Glorioso Sol
Glorioso Sol
Ó linda estrela que fulguras
No grande infinito sem fim
Cedes luz às noites escuras
De dia, iluminas o jardim
Tu, és uma estrela que brilha
Num intenso clarão fecundo
Com milhões de anos tua trilha,
Fascina natureza e mundo.
Dás vida aos prados e às flores
Despertas a vida na terra.
As aves gorjeiam, e dás cores
Às sebes e às matas da serra
No pomar, a fruta amadura
Quando no horizonte te elevas
A natureza canta a fartura
Mal teus raios rasgam as trevas
A vida, a cada nova aurora,
Renasce cheia de esperança
Tu, és a vida que aflora
Do mundo, alegria e pujança
Ó, glorioso Sol desta vida
Que a deslumbras e aqueces
Que jamais seja enfraquecida
A nobre luz, que nos ofereces
São Paulo, 19/07/2013
Armando A. C. Garcia
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do imenso mar
...do imenso mar
Com certa magia a lua reflete
Nas águas profundas do imenso mar
Quase sem vento a luz se inflecte
Na luz que do céu, provém do luar
Certa fragrância, as ondas carregam
Na praia deserta, suspiros sem fim...
Nas areias da praia, que tudo abnegam
Um cheiro tão doce, parece jasmim
Noite tão calma, silêncio profundo
Caminha sozinho, na praia jardim
Sem violar sossego, nem paz ao mundo
Curtindo a mágoa do fim de um amor
Nas águas do mar, deságua por fim
As dores que mutilam, aquele sonhador !
São Paulo, 18/07/2013
Armando A. C. Garcia
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Dói-me ver-te
Dói-me ver-te
Dói-me ver-te com a alma entalhada
Entre as efêmeras teias da mentira
A natureza espiritual estraçalhada
Tal sombra perdida, que não se retira
Conquanto a dardejares impropérios
Blasfemando imprecações duvidosas
- Não te trarão alívio, ou refrigério
Enquanto tuas obras não forem virtuosas
Dói-me ver-te no ancoradouro do destino
Qual barco sem forças de singrar o mar
Que fica atracado no cais e sem tino
E que de lá não sai, nunca, nunca mais.
Esquecendo que seu destino é navegar.
Não quero mais ver-te, ancorada no cais !
Porangaba, 14/06/2013
Armando A. C. Garcia
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O poeta
O poeta
O poeta, não tira poesias da cartola
As tira do pensamento, da reflexão,
Da fantasia, sonho, imaginação
E sempre o poeta as tira da cachola
Que a perene e imortal, musa Érato
Com sua inesgotável inspiração
Ajude a construir repleto de emoção
A tela que a seu ver, é fiel retrato !
Porangaba, 10/06/2013 (Dia de Camões)
Armando A. C. Garcia
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Acima do cós do vestido
Acima do cós do vestido
Não serão as mentiras porventura,
As causas desse anseio desmedido
Agregadas ao estoicismo da figura
Que emerge acima do cós do vestido
Fitando no meu sonho teu retrato
Na lucidez interior do pensamento
Ardo na imagem desse corpo abstrato
Na vastidão da convulsão qu’acalento
Escondida na sombra da saudade
Onde guardo sua imagem capitosa
Estacionada na proa da verdade
Se bisonha, acaso minha ventura
Do sonho daquela imagem cobiçosa,
Que trescala, todas telas da pintura !
Porangaba, 12/06/2013
Armando A. C. Garcia
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Esperando o teu amor,
Esperando o teu amor,
Esperando o teu amor,
Foram-se os dias de mim
Foi-se a força e o vigor
Tudo na vida por fim
Como a águia de rapina
Que voa na imensidão
É tão triste a sua sina,
Como o foi, sua ilusão
Voa alto o pensamento,
Com ele a imaginação
Tudo na vida é momento
Aproveite a ocasião
O tempo, não se duplica
Nem se guarda no vazio
Nem a soma se aplica
Ao que o perdeu, de vadio
Esperando o teu amor
O tempo me consumiu
Sou um corpo, sem valor
Nuvem que ninguém viu
Que a drástica incerteza
O tempo não perdoou
Perdoa a rude franqueza
Ninguém, como eu te amou !
Porangaba, 12/06/2013
Armando A. C. Garcia
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Natureza morta
Natureza morta,
Imagem da própria natureza morta,
Figura que nem o sol a reconforta
O tempo é inimigo incomplacente
Corrói a matéria e a deixa doente
Minada a saúde da criatura
Tombando como a noite escura
Infiltra-se na sua alma dorida
Uma tristeza amarga indefinida
Sua outrora admirável figura
Não é mais que a sombra do passado
Desmaiada por cândidas aventuras
Ó natureza, como a tal consentes
Qu’em nódoa escura seja sepultado
O viço de outrora, nos presentes !
Porangaba, 24/06/2013
Armando A. C. Garcia
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Encantadora Mulher !
Encantadora Mulher !
Tinha um magnetismo sedutor
Força vital de enlevar ao amor
Encantadora, suave formosura
Linda e de angelical candura
Tinha odor de substancial fragrância
Ponto fundamental à substância.
O coração puro, virginal, santo,
Para dormir, ninado em seu manto
Tinha tudo, que um homem almeja
Dotada de beleza e muito encanto
Mulher, de na rua fazer inveja.
Eu, correria a natureza inteira
À procura d’outra, de igual encanto
Que inda estivesse livre e solteira !
Porangaba, 24/06/2013
Armando A. C. Garcia
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Convulsões Nacionais
Convulsões Nacionais
O povo está descontente, enfurecido
Vez que, tudo que lhe foi prometido
Foi-lhe negado pelo legislativo
Que só quer seu voto, seu voto ativo
Em turbas invadem toda nação
Alvoroço, tumulto, confusão
A depredação mostra o descontento
O parco salário, mal dá pro alimento
Consecutivos aumentos de preços
Têm gerado descontento, desapreços
Nosso povo já está desiludido
De tanto discurso, nunca cumprido
Certamente os políticos se esquecem
Promessas, prometidas, esvaecem
Porque uma vez eleitos, são excelências
Nós, pra eles, meramente as excrescências
Soa o grito de espanto e desabafo
A nação se alvoroça, solta o sarrafo
A polícia intervém e mais se agita
O povo pelas ruas clama e grita
O governo faz ouvidos de mercador
Não quer de seu povo ouvir o clamor
Agigantam-se a cada dia passeatas
O povo quer passagem mais baratas
Quer menos corrupção, mais punição
Quer ver punido de verdade o mensalão
Menos gastos, melhoria e prevenção
Na saúde, segurança e educação
Porangaba, 18/06/2013
Armando A. C. Garcia
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Prosaica comparação
Prosaica comparação
Oculta o sofrimento à natureza
Do negro pesar triste e profundo
Arrancado à felicidade do mundo
Na estrada palmilhada de tristeza
Oculta que tua alma entristecida
No desalento que aniquila a alma
E nesse abatimento, tenha calma
Aguarda no além contrapartida
Abstraindo desse termo o abstrato
À unicidade d’alma está ligada
Leitor, não fique pois estupefato
Com a doutrina da reencarnação
Circunstância que ora foi projetada
Nesta mais prosaica comparação !
Porangaba, 23/06/2013
Armando A. C. Garcia
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