Poema Ana Amélia
É Ana Amélia quem visita-me
é Ana Amélia
visita-me às 2 da tarde
e depois às 22
depois, não diz-me
é a mesma que implora -me a soma
depois multiplica
Esta mesma
pelo vão dos dedos ela sua
pela abóboda do tempo ela,
inverte-se
há um plano B na mente desta rapariga
nunca existiu o plano A
sorri como quem,
não pode fazê-lo toda a vida
balbucia como quem,
conheceu a mudez
e as penitências
as pisadas demoníacas das crianças tolas
as cuspidas dos adultos fartos
fartos de insensatez
É Ana Amélia quem beija-me a face
minhas mãos, meus ouvidos
é ela
é ela quem costura o tempo
com linhas de cipó
e no outro dia
com linhas de folhas de bananeira
observa a lua
e canta as brisas
Andrea Pereira Horne
é Ana Amélia
visita-me às 2 da tarde
e depois às 22
depois, não diz-me
é a mesma que implora -me a soma
depois multiplica
Esta mesma
pelo vão dos dedos ela sua
pela abóboda do tempo ela,
inverte-se
há um plano B na mente desta rapariga
nunca existiu o plano A
sorri como quem,
não pode fazê-lo toda a vida
balbucia como quem,
conheceu a mudez
e as penitências
as pisadas demoníacas das crianças tolas
as cuspidas dos adultos fartos
fartos de insensatez
É Ana Amélia quem beija-me a face
minhas mãos, meus ouvidos
é ela
é ela quem costura o tempo
com linhas de cipó
e no outro dia
com linhas de folhas de bananeira
observa a lua
e canta as brisas
Andrea Pereira Horne
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