Escritas

Lista de Poemas

Soneto: O Orgulho


O Orgulho

O orgulho forja a alma dos homens
Pois creio, submissão é corrosiva
Viva os loucos, mas não os domem
São verdadeiros e feitos de vida

Na contra mão a arrogância enoja
Respeito ao individuo é supremo
Sitio que faz do ferro aço é a forja
É na forja onde o calor é extremo

Ao tombo de um leão em uma luta
Morto por um grande filho da puta
Leão tombou inerte na relva quente

Mas sua gloria em vida ninguém refuta
Na morte seu orgulho edificou a disputa
E morreu mais glorioso que muita gente

Alexandre Montalvan
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Morrer com você



Morrer com Você

Eu procuro a rima
nas entranhas do meu ser
nas alegrias de sentir a vida
de te chamar... querida
de poder te amar, tocar, te ver.

Eu procuro a rima nas ambigüidades
no abismo do meu coração
na rouquidão doentia da minha voz
nas palmas das minhas mãos.

Mãos que tocam teu corpo quente
que se torce eloquentemente
e geme tão inocente
na loucura deste amar.

Se mil vidas eu viver
mil vezes quero morrer
te amando por todas as noites
e morrendo com você.

Alexandre Montalvan
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Soneto do Amor Eterno


Soneto do Amor Eterno

Não me diga que o amor é cego
Pois quero vê-la intensamente
Quero possui-la toda, não nego
E ama-la da alvorada ao poente

Eu quero tua boca inteiramente
É mar revolto em que eu navego
Um amor de gemidos eloquentes
E de corpo e alma eu me entrego

É este nosso mundo de delicias
E sons gemidos, quando se ama
Na eternidade as nossas caricias

Neste êxtase em forma de versos
Ruborizando as flores do universo
São nossos corpos na pura chama

Alexandre Montalvan
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Soneto dos Desejos









Soneto dos Desejos

Meus perdidos olhos te olham há tempos
Fogo de um desejo avassalador
Eu sonho contigo em meus pensamentos
Num tesão cheio de paixão e de amor

Eu não tenho paz em nenhum momento
Porque meu corpo implora pelo teu
Ai de mim... Este desejo é meu tormento
Fogo assim em um corpo jamais ardeu

Não há como amainar esta paixão louca
Ou o fogo ao vislumbrar a tua boca
Cobiçando para mim todos os teus beijos

No meu corpo explodem todos meus desejos
Que entumecem sentidos em meus meios
Eu quero é morrer abraçado aos teus seios

Alexandre
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Havia um Amor

amor
Havia um Amor

Havia uma luz em busca de um ser
E também uma historia
E se fosse um ser também poderia ver
E viver e ter uma memória

Havia um céu repleto de luz
E também um sol
Mas palavra nenhuma traduz
O doce cantar do rouxinol

Havia o tempo que era passado
Mas o presente se vivia
No amor e no ser amado
E a historia era só poesia

Havia uma rosa vermelha
E também uma rosa amarela
E a luz,... tão linda centelha
E o odor era do cravo e canela

E havia no céu teu olhar sobre o meu
E também um segredo
E as poesias de Orfeu
Que profetizavam o nosso enredo

Que no céu nasceria um amor
Os meus lábios beijando os teus
Uma flor jogada ao leu
E uma dor...
Pois haverá... a hora do adeus...

Alexandre Montalvan
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Soneto da Erupção Sexual


Soneto da Erupção Sexual

E na confusão anacrônica do nosso enredo
Decerto o temido axioma era só desejos
Onde os toques e caricias eram de medo
Deitados nós ficamos em fogo e nos beijos

Semblantes dispersos em brasas na fogueira
E os ossos rangiam onde as carnes abundam
É no rigor imberbe em que línguas afundam
No enlouquecido furor destas fronteiras

Mal distencionada a noite perdeu os sentidos
Somente o suor denunciava o que tinha havido
As pétalas de flores cicatrizavam o colchão

Mas nossa carne postulava por loucuras
Nossos semblantes a palidez branca da lua
Enquanto lavas mornas escoavam do vulcão

Alexandre Montalvan 
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Renascimento

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Renascimento


A agua se extinguia

em sua volta.

