Poema Rio de Vida

Meu amanhecer, 
incógnita em luz
Mártir encerrada
Na vitória do nada

É que me faltam 
A claridade das ideias
E depois disso, 
As congruências

E depois disso
Mais adiante
Um pouco de juízo
E mais adiante ainda
Disciplina

E como se não bastasse
O encalço das horas 
Aflige

Esperneio
Vou pela encosta
Aprisiono - me

Deflago em substâncias
Aniquilo veraneios
Substancio os medos

A roda, que roda
Que gira. Que gira
Não me leva à nada

Pronto
Quebrei o leme

Terá que ser de braçadas

Poema : Rio de Vida

Andrea Pereira Horne
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