula, hilária ou estapafúrdia que nada mais é que, engraçada. Clodoaldo já não aguentava mais aquela pressão alucinada de Carlos. A consciência de Clodoaldo falava mais alto, pois, em análise profunda sobre a infância de Carlos chegava ao consenso de que, poderia acarretar-lhe enorme sequela, ainda mais a quem já estava em deletério profundo, seria talvez o golpe de misericórdia, mas não queria ser cúmplice de uma fatalidade sem retorno, pensava o tio Aldo. Conjeturando melhor, percebia também que o sofrimento do sobrinho poderia ser amenizado se lhe fosse revelado a causa de seu sofrimento.
Do livro: O coração de pedra
jbcampos
Carta de amor
A noite se faz dia quando a dor é trocada pela paz da alegria. O açoite vem pela dor nos fustigar pela agonia. A prova nos faz noite pela hipocrisia dum racismo mental, o que tem a cor negra da noite com a felicidade do clarão do dia? A noite nos traz o descanso reparatório dos afazeres do dia. O aprender nos faz dia, noite, dor e alegria, nos faz vida. Eis a evolução nela contida. Jogo do amor, da vida à corte. Não lastime a sorte, não chore a partida. Com vida ou morte, estancando o fluxo da velha ferida. A vida é um barco que navega sobre um charco. Lamaçal de engodo o qual nos pega de assalto. Sê prudente, não caia do salto. Olhe à serpente, olhe a velocidade no asfalto, olhe o que vem do Sul ou Norte ou de qualquer parte. Plante a boa semente para colher seu fruto contente. Sê firme, sê forte, sê gente, se não teme a vida, muito menos a morte. Salte de lado, de frente, enfrente. Sê diferente, pois, sempre atrás vem gente. É mundaréu, grande escarcéu. Não fique parado, não olhe de lado. Uns olham infernos, outros olham céus. São mundos internos. Cria-se na mente, aquilo que se sente. É coisa de gente. Situação muito conhecida por trauma quase fatal, depois de impregnada, babau. Aqui se forma a personalidade a qual avança pela idade.
Essa carta é para você se atinar ao condicionamento mental.
Para uns, matar é normal, para outros é simplesmente morrer num tal pecado capital. Tirar uma vida; para uns é suicídio total, sem perdão natural, porém, não ao inocente canibal.
O feijão cria de tudo, porém, é muito bom pensar em se equilibrar antes de vestir o sobretudo final.
Pela via das dúvidas é inteligente praticar o bem, amar muito além do natural, antes que me esqueça, aja assim sem esquentar a cabeça, não se envaideça e desse pedestal desça, e não seja besta, pois, essa vida é muito curta, por incrível que pareça.
Como é difícil enxergar o óbvio.
Carta para você ser feliz em 2019
Essa carta é para todos nós, foi a Musa que escreveu essa carta intrusa, portanto, já senti o safanão e a minha carapuça já vesti. Agora, se você não tem carapuça, procure uma boutique e nela se aplique ou aceite minhas desculpas de antemão, pois, chegaste à perfeição, agora, prestes atenção, já vou falando na segunda pessoa para ficar mais charmoso o texto, pois, não falo à toa e me arrisco a pagar o preço. Seja bom do fim ao começo, não custa muito, pois, ser feliz e ser simples, mesmo sem enxergar um palmo diante do nariz.
Sê feliz, sê sábio aprendiz.
jbcampos
http://mensalem.blogspot.com
O dia em que o ego morreu
O dia em que o ego morreu
Há muito tempo, lá nos primórdios da humanidade já aventava-se de que somos unos, pertencemos a um corpo cósmico. A evolução tecnológica explode literalmente, a interação é algo nunca visto, pode-se conectar simultaneamente e se saber de tudo instantaneamente, enquanto, nossa residência é vigiada pela inteligência artificial da robótica o nosso vizinho constrói sua casa em alguns dias por uma impressora de Três Dimensões. A arcaica Guerra nas Estrelas de Tio Sam também já morreu, As Coreias e outros países já são beligerantes nucleares. O Ensino à Distância deixa os antigos Ph. Ds muito irritados, e com certa razão, pois, nos seus dias tinham de estudar radicalmente, porém, os tempos são outros, hoje basta ser um usuário razoável para ter um mestre em qualquer momento a lhe dar suas respostas, enquanto, o ensino convencional e presencial anda vagarosamente se achando eficiente. Muitos jovens que nasceram pilotando os seus celulares tornaram-se gênios abandonando seus ensinos convencionais, pois, se aperceberam que dormiam ao lado do maior e melhor professor jamais visto em outras eras e já chegaram sem a vaidade dos velhos e arrogantes mestres, nem todos é claro, mas é bom pensar sobre isso. Porque estão preparando-se para matar o ego, pois, fará parte duma mente universal, através de nanos chips conectados entre si. Mente essa muito confundida com Deus.
