Escritas

poeira sigo até ao teu cais

Alma
não, não me digas
onde ficou o princípio
é já meia a travessia
e o cansaço adia-me o fim

acumulados em mim
os dias escritos à pressa
permanecem incolores

neles a ilusão sempre se conjugou
na primeira pessoa
única
num cais por descobrir

[ _______________ah! Sonho
(como Sonho!)
esse areal quente
onde os corpos fazem o seu ninho ]

...................

***

Segunda parte de mim

mas antes
[depois de mim]
deixa que a poeira se espalhe
pelas árvores
pela erva dos campos estagnados
como leitos
pela pétalas que me taparam
e
que eu deixei cair

mas não a pises
que sei
que ela tem
(tem de ter!)
um destino

não a interrompas]




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Comentários (1)

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Francisca Lúcia Fragôso de Araújo
Francisca Lúcia Fragôso de Araújo
2025-03-03

Guardo na memória esta Poesia que recitei no ginásio. Amo! Hoje sou Poetisa também! Glórias a Deus!