Lista de Poemas

Do primeiro amor... (soneto duplo)

Do primeiro amor... (soneto duplo)

Do primeiro amor, ninguém esquece
É sentimento que na vida inteira cresce
Na alma que ama, o coração floresce
Sentimento intenso que não perece

É esse amor eterno, verdadeiro
Que a alma alimenta no braseiro
Mantendo na memória do primeiro
Condição dum digno cavalheiro

E este sentimento é tão profundo
Que em qualquer lugar deste mundo
O primeiro amor é o mais fecundo

Feliz daquele que recebe a benção
Sacramental da eterna união,
Sentimental desejo do coração !

II

Todavia, por certos contratempos
Outros, tão divergentes da vontade
Não que seja por meros passatempos
Perde-se o amor primeiro, vem saudade

Esta infinda, trazendo a nostalgia,
Preso à memória o desejo aceso,
Querendo o primeiro amor a cada dia
Como se pudesse voltar ao que é defeso

Tristeza, dor e sofrimentos mil
Ao sentir no peito amor intenso
Sem puder ser ao grande amor servil

É o amor que a alma não esquece,
Nem o coração o deixa suspenso
Passa a vida inteira, e não perece !

Porangaba, 13/03/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 155

Peregrino do amor !

Peregrino do amor !

Os anos se passaram lentamente
E nessa lentidão meu sofrimento
Aumentou dia a dia, certamente
P'lo tempo consumindo minha mente.

Da memória, nunca tu foste tirada,
Só lembranças, não bastam ao coração
Para mim, foste a eterna namorada,
Fonte de toda minha inspiração.

Tempos impossíveis de esquecê-los
Que firmaram em mim sensível paixão,
Está difícil agora removê-los !

Não queiras, em desejos envolvê-lo,
Deixa refugiar-me no pobre coração;
Não quero sofrer novos pesadelos !

São Paulo, 08/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Vingar-me-ei !

Vingar-me-ei !

De tão frágil, o amor que prometeste
Durou pouco, muito cedo se acabou.
Foi igual às flores, que um dia tu me deste
Numa semana, o seu viço terminou.

Eterno amor, dizias tu, nessa conquista
Qu'não passou de inconsequente aventura,
Depois que me usou, nem disse... até à vista
Esqueceu logo, desse momento de ventura.

De ti, conservo no peito, só amargura
Que guardarei num escrínio pequenino
Até que possa levar à tua sepultura.

E junto ao pó dessa múmia, depositarei,
O pó do escrínio, guardado em meu destino
E assim, de teu espírito, vingar-me-ei !

São Paulo, 21/01/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 133

Súplica de Amor

Súplica de Amor


Não quero viver de sonhos, nem de fantasias
Pra o meu coração, já chega de saudades
Quero uma vida de amor, repleta de poesias
Por isso amor, dá-me essa felicidade

Já sinto na primavera, o germinar das flores
O sol irradiando sua luz e calor,
Dos cravos e das rosas, sinto seus olores
No meu peito, o fascínio pelo amor !

Abriga nos teus braços esta paixão
Quero concretizar em ti este desejo,
De possuir o teu amor no coração,

Oh! criatura linda... que eu tanto almejo
O meu desejo não deixes passar em vão,
Pois tu, sabes ser este meu único ensejo !

São Paulo, 02/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Esboço duma reflexão

Esboço duma reflexão

I

Há quem não ache bem que o satisfaça
E percorra infeliz o mundo afora
Encontra o ludíbrio e a desgraça
E por cada lugar que passa, chora.

Foi vendo um agricultor venturoso;
Que perguntou a razão dessa alegria
Voltando-se, respondeu todo orgulhoso
Planto, semeio e crio, todo o dia

Ao contrário de você, que nada faz
Nem vê florescer a natureza
Por isso, ignora dela a sua paz

Se exaspera nos meandros da tristeza
Ao invés de como eu, contemplar os céus
Olhar a imensidão deste mundo de Deus !

