Lista de Poemas
Do Palhaço Trágico
Nem artista, nem amador.
Mais um humorista pra trazer discórdia.
Tanta carne ferida, tanta dor.
Traga mais um copo dessa água-ardente.
Pra eu me embriagar na praça pública.
E depois ganhar o sobrenome "vagabundo".
Sem Temer o estrondo de toda a torcida.
Que por mim passa, e acha graça da minha arruaça.
No meu peito um solo encandeia a frente.
Meio intransigente desafógo as sinas.
Junto com a desgraça é que eu acho graça.
Tanto com a cachaça, como com o sol matutino.
Não me determino porque estou ciente.
Mas tem muita gente que o coro arranca.
Tanto esse pilantra velho coração.
Trago sorridente como uma pedra.
Quando antigamente era convincente.
Medo me tomava da cabeça aos pés.
Eram os quarteis traças sobre a nação.
Tempos de são joão eu inté dancei.
Fora do meu tempo, dentro da oneração.
Quem dirá do sonho do clarão da lua.
Quero você nua só mais uma vez.
Canto a cantiga do beija-flor que me viu passar.
Quero despertar desse absurdo.
Que amo eternamente sem me questionar.
Trago no meu peito com tanta mesura.
Tudo que há na terra, a raiz do mar.
Tudo me ilumina pra me navegar.
Do profundo ao mais curto abismo ei de atravessar.
Nessa melodia vivo como andarilho.
Grite coração e se esgoele.
Viva e se deixe experimentar.
Nada é mais belo que a natureza.
Vivo a procura de me encontrar.
Dobro os meus joelhos a este divino devir.
Bêbado, palhaço, cura-céu, deves me direcionar.
Trágico na morte desta vida, quero ela mesma, linda traquina vida.
E até o fim me projetiá.
Mais um humorista pra trazer discórdia.
Tanta carne ferida, tanta dor.
Traga mais um copo dessa água-ardente.
Pra eu me embriagar na praça pública.
E depois ganhar o sobrenome "vagabundo".
Sem Temer o estrondo de toda a torcida.
Que por mim passa, e acha graça da minha arruaça.
No meu peito um solo encandeia a frente.
Meio intransigente desafógo as sinas.
Junto com a desgraça é que eu acho graça.
Tanto com a cachaça, como com o sol matutino.
Não me determino porque estou ciente.
Mas tem muita gente que o coro arranca.
Tanto esse pilantra velho coração.
Trago sorridente como uma pedra.
Quando antigamente era convincente.
Medo me tomava da cabeça aos pés.
Eram os quarteis traças sobre a nação.
Tempos de são joão eu inté dancei.
Fora do meu tempo, dentro da oneração.
Quem dirá do sonho do clarão da lua.
Quero você nua só mais uma vez.
Canto a cantiga do beija-flor que me viu passar.
Quero despertar desse absurdo.
Que amo eternamente sem me questionar.
Trago no meu peito com tanta mesura.
Tudo que há na terra, a raiz do mar.
Tudo me ilumina pra me navegar.
Do profundo ao mais curto abismo ei de atravessar.
Nessa melodia vivo como andarilho.
Grite coração e se esgoele.
Viva e se deixe experimentar.
Nada é mais belo que a natureza.
Vivo a procura de me encontrar.
Dobro os meus joelhos a este divino devir.
Bêbado, palhaço, cura-céu, deves me direcionar.
Trágico na morte desta vida, quero ela mesma, linda traquina vida.
E até o fim me projetiá.
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Doce buscar!
A vida não tem replay, não tem receita,
É toda vez nova vez;
Sem uma técnica, teoria que possa fim-dar.
Por causa disso, crie sua própria filosofia, teoria,
Pro agora, pra esse teu salutar...
Com toda arte que for,
Com todo amor, amando a cada sopro, ventania
aceitando-se inclusive no errar..
Não existe uma solução fresquinha para nossas vidas,
Nada se encontra já dada;
É uma infindável conquista,
Que só eu mesmo posso, como posso!
É toda vez nova vez;
Sem uma técnica, teoria que possa fim-dar.
Por causa disso, crie sua própria filosofia, teoria,
Pro agora, pra esse teu salutar...
Com toda arte que for,
Com todo amor, amando a cada sopro, ventania
aceitando-se inclusive no errar..
Não existe uma solução fresquinha para nossas vidas,
Nada se encontra já dada;
É uma infindável conquista,
Que só eu mesmo posso, como posso!
👁️ 296
Na altivez do que amortece..
Eu vou descer dessa perdição
Quero desconjurar essa visão
Essa adoração já desgastada do tempo
Envelhecida, proibida de nova perspectivação...
Vou seguir a onda desse mar
Um cigano me indicou seguir
À ventania desse ar
Disse lendo minha mão...
Vou criar a onda
Que eu mesmo vou surfar
Até fim-dá
No sentido que deságua esse mar...
Quero desconjurar essa visão
Essa adoração já desgastada do tempo
Envelhecida, proibida de nova perspectivação...
Vou seguir a onda desse mar
Um cigano me indicou seguir
À ventania desse ar
Disse lendo minha mão...
Vou criar a onda
Que eu mesmo vou surfar
Até fim-dá
No sentido que deságua esse mar...
