Lista de Poemas
Enquadros
Sebastião
fotografado
deu-se ao infinito
como retrato
a história
enquadrada
arquiva imagens
na madrugada
Sebastião
agora sem máquina
fotografa o mundo
com a alma
Rasuras do tempo
o tempo
rasurado
flagra a vida
veia material
via magra
história consentida
contração humana
contrato assentido
das vias de fato
escondidas
o habeas corpus do tempo
cabe inteiro nas avenidas
Laços da palavra
a verve
do poema
é só um laço
palavra posta
em seu alarde
de parecer cedo
quando tarde
ou de rir o verbo
em seu brincar-se
ou de gritar o mundo
nas dores da arte
ou de desenhá-lo
nas curvas da palavra
modos em fala
a palavra
como grito
arquiva o homem
nos sentidos
molotov verbal
dá-se ao rito
explosão de si
inconsumida
o verbo como arma
no trânsito humano
aguarda, ainda sonoro,
o silêncio do mundo
Vazão humana
na verdade
ser indivíduo
é estar na vida
sempre coletivo
tudo que é só
flagra a compostura
do que agride a si
como fosse luta
a competição
posta em tudo
é só negação
das vias do mundo
ao homem cabe ser todos
com todos em tudo
Via humana
quando há vida
a matéria insiste
restar-se tanta
quando a crise
rastros do tempo
grávido lapso
imanência humana
em seus saltos
via intrínseca
dessa necessidade
de ter-se militante
da liberdade
Caminhos e atos
a vida
quando estrada
inventa passos
lendas da alma
consumi-la em tanto
habita-la
construí-la em todos
como arma
inundar o mundo
de suas falas
as postas nos fatos
as vindas da alma
humano itinerário
intrusa
como tanta
largue-se a vida
nessa sanha
forja do tempo
marcha coletiva
humana construção
múltipla, íntima
rasgo itinerante
matéria em fuga
ruas da paz
nos passos da luta
a vida diz encruzilhadas
nos comícios que decida
Caminhares
vastos
dormem passos
rasgos humanos
compassos
geometrias cênicas
das faces
discursando a vida
na vontade
estradas invisíveis
de quem sabe
transitar em si
um jeito de liberdade
ainda que o mundo
nem se caiba
Notívaga manhã
nos ombros
do horizonte
a manhã dizia
todo tempo que podia
um abraçar do espaço
como dia
a noite, vencida,
enchia o tempo do homem
ainda entristecido
a manhã tentava brilhar,
em armistício
tudo que era tempo
jazia nos sentidos
ainda como alvorada,
no homem como esquecida
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.