Lista de Poemas
Poema: meus Escantilhões
Elaborado em toda esta rudeza
ferro teima e talha
depois arqueja
petrifica a rubrica
cartas ordenadas à penteadeira
beijo doce ignorado
suspensos os tapetes em varal
suspensos onde pisastes
jurastes a si mesmo
seu letárgico
Inarmônico
áspero
liminar de réguas e medidas
tua medida
eu na medida da Minha medida
foda-se
esta é minha porta
se quiseres entre
a montanha russa aguarda
leitos de nuvem idem
regras áureas mas
dos meus escantilhões
agora aquieta-te
meu amor
perca-se em minhas esquinas
Poema: meus Escantilhões
Andrea Pereira Horne
ferro teima e talha
depois arqueja
petrifica a rubrica
cartas ordenadas à penteadeira
beijo doce ignorado
suspensos os tapetes em varal
suspensos onde pisastes
jurastes a si mesmo
seu letárgico
Inarmônico
áspero
liminar de réguas e medidas
tua medida
eu na medida da Minha medida
foda-se
esta é minha porta
se quiseres entre
a montanha russa aguarda
leitos de nuvem idem
regras áureas mas
dos meus escantilhões
agora aquieta-te
meu amor
perca-se em minhas esquinas
Poema: meus Escantilhões
Andrea Pereira Horne
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Poema Peraltice
O fragmento de osso
Trincado na segunda costela
pequeno trincado "curado" ganhou
nova função para dias de chuva
Ela avisa
Se temperaturas caem
E avisa.
Quando a chuva cai
Avisa quando respiro errado
Avisa quando viro-me do lado
Algumas vezes
anos assim
Desde quando joguei-me
À mobília pontiaguda
Este esconde esconde não
Fora bem vindo aos 15 anos
Doeu-me o tórax inteiro e
Toda inércia que manteve-me
Assustada. Congelada em choro
dificuldade de movimento
Este esconde esconde não
Foi adequado aos 15 anos
Perdi no pique esconde e
Adquiri um
bom instrumento meteorológico
Poema peraltice
Andrea Pereira Horne
Trincado na segunda costela
pequeno trincado "curado" ganhou
nova função para dias de chuva
Ela avisa
Se temperaturas caem
E avisa.
Quando a chuva cai
Avisa quando respiro errado
Avisa quando viro-me do lado
Algumas vezes
anos assim
Desde quando joguei-me
À mobília pontiaguda
Este esconde esconde não
Fora bem vindo aos 15 anos
Doeu-me o tórax inteiro e
Toda inércia que manteve-me
Assustada. Congelada em choro
dificuldade de movimento
Este esconde esconde não
Foi adequado aos 15 anos
Perdi no pique esconde e
Adquiri um
bom instrumento meteorológico
Poema peraltice
Andrea Pereira Horne
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Poema Ana Amélia
É Ana Amélia quem visita-me
é Ana Amélia
visita-me às 2 da tarde
e depois às 22
depois, não diz-me
é a mesma que implora -me a soma
depois multiplica
Esta mesma
pelo vão dos dedos ela sua
pela abóboda do tempo ela,
inverte-se
há um plano B na mente desta rapariga
nunca existiu o plano A
sorri como quem,
não pode fazê-lo toda a vida
balbucia como quem,
conheceu a mudez
e as penitências
as pisadas demoníacas das crianças tolas
as cuspidas dos adultos fartos
fartos de insensatez
É Ana Amélia quem beija-me a face
minhas mãos, meus ouvidos
é ela
é ela quem costura o tempo
com linhas de cipó
e no outro dia
com linhas de folhas de bananeira
observa a lua
e canta as brisas
Andrea Pereira Horne
é Ana Amélia
visita-me às 2 da tarde
e depois às 22
depois, não diz-me
é a mesma que implora -me a soma
depois multiplica
Esta mesma
pelo vão dos dedos ela sua
pela abóboda do tempo ela,
inverte-se
há um plano B na mente desta rapariga
nunca existiu o plano A
sorri como quem,
não pode fazê-lo toda a vida
balbucia como quem,
conheceu a mudez
e as penitências
as pisadas demoníacas das crianças tolas
as cuspidas dos adultos fartos
fartos de insensatez
É Ana Amélia quem beija-me a face
minhas mãos, meus ouvidos
é ela
é ela quem costura o tempo
com linhas de cipó
e no outro dia
com linhas de folhas de bananeira
observa a lua
e canta as brisas
Andrea Pereira Horne
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Poema Rio de Vida
Meu amanhecer,
incógnita em luz
Mártir encerrada
Na vitória do nada
É que me faltam
A claridade das ideias
E depois disso,
As congruências
E depois disso
Mais adiante
Um pouco de juízo
E mais adiante ainda
Disciplina
E como se não bastasse
O encalço das horas
Aflige
Esperneio
Vou pela encosta
Aprisiono - me
Deflago em substâncias
Aniquilo veraneios
Substancio os medos
A roda, que roda
Que gira. Que gira
Não me leva à nada
Pronto
Quebrei o leme
Terá que ser de braçadas
Poema : Rio de Vida
Andrea Pereira Horne
incógnita em luz
Mártir encerrada
Na vitória do nada
É que me faltam
A claridade das ideias
E depois disso,
As congruências
E depois disso
Mais adiante
Um pouco de juízo
E mais adiante ainda
Disciplina
E como se não bastasse
O encalço das horas
Aflige
Esperneio
Vou pela encosta
Aprisiono - me
Deflago em substâncias
Aniquilo veraneios
Substancio os medos
A roda, que roda
Que gira. Que gira
Não me leva à nada
Pronto
Quebrei o leme
Terá que ser de braçadas
Poema : Rio de Vida
Andrea Pereira Horne
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