👁️ 328
Eu sou!
Sou tão pouco como nada.
Assim como um sumo total.
Sou ao mesmo tempo que nada tudo.
Sou em todas as medidas e dimensões o tudo e o nada.
Assim como um sumo total.
Sou ao mesmo tempo que nada tudo.
Sou em todas as medidas e dimensões o tudo e o nada.
👁️ 436
Minha pia virou bordel
Minha pia de rosto virou bordel,
Lá eu lavo minhas louça suja
E também minhas mãos enterreada do meu verde mato,
É onde lavo minha roupa, desgraçada!
Como é difícil de lavar
E com toda força tento tirar o grude que fica das minhas An-Danças por este mundo.
É também o mesmo lugar onde arquiteto minha barba,
É uma raridade não me cortar.
É, a cada novo dia mais um hobby pra essa pia...
Mas eu é que tô dando fé agora do tanto de coisa que eu fazia lá,
E pra essa agonia não acabar,
Ponho uma musica do Chico pra essa tal tristeza não me embrutar..
Lá eu lavo minhas louça suja
E também minhas mãos enterreada do meu verde mato,
É onde lavo minha roupa, desgraçada!
Como é difícil de lavar
E com toda força tento tirar o grude que fica das minhas An-Danças por este mundo.
É também o mesmo lugar onde arquiteto minha barba,
É uma raridade não me cortar.
É, a cada novo dia mais um hobby pra essa pia...
Mas eu é que tô dando fé agora do tanto de coisa que eu fazia lá,
E pra essa agonia não acabar,
Ponho uma musica do Chico pra essa tal tristeza não me embrutar..
👁️ 288
Aos sentidos!
Tudo é belo nesta vida nêga,
Até mesmo o medonho desconhecido,
Grotesco em seu estampido.
Diremos então que é honra conhecer,
Despeça-se e finde sua hora, se poderes,
Ou tudo é certo se fazer;
Arque com a responsabilidade da escolha que fizeres.
Até mesmo o medonho desconhecido,
Grotesco em seu estampido.
Diremos então que é honra conhecer,
Despeça-se e finde sua hora, se poderes,
Ou tudo é certo se fazer;
Arque com a responsabilidade da escolha que fizeres.
👁️ 379
Movimento. Arte.
Em mim mesmo há um enorme monumento,
A saber, o amor à vida;
A paixão, ao simples e complexo fato
De que em tudo há ação, movimentação, resistência, tensão.
A arte está em tudo, e fora propriamente de tudo,
Não está em lugar nenhum e surge destoando,
Des-sendo o que um dia houve-se a ilusão de ser.
A saber, o amor à vida;
A paixão, ao simples e complexo fato
De que em tudo há ação, movimentação, resistência, tensão.
A arte está em tudo, e fora propriamente de tudo,
Não está em lugar nenhum e surge destoando,
Des-sendo o que um dia houve-se a ilusão de ser.
👁️ 347
Sobre o cântico dos grilos.
Não são grilos que gritam antes de você dormir,
Eles não podem ter culpa de você querer ouvi-los,
Pois os grilos não podem ser culpados do seu inquietante ouvido,
Adaptando-se ao "teu silencio".
Eis que não é viável o descanso,
Ou quem sabe em insistência seja.
Eles não podem ter culpa de você querer ouvi-los,
Pois os grilos não podem ser culpados do seu inquietante ouvido,
Adaptando-se ao "teu silencio".
Eis que não é viável o descanso,
Ou quem sabe em insistência seja.
👁️ 356
Aos enganadores!
Eis um aviso aos bestiais pregadores da verdade
E pois, por este aspecto particular, negadores da vida;
Vós são dissimulados, mentirosos e no menor insulto enganadores.
Pois ao que se diz respeito a nossa condição humana não há verdade
Nem mentira que seja válida para todos,
Vós também sois enganados e negado a vida e sua dança ventosa,
Uma épica rigidez de coração,
Estes foram mal adestrados,
Tendo em vista que poderiam ter um melhor adestramento.
E pois, por este aspecto particular, negadores da vida;
Vós são dissimulados, mentirosos e no menor insulto enganadores.
Pois ao que se diz respeito a nossa condição humana não há verdade
Nem mentira que seja válida para todos,
Vós também sois enganados e negado a vida e sua dança ventosa,
Uma épica rigidez de coração,
Estes foram mal adestrados,
Tendo em vista que poderiam ter um melhor adestramento.
👁️ 562
De um impulso.
Eu sou um astro,
Uma hora eu nasço
Outra eu me ponho!
Sou um tigre que com um sopapo
Desmorona a estrutura
E depois relaxo.
Sou a partida e a estrada
O caminho e a encruzilhada
Sou o tudo e sou o nada.
Sou aquele que morre e nasce a todo instante,
Sou o equilíbrio inconstante.
Uma ventania obnubilante.
Uma hora eu nasço
Outra eu me ponho!
Sou um tigre que com um sopapo
Desmorona a estrutura
E depois relaxo.
Sou a partida e a estrada
O caminho e a encruzilhada
Sou o tudo e sou o nada.
Sou aquele que morre e nasce a todo instante,
Sou o equilíbrio inconstante.
Uma ventania obnubilante.
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