II

Foi refletindo nas rudes palavras
Do venturoso matuto camponês,
Que, o finório filosofar deu abas
A elucidar a cega ambição de vez

E de um sujeito rude, ignorante
Recebeu ensinamentos de valor
Despertando sua alma dissonante
Volveu o olhar ao grande Criador

A ingrata e dura vida que levava
Passou a ser gratidão e brandura
Vendo a felicidade e a formosura

Nos lugares que anteriormente
O enfadavam de tédio e fastio
Passando a viver feliz e contente !

Porangaba, 07/04/2013 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Como o néctar,

Como o néctar,

Teus lábios do que jaspe mais vermelhos
São o néctar, que deu vida a meu amor
Só de ver-te, já não me sentia velho
Porque enchias meu peito de ardor,

Quisera eu, que teu coração palpitasse
Por sentimento terno igual ao meu
Talvez de amor, então não brincasses
Com quem por ti, de paixão quase morreu

Meu peito, eternamente magoado
Minha alma pisada, contundida
Sem puder ter de novo a meu lado

O amor de lábios mais rubros, que já vi
Querida, é triste dizer-te, mas direi
Que desta vez, para sempre eu parti !

São Paulo, 28/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Na vida da gente

Na vida da gente

Na vida da gente quando tudo desanda
A gente não vê nada mais a seu redor,
O coração parece ter um estertor
A alma, tal roupa estendida na varanda,

Sendo arremessada ao sabor do vento,
Pedindo passagem ao corpo tão sofrido
Em que o verbo amar é surpreendido
E perde as estribeiras pelo sofrimento.

A gente desatina, endoidece, sufoca
Tudo parece desproporcional,
De desconforme a antinatural,

Até o silêncio, estoura igual pipoca,
Nada pra gente parece natural
Perdendo o equilíbrio, entre o bem e o mal !

São Paulo, 01/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Caprichos da imaginação ...

Caprichos da imaginação ...

Busco com palavras mostrar ao mundo,
Na beleza da vida o que é fundamental
E que o amor em par, é o mais profundo
Bem, que existe no reino animal.

Nos mais de mil versos pobres, singelos,
Tenho procurado dita beleza mostrar,
E nessa espontaneidade, entre os belos
Meus versos, mal podem se destacar.

Essas musas desde criança me fascinam
E determinam o comportamento poético,
Minh' alma, fácil, fácil a dominam.

E surgem palavras bailando na mente
Chego à conclusão não ser genético
Mas sim, fruto gerado do omnipotente !...

São Paulo, 03/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Estro de amor

Estro de amor

O estro de amor, que era só ventura
Albergue de amizade e de ternura,
Desfez-se igual a nuvem de fumaça
Deixando em si, um rastro de desgraça.

Naquele tempo minh'alma inebriada
Ao prazer e doçura era arrastada,
Dando ensejo e graça aquele cotejo
Sem vislumbrar razão de tal desejo.

Com que amargura, hoje te enxergo
Quando pela idade a cerviz envergo.
- Passou o tempo d'aquela intimidade.

Sorte cruel !... onde na mágoa triste,
Curto meu fado, fingindo que não existe
No ninho de amor, deslealdade !

São Paulo 18/01/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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O nada sou eu !

O nada sou eu !

Não tem quem console o meu coração
Minha alma está triste e pede perdão
Nas sombras da vida, o nada sou eu
O ontem foi hoje, o hoje morreu.

Talvez outro dia, ele seja o amanhã
E a essência da vida me alegre, louçã
A angústia que tive, o vento levou
Das mágoas que tive, nenhuma restou !

A dor que trespassou meu coração
Da paixão imortal, não se apaga
Hoje, cansado, beirando o caixão,

Desiludido da vida que me frustro
Dum grande amor, deixo ao fio d'adaga,
O último suspiro, que em mim restou !

São Paulo, 10/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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