É assustador pensar sobre isso, mas pior do que está não será, talvez por isso os futuros velhos, hoje joguem tanto os jogos virtuais, pois, se nos parece que não terão outra coisa a fazer, a não ser se entreterem o tempo todo.
E assim, pelo espírito de equipe, o ego foi desanimando-se, ficando doentio até que morreu.
Mente única não tem motivos para a vanglória pessoal.
Que bom seria o honorável prazer de se sentir igual ao próximo.
Alguém muito importante já disse: Amai ao próximo como a si mesmo!
Pense sobre isso e tenha um Feliz Ano Novo.
jbcampos
minha viola


Taça da saudade
Taça da saudade
Quando “navegar é preciso” qual “saudade duma infância querida,
debaixo dos laranjais”, é bom firmar um pedido fagueiro. Ser poeta
vivido é estar sempre ávido, havido e; por que não vívido sem estar opri-
mido sob o cultivo da paz? Pensar ligeiro mesmo sendo o derradeiro, abrir
bem os ouvidos, tirar dos olhos o argueiro e sonhar sobre travesseiro de
amor alvissareiro de verdadeiro amor fagueiro. Antes de ser abduzido, de-
ixar a má petulância da infância querida que os anos não trazem mais.
Escravizar estrangeiros, ver imundos navios negreiros é jactancioso
demais. Bom mesmo é “tirar a pedra do meio do caminho”
antes que ela fure o fundo do velho escaninho. Porém,
com carinho-amor “seja eterno, enquanto, dure”,
e pela verve que ferve ele apure, e pela
vida inteira será sua vitoriosa liteira,
portanto, não irá “coche pe-
la vida sem eira nem
beira", amar-
gando
seus
ais.
Na
lida
de rara
beleza, amor-
preciso por realeza
vindo da grandeza de
Deus-Pai. Quiçá, será amigo
do portentoso Rei, irá sempre adiante
à terra prometida donde emana leite e mel.
Seguirá radiante e saberá livrar-se do “Inferno de
Dante”, e com a fé que lhe é peculiar estará livre do mal e
de seu fedorento fel, será bom viandante e fiel amante ao pal-
milhar pelo caminho da paz. Então erga essa taça de triunfo do
amor e deguste seu mais delicioso licor. Fazendo inveja a Baco,
se fazendo forte com os fortes e fraco com os fracos, muito
embora, licor não seja realmente o fraco de Baco. Po-
rém, indo além, perceberá que o buraco é mais
embaixo, e jamais enganará ninguém.
Coisas de quem ainda crê em coisas.
jbcampos
nirvana
nirvana
para conquistar
o bem-estar é pre-
ciso enxergar com os
olhos do espírito o mo-
mento pelo qual se sente
a simplicidade da vida, ape-
nas isso, nada mais pode ser
importante do que entender o
nada, o vazio, vácuo donde to-
das as almas são procedentes. a
emoção do ego na grandiosidade
desta vida efêmera só pode trazer
constrangimentos ao empafioso que
se encontra cego ao não ter a óbvia
consciência de sua própria mortalidade.
No momento em que se pode realmente
olhar e contemplar o sorriso de uma
criança, o andar encarquilhado dum
ancião, o desabrochar duma flor,
a verdade
duma simples
gota de orvalho a
refletir todo o firma-
mento divino. Então pode
dizer que está começando a en-
xergar o óbvio, apenas o óbvio.
quando a alegria for apenas
pela própria alegria, sem
esperar ou por ter conquistado
um prêmio boçal qualquer, então,
evolução d’alma começa a florescer.
quando você sentir o prazer da felicida-
de por nada, apenas nada, cresceu sobre-
maneira, pois, não discute mais, não tendo
de provar nada, absolutamente nada a ninguém.
