Lista de Poemas
poeira sigo até ao teu cais
não, não me digas
onde ficou o princípio
é já meia a travessia
e o cansaço adia-me o fim
acumulados em mim
os dias escritos à pressa
permanecem incolores
neles a ilusão sempre se conjugou
na primeira pessoa
única
num cais por descobrir
[ _______________ah! Sonho
(como Sonho!)
esse areal quente
onde os corpos fazem o seu ninho ]
...................
***
Segunda parte de mim
mas antes
[depois de mim]
deixa que a poeira se espalhe
pelas árvores
pela erva dos campos estagnados
como leitos
pela pétalas que me taparam
e
que eu deixei cair
mas não a pises
que sei
que ela tem
(tem de ter!)
um destino
não a interrompas]
onde ficou o princípio
é já meia a travessia
e o cansaço adia-me o fim
acumulados em mim
os dias escritos à pressa
permanecem incolores
neles a ilusão sempre se conjugou
na primeira pessoa
única
num cais por descobrir
[ _______________ah! Sonho
(como Sonho!)
esse areal quente
onde os corpos fazem o seu ninho ]
...................
***
Segunda parte de mim
mas antes
[depois de mim]
deixa que a poeira se espalhe
pelas árvores
pela erva dos campos estagnados
como leitos
pela pétalas que me taparam
e
que eu deixei cair
mas não a pises
que sei
que ela tem
(tem de ter!)
um destino
não a interrompas]
👁️ 290
Silêncio
O Amor cala.
Fica.
O silêncio do aroma partilhado
O gosto colorido da memória guardada
A carícia que vive e queima depois de ser
O som dos acordes das palavras trocadas,
[melodia]
O Amor não diz,
Fica.
👁️ 317
em nome do Desejo
delírio
no encontro do meu joelho
com o teu Beijo
[arrepiado]
são já
curva a espinha
hirtos os braços para ti
e jaz
o apelo no meu olhar
húmido de desejo
como o traço molhado
que desenhaste
depois do arrepio
[alongam-se os corpos
* os membros
paralelos]
e acorda no teu joelho
o meu desejo
amante
em mim
descerras desfiladeiros
despertando
vontades esquecidas
[meu delírio]
👁️ 293
se do amor quisesses ser
se do amor quisesses ser
a curva que encontra a minha
quando o amor sabe melhor
a carícia
como o beijo
como o ser
como o corpo
como um vinho provado
fora do tempo
pelo tempo que conhece
e o desamor que viveu
se tu quisesses ser
a curva depois da idade
que das curvas guardou
a forma
o desejo
o encaixe para a mão fora do Tempo
perfeita
[e
não te dizendo nada
deixa que te peça . * . *
recupera-me (n)o Tempo
(fica em aberto)
e
sem mais nada dizer
sonho
se fosses tu
a minha promessa
sem Tempo
a curva que encontra a minha
quando o amor sabe melhor
a carícia
como o beijo
como o ser
como o corpo
como um vinho provado
fora do tempo
pelo tempo que conhece
e o desamor que viveu
se tu quisesses ser
a curva depois da idade
que das curvas guardou
a forma
o desejo
o encaixe para a mão fora do Tempo
perfeita
[e
não te dizendo nada
deixa que te peça . * . *
recupera-me (n)o Tempo
(fica em aberto)
e
sem mais nada dizer
sonho
se fosses tu
a minha promessa
sem Tempo
👁️ 271
o Tempo de não termos sido
sobra-me
o Tempo de não termos sido
o que sonhei
o que escrevi
e permaneceu adormecido
entre linhas vazias
de
memórias curtas
de quereres e desejos
que nunca concretizámos
a que nunca
pudemos chamar nossos
[cruzados num Tempo
que nos abateu
poderemos
ainda
cruzar o olhar?]
👁️ 328
Das Palavras que o são
Como se fazem
Como nascem as palavras
Não as da manhã
Que essas suam
Ternura
Sorrisos
Afloram o olhar na memória muda
Falo das outras
Das que rasgam o ventre
E nascem desgraçadas
Renegadas
Condenadas à eternidade
Servindo reis e plebeus
Correndo as ruas
Sem dono
(Essas)
As perdidas
Que alimentam a paixão
Fecundam as Almas solitárias
E param a qualquer hora do dia
No meio da multidão
Que as olha e sorri
Que as deseja e se esventra
E elas, delirando de paixão,
Sem regras
Sem fim
Nas mãos de qualquer um,
Buscam
apenas refúgio
..................................
Como nascem as palavras
Não as da manhã
Que essas suam
Ternura
Sorrisos
Afloram o olhar na memória muda
Falo das outras
Das que rasgam o ventre
E nascem desgraçadas
Renegadas
Condenadas à eternidade
Servindo reis e plebeus
Correndo as ruas
Sem dono
(Essas)
As perdidas
Que alimentam a paixão
Fecundam as Almas solitárias
E param a qualquer hora do dia
No meio da multidão
Que as olha e sorri
Que as deseja e se esventra
E elas, delirando de paixão,
Sem regras
Sem fim
Nas mãos de qualquer um,
Buscam
apenas refúgio
..................................
👁️ 335
Mar(es) como eu
Fala-me das tuas ondas
Desses mares tempestuosos
De cheiro a iodo e a sal
- Que nem só de lágrimas... -
Diz-me das algas no teu
cabelo
Dos peixes nas paredes do
teu quarto
Fugindo a não sei que
barcos
Ou dores
Dos faróis apagados
Extintos
Como o Amor que se diz
chama
E sucumbe aos caprichos
Sonhados (Sim!)
à liberdade a dizer: Não!
E eu
Calada
Dir-te-ei
Do eco da tua voz
Que sou
Espalhada a vontade
Pelas quatro paredes
Dos meus dias
👁️ 336
do Sentir
o meu Sentir...
corre
em fio,
fluindo no gosto das palavras.
salgadas, tristes, oferto-as
são vencedoras no Tempo
que me separa do teu olhar,
do frio que embala o vazio dos dias.
nelas,
atravesso o universo
daqui
até ao canto dos teus braços.
👁️ 310
Sim
Tinhas de ser Tu!
O teu olhar prendeu-me na volta dessa esquina,
onde esperavas, encostado,
de sorriso fixo e mão solta.
Toquei-te com o meu Tempo,
contornaste-me no espaço vasto,
Tão meu.
E sentaste-te na minha vida
onde sempre Te esperei.
O teu olhar prendeu-me na volta dessa esquina,
onde esperavas, encostado,
de sorriso fixo e mão solta.
Toquei-te com o meu Tempo,
contornaste-me no espaço vasto,
Tão meu.
E sentaste-te na minha vida
onde sempre Te esperei.
👁️ 309
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments
Português
English
Español