Lista de Poemas
Por favor
e quando as armas se calaram
e os corpos se contaram,
jazias amigo, curvado
entre a vida e o sol posto.
Entranhas abertas,
gemido forte,
olhar vidrado
fixado na morte.
Máscara de sangue.
E foi então,
todo em tremor,
num ultimo estertor
abrindo a mão,
(esgar de dor),
me pediste;
por favor...
entrega isto
ao meu Amor.
(e de mansinho, lá te foste!!!)
e os corpos se contaram,
jazias amigo, curvado
entre a vida e o sol posto.
Entranhas abertas,
gemido forte,
olhar vidrado
fixado na morte.
Máscara de sangue.
E foi então,
todo em tremor,
num ultimo estertor
abrindo a mão,
(esgar de dor),
me pediste;
por favor...
entrega isto
ao meu Amor.
(e de mansinho, lá te foste!!!)
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Ciclo do Guerreiro
e já quando no fim da viagem
sua espada baixou,
não por medo,
sim por convicção,
da face do guerreiro
duas lagrimas brotaram.
uma de saudade,
não de vencido,
outra de esperança,
não de temor.
a de saudade...
salgada, como um imenso oceano
revolto e inteiro.
a de esperança...
doce, como o sorriso
meigo e confiante
de uma criança.
as duas...
uma salgada, a outra doce
fundiram-se,
e da face do guerreiro
uma só lágrima rolou,
não de tristeza, nem de dor.
uma lágrima...
de esperança.
sua espada baixou,
não por medo,
sim por convicção,
da face do guerreiro
duas lagrimas brotaram.
uma de saudade,
não de vencido,
outra de esperança,
não de temor.
a de saudade...
salgada, como um imenso oceano
revolto e inteiro.
a de esperança...
doce, como o sorriso
meigo e confiante
de uma criança.
as duas...
uma salgada, a outra doce
fundiram-se,
e da face do guerreiro
uma só lágrima rolou,
não de tristeza, nem de dor.
uma lágrima...
de esperança.
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Medieval
Dei por mim medieval,
escravo, senhor de foral,
feirante, bobo da corte
montado em cavalo real.
Viajei no espaço,
cavalguei o tempo,
dei a mão à morte,
sobrevivi à peste.
Partilhei com rameiras
a cama da ilusão,
dormi o sono dos justos,
guardei muito segredo,
fui enviado ao degredo
da minha solidão.
Assisti à execução
de tanto charlatão
alguns sem culpa formada
outros... por pouco mais que nada.
Pisei o risco,
virei do avesso
a capa da virtude.
Vendi de tudo,
galinhas, porcos, marrecos,
cabritos, borregos, vitelas,
donzelas, de entre elas
algumas mal guardadas
por cintos de castidade
sem prazo de validade.
Merquei ainda
esticadores pós colarinhos
e camisas bem bordadas
por mãos alvas de lindas fadas.
Saltei por muitas eras,
entrei em muitas guerras
perdi muitas batalhas.
Fugi à inquisição,
vesti muitas mortalhas.
Travei muitos duelos
por ter amado mulheres
de nobres cavaleiros
e a honra lhes ter manchado,
porque apanhado quando sujeito,
em horas de aflição,
com as calças numa mão
segurando na outra o bordão
já dobrado e sem tesão,
e então?
Foi assim aquela noite
de sonho e ilusão,
e que quando ao acordar,
ainda tentei, mas em vão,
continuar a sonhar.
escravo, senhor de foral,
feirante, bobo da corte
montado em cavalo real.
Viajei no espaço,
cavalguei o tempo,
dei a mão à morte,
sobrevivi à peste.
Partilhei com rameiras
a cama da ilusão,
dormi o sono dos justos,
guardei muito segredo,
fui enviado ao degredo
da minha solidão.
Assisti à execução
de tanto charlatão
alguns sem culpa formada
outros... por pouco mais que nada.
Pisei o risco,
virei do avesso
a capa da virtude.
Vendi de tudo,
galinhas, porcos, marrecos,
cabritos, borregos, vitelas,
donzelas, de entre elas
algumas mal guardadas
por cintos de castidade
sem prazo de validade.
Merquei ainda
esticadores pós colarinhos
e camisas bem bordadas
por mãos alvas de lindas fadas.
Saltei por muitas eras,
entrei em muitas guerras
perdi muitas batalhas.
Fugi à inquisição,
vesti muitas mortalhas.
Travei muitos duelos
por ter amado mulheres
de nobres cavaleiros
e a honra lhes ter manchado,
porque apanhado quando sujeito,
em horas de aflição,
com as calças numa mão
segurando na outra o bordão
já dobrado e sem tesão,
e então?
Foi assim aquela noite
de sonho e ilusão,
e que quando ao acordar,
ainda tentei, mas em vão,
continuar a sonhar.
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