Agora se você não está entendendo, sinto muito, pois,
terá de descer do seu altar e aprender a mais simples lição
desta vida, a humildade... Feche seus olhos esvaziando a sua
mente, deixe que o amor, apenas o amor invada todo o seu ser.
Se conseguir essa simplicidade, acaba de atingir o nirvana e pode
esquecer os céus e os infernos, pois, atingiu o fim colimado d’alma
humana, e não queira mais do que isso... modestamente este seu
conservo pede-lhe a receita de chegar ao auge da singeleza.
bons sonhos, onde mora a sua essência.
jbcampos
depressão
é
de
pres-
sa es-
sa mal-
vada mal-
dição a qual
violenta men-
te da gente pela
desordenada ima-
ginação. A vida é e-
fêmera sobremaneira,
portanto, para que a pres-
sa em anuir à essa pressão.
asneira, meu irmão, deixe o
seu pensamento de lado e
fique bem relaxado e verá
desaparecer o seu falso
cuidado o qual o tem
desviado do lado
alado ao qual
foi enviado.
ame a si
primeiro
depois o
irmão do
lado até
ao seu der-
radeiro compa-
nheiro. vele e clame
pela chama desta vela que o chama
por inteiro à paz desse candeeiro, a
vida ferida vale menos que dinheiro.
cuja chama que o ama, chama ao rol
da maior fama à paz daquele que se
ama. muitos carecem de você o tem-
po inteiro que não quer isso enxergar
quanto os pode ajudar, se o seu irmão
regozijar ou chorar, por favor entenda,
não faça nada que se arrependa, não dê
azo ao azar dessa fenda, pelo amor maior
se defenda, pois, é você no seu lugar. você
é o seu próximo, independentemente de
estar próximo. caso ouse tirar a própria vida,
terá tirado a do seu irmão querido, e da sua
família por onde você trilha a qual vai desaguar
no mar da dor, tire essa ideia da cabeça e sinta o
calor do amor, antes que o dia anoiteça, pois, a vi-
da é muito curta, sem necessitar de você nada an-
teceder, procure a paz para o seu bem-viver; não
esquente a sua cabeça não permita que sua base
se entorte e pode contar com a base deste forte o
qual lhe legará a boa sorte. deixe tudo acontecer,
sabendo que a mãe natureza sempre cuida de sua
realeza. vela a queimar calorias noite e dia até que
venha derreter a sua agonia, então, pressa por que?
a depressão pode durar por uma noite fria de açoite,
mas a sua esperança pode ver que logo raiará o dia de
alegria. pelo enredo da vida pela qual se cria toda a ho-
ra todo o dia a nostalgia de viver. mas através dum bom
relaxamento, creia, e firme o pensamento que a glória
irá rever com muita alegria de viver. assim falou um dia,
o Senhor da alegria: amarás o próximo como a ti mesmo.
então meu irmão não viva a esmo, ciente de que este
mundo é feito de ilusão, porém com ardor compreenda
que apenas sobreviverá o amor. guarde esses três manda-
mentos: ame-se - ame-se - ame-se para conseguir amar o
próximo como a si mesmo com amorável coração!
JAMAIS SUICIDE O AMOR, POR FAVOR!
jbcampos
Viver é arte
Viver é a arte de se inspirar no germinar gracioso dessa divina semente plantada no ar de nossa mente-imaginação. É muito mais que simplesmente. É sentir a brisa ao zurzir do vento lento ao balouçar das folhas no firmamento, é força imorredoura da percepção. É olhar ao mar, ao pó, ao amor maior, ao dó da dor na cor da degradação. É sentir o gesto dissimulado do irmão. É enxugar as lágrimas, conter o riso, ver o lixo ao enxergar o bicho com ramalhete de rosas brancas em suas mãos de pelúcia dentro de sua amarga astúcia. Viver é o amor sem tradução. É a estrada desobrigada da obrigação. É a carga sobre a ilharga é o luxo desvencilhado do orgulho oco. É se fazer de moco aos gritos apavorantes da ilusão. É notar o tempo inteiro a atitude certa do companheiro para aprender a sábia arte de sobreviver entre o bem e o mal, sem a ousadia de julgar sem conhecer. É a sabedoria de entender a feiura e a beleza dum amanhecer ao degustar o açúcar e o sal da natureza. Viver é a beleza da sorte de morrer na morte da ilusão. O resto é vida, meu querido irmão.
