Escritas

Das Palavras que o são

Alma
Como se fazem

Como nascem as palavras


Não as da manhã

Que essas suam

Ternura

Sorrisos

Afloram o olhar na memória muda



Falo das outras

Das que rasgam o ventre

E nascem desgraçadas

Renegadas

Condenadas à eternidade

Servindo reis e plebeus

Correndo as ruas

Sem dono

(Essas)

As perdidas



Que alimentam a paixão

Fecundam as Almas solitárias

E param a qualquer hora do dia

No meio da multidão

Que as olha e sorri

Que as deseja e se esventra

E elas, delirando de paixão,

Sem regras

Sem fim

Nas mãos de qualquer um,

Buscam
apenas refúgio

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