jbcampos
Arquipoética
arquipoética
a
arte
da vida
faz parte,
arteiro poeta,
a musa arquiteta,
maestrina dest’arte.
é arte que atura a forma,
o espaço, é o astro agora,
astrolábio a guiá-la ao norte.
a musa abusa da música
entoando a temática
pela matemática
na simbiótica
da rota.
nota.
fá.
do pensamento ao lábio onomástico do poeta,
destarte, a arte concreta do arcabouço tônico
na mão do arquiteto biônico, arte histriônica.
faz bem aos olhos e ao coração arquitetônico
humano qual regala o bom humor estrangeiro,
brasileiro-nipônico, carioca-paulista de brasília
ou de qualquer ilha, que maravilha de parnaso
a dar aso à asa do voador poeta-trovador, vaso
de flor de odorífico amor, às vezes atleta jônico.
às vezes desmedido atônito, menestrel, rei irônico.
o tudo, o nada, o prédio, o tédio, a alegria, a calçada
desregrada e regada, bem aguada, desperdiçada no tédio
do majestático prédio estático, extasiado altaneiro, compacto
brasileiro. arte que edita o seu valor hermafrodita e cosmopolita.
licença poética, social,
apoplética, especial.
cada arte com seu
menestrel
no intervalo
ao tropel cavalo.
bom senso do civil engenheiro
fiel companheiro de cálculo
preciso, quiçá, sem cálculo
no órgão renal, ao som do
órgão pascal, eclesial do
bem e do mal, o poema
entrelaça o todo da vida,
janela, lajota, vil janota
de dar nota na alegria
do tom maravilha, filhos
da musa, poética-poesia
denota qualquer bel heresia.
arte concreta, poesia herética,
fantasia frenética, fala eclética,
de cana, feijão cozido ao pimentão,
de cana libertina, liberdade assassina,
de velha jovem cega, menina, rico nobre,
de trabalhador honesto e pobre,
de jóia, de josé descalço, de joão,
se arquiteta o teto de toda criação,
movimentando-se pelo chão batido
sob asfalto no alto de seu sobressalto.
às vezes ao falso cadarço ao cadafalso.
o político, ladrão, traficante, nação pobre
nação que sobeja sobre velhaco ataúde
que ilude a nação mais nobre, porém,
atrás sempre vem o “big bang”
depois do velho trem.
assim se cria o planeta perneta
da costela de eva e doutras
tretas verdes e amarelas
repletas de sequelas.
adão já era
nesta era.
jbcampos
Atrevimento lusidíaco
Atrevimento lusidíaco
São Camões, com mil perdões pelo atrevimento, caso não tenha vos agradado, conversais com a musa
que está ao vosso sagrado lado, e perdoai-me pelo despeito aqui desfeito, mas não quero sentir-me mais culpado, e reconheçais, por favor a frustração daquele que não teve a vez de vossa gloriosa lucidez a qual denota a nota dez muito além desta vez.
Juntos e misturados.
As armas e os barões assinalados. Arrojados e pelo brio consagrados, que da Ocidental praia
Lusitana ao surgir da brava e gentil raça humana. Por mares nunca dantes navegados com
caravelas e mar jamais singrado passaram ainda além da Taprobana, Sirilanka ou Ceilão
que se ufana. Em perigos e guerras esforçados, dariam ao Brasil o heroico brado. Mais
do que prometia a força humana, entre gente remota edificaram valorosa estrutura quais
armaram: Novo Reino, que tanto sublimaram; glória a brava gente lusitana também as suas
memórias gloriosas, eternizando vitórias imperiosas, daqueles Reis que foram dilatando seus velhos corações de muitos anos. A Fé, o Império, e as terras viciosas e teimosas, porém, vigorosas. De África e de Ásia andaram devastando, por isso vos mostreis ecólogo lusitano! E aqueles que por obras valerosas criaram uma lei além de esplendorosa, se vão da lei da Morte libertando,
assim vida e morte vão se encaminhando, cantando espalharei por toda parte, haja vista minha
vista fazer parte dessa arte, se a tanto me ajudar o engenho e arte. Louvarei mais uma vez com o estandarte. Cessem do sábio Grego e do Troiano. Eis a decadência prevista ano a ano. As navegações grandes que fizeram; hoje fala alto a arte do bravo povo lusitano. Cale-se de Alexandre e de Trajano pois, fortes, os heróis nos lá esperam com seus feitos de respeito de há anos, a fama das vitórias que tiveram; Que eu canto o peito ilustre Lusitano, e da morte já vivida como bom samaritano. A quem Neptuno e Marte obedeceram. E dos demais irmãos não se esqueceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, qual belo futuro parnasiano se avança, que outro valor mais alto se alevanta. O amor à pátria amantíssima encanta. E vós, Tágides minhas, pois criado, surgem Ninfas de além
Tejo animadas; tendes em mi um novo engenho ardente, meteorito de ilustre luz
resplandecente. Se sempre em verso humilde celebrado, jamais duma escura
estrela decadente. Foi de mi vosso rio alegremente, a mitologia vos elogia
sorridente. Dai-me agora um som alto e sublimado, som ilibado de frente e; não de lado, som alvo
e transparente. Num estilo grandíloco e coerente, ou se preferir que redunde em grandiloquente,
sendo recorrente. De sibilar mui transcendente. Por que de vossas águas Febo ordene, resumo
da inveja a qual Zeus condene. Que não tenham enveja às de Hipocrenes, somente o amor
dentre à guerra venha ser perene. Camões até pode inventar o verbo perenar, conquanto,
seu amor seja a fonte de Hipocrenes. Onde sempre possa dessa límpida água bebericar. Dai-me hüa fúria grande e sonorosa, e uma vida simplesmente primorosa, e não de agreste avena ou frauta ruda, nem que o velho amor de arruda me iluda, mas de tuba canora e belicosa, flauteie maviosa, sonora, e indecorosa. Que o peito acende e a cor ao gesto muda; multicolor não implorará à flor de arruda. Dai-me igual canto
aos feitos da famosa glória indizível da amada musa formosa. Gente vossa, que a Marte tanto
ajuda; marcianas, beladonas, ou Ana’s mudas; que se espalhe e se cante no Universo,
som mavioso, dom ativado no reverso. Se tão sublime preço cabe em verso. Grande
amor
distribuído ao universo. E vós, ó bem nascida segurança, sois vós a grandíssima aliança. Da Lusitana antiga liberdade, há tempo já passais daquela idade. E não menos certíssima esperança ao decorrer do tempo que se avança. De aumento da pequena Cristandade, transformai-vos em perene caridade.
Vós, ó novo temor da Maura lança, De olhar mouro, linda criança, maravilha fatal da
nossa idade, amor, verdade e sinceridade. Dada ao mundo por Deus, que todo o
mande,
porém,
muito além
o seu amor se expande.
Pêra do mundo a Deus dar parte grande.
Pêra, para, pára, pêra, que se dane,
que o todo se desmande ou desande.
São Camões perdoe a brincadeira.
Vós, tenro e novo ramo florecente, ou velho tronco de amor crescente. De hüa árvore, de Cristo mais amada pelo universo inteiro; idolatrada. Que nenhüa nascida no Ocidente, ao Mestre venha a ser comparada. Cesárea ou Cristianíssima chamada, pois, na estrada da vida há encruzilhadas; vede-o no
vosso escudo, que presente posto: futuro e passado se ausentem; vos amostra a vitória já passada, nes-
ta mui velhaca e contradizente encruzilhada, na qual vos deu por armas e deixou no calvário, dor de
frente e ironizou, as que Ele pera Si na cruz tomou); e as nossas dores de horrores apagou, em amor,
e pelo amor as transformou. Vós, poderoso Rei, cujo alto Império, Finalmente humildade, terra céu-mitério. O Sol, logo em nacendo, vê primeiro, Vossa sorte-morte, além do batistério. Vê-o também o
meio do Hemisfério, Luz do sol é maior do que seu império. E quando dece o deixa derradeiro; Os derradeiros serão os primeiros. Vós, que esperamos jugo e vitupério é melhor ser pobre do que interesseiro. Do torpe Ismaelita cavaleiro, irmão torto de José, Ismael foi bom guerreiro.
Do Turco Oriental e do Gentio
Sois do povo varonil, além
de serdes gentio-gentil.
Que inda bebe o licor do santo Rio: Brasileiro, sou um filho estrangeiro, que a vossa madre me pariu primeiro. Intrometido, de quem agora falo eu?
Será que procuro uma rima
Prometeu prometeu por cima.
Camões sois irmão mais velho,
e deste conservo sois o espelho!
Inclinai por um pouco a majestade sem
perder o repeito, tampouco, a potestade,
Que nesse tenro gesto vos contemplo,
Como se fora de Salomão colosso templo.
Que já vos mostra qual na inteira idade, há muito tempo já passásseis da puberdade. Subindo ireis ao eterno Templo, contrapondo o contratempo. Os olhos da real benignidade Livrar-vos-á da infame falsidade. Ponde no chão: vereis um novo exemplo após lutardes contra a força desse evento; de
amor dos pátrios feitos valerosos, quais tereis sempre no livramento como eternos; velhos
instrumentos. Em versos divulgado numerosos. Sois poeta de lusitanos formosos. Vereis amor
da pátria, não movido sem jamais perderes o bom sentido. De prémio vil, mas alto e quase eterno;
pois, ainda não haveis morrido. Que não é prémio vil ser conhecido, amor de inverno pelo qual sejais aquecido. Por um pregão do ninho meu paterno. Onde Deus seja louvado e sempiter. Ouvi:
vereis o nome engrandecido ao meditardes no senhorio eterno. Daqueles de quem sois senhor superno, tereis os céus, pois, já passásseis pelo inferno.
E julgareis qual é mais excelente, covis dessa terna gente indigente. Se
ser do mundo Rei, se de tal gente. Dos dois, fazendo-os simples parentes.
Ouvi: que não vereis com vãs façanhas, hombridade, igualdade em dor
tamanha. Fantásticas, fingidas, mentirosas dor havida numa vida religiosa, louvar os vossos, como nas estranhas, após, liberardes de ações tacanhas. Musas, de engrandecer-se desejosas: Apesar de ouvirdes coisas elogiosas, as verdadeiras vossas são tamanhas, revestísseis de tamanha artimanha. Que excedem
as sonhadas, fabulosas, segurança na pujança de vida airosa. Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro,
no comando e desmando fosseis o primeiro. E Orlando, inda que fora verdadeiro. Tudo isso tereis como
rei primeiro, pois, os tereis por travesseiros. Toda a grei por altaneiro. Por estes vos darei um Nuno fero,
e o tereis como amigo justiceiro. Que fez ao Rei e ao Reino tal serviço, dispensásseis o mais ínfimo capricho. Um Egas e um Dom Fuas, que de Homero fazem-vos arrepiar o corpo inteiro.
A cítara para eles só cobiço;
E a música tereis como serviço
Ravi Shankar futuro enguiço.
Pois polos Doze Pares dar-vos quero. Assim manter-vos-á com vosso elo.
Os Doze de Inglaterra e o seu Magriço. Por que chamásseis de Magriço tal caniço?
Dou-vos também aquele ilustre Gama. Coitado; de seu pedestal caiu de cama.
Que para si de Eneias toma a fama. Já passásseis prá lá de Taprobana.
Glória incomparável da amada Musa.
São Camões vossa mão não pára mais
de confundir o meu coração com paz,
peço a vossa licença para parar antes
que aqui jaza voando em suas asas.
pois, depois, continuaremos muito mais
e para concluir, à Musa peço escusas.
E a Camões: Sua bênção parnasiana.
jbcampos
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