Um movimento continuo como uma mola que se solta.

Sentia a força que o empurrava e o atraia,

como um redemoinho.

Ouvia vozes, alaridos e gritos que

ele já em um passado remoto conhecia.

Porem tão difícil era abandonar

aquele ninho.

Tão confortável quanto quente e aquele louco torvelinho

anunciava que era chegada a hora.

Mais um pouco a frente em um chão macio.

Era uma dor que se espera

em um dia tão frio.

Um difícil retorno ao encontro da aurora.

Então como um raio,

verteram-se no horizonte luzes como alvas auras

que traziam doces memorias e lembranças

Verteram-se assim

vulneráveis como inocentes crianças

Então como uma brisa

morna e leve que um berço embala;

ouviam-se o cício de lindos sentimentos

Raros e de momentos de incompreensível sentido,

às vezes o próprio tempo,

é a razão que escorre pelo cordão do umbigo.

Mas mesmo assim

era uma luz linda e brilhante vinda de você.

De um amor

que se vislumbra em um instante

e que fez aquele coração

estremecer. .


Alexandre Montalvan
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Catarse


Catarse

Tu ouves este murmurio plácido?
São as vozes de uma cidade morta
São almas atravessando portas
Que destoam,...
Provocando um grande alarido

Medonhos gritos de pus sufocante
Entornando sangue das ventas
No clarão de luz da tormenta
Que destoam,...
Dos gemidos esquálidos suplicantes

E há tantas pedras vermelho rubi
Que faíscam na noite pelo atrito
Há dos céus os que se julgam feridos
E choram pelo amor perdido

Como um halo de luz que se exauri
Como a agua que evapora dos rios
Sobe aos céus toda esta tormenta
Que em mim provoca calafrios

Que Deus me proteja e me guarde
Nestes dias de procrastinação
As lagrimas são a minha catarse
Que emanam de meu pobre coração

Alexandre Montalvan
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Sinais

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Sinais

Estenda o teu olhar pela
paisagem morta,
sobre sonhos de planícies
e seus contornos.

Mesmo se tiver sorte você não
verá o mar,
apenas sentira o vento que balança
a relva e abre tantas portas. Com
um sopro morno o rastro
de seu corpo não importa,
mas sim o vento, este que roça teu rosto bem devagar.

Estenda o teu pensar para ver se
recorda das esplendidas
linhas tortas de um poema
ou de um sentir que não tem mais volta,
a alegria que eriçava a tua alma pequena.

Deixe que teu pensar de piruetas no ar
e talvez se lembre da mão
que a confortava tocando no violão
uma música lenta com uma voz rouca que
cantava a canção, apenas por cantar.

Entenda que todo este teu sentir
já não suporta
a dor da indiferença que como
uma faca a penetra
com a rudeza de o seu sibilar

São sinais incandescentes
que saltam pelo chão
a se apagar
e do som retumbante deste coração que
não sabe mais o que é amar

Alexandre Montalvan
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Voo da Borboleta


Voo da Borboleta

Tenho em mim a chama que te cala
a que te faz tropeçar
nas palavras
tu salta as ondas do mar, ondulando
a sua afogueada cara
região abissal alongada e clara.

Brilha o sol a aquecer o poema
iridescente ao vomitar suas palavras
e esta chama que te abala
ressoa pelo amor que se esparrama
e te faz perder a fala.

Faça de mim
pecado, dor e prazer
faça do meu corpo movimento
a cada anoitecer
neste amor compulsivo
no afã do fogo amigo.

O tempo enreda-se ao motivar a vida
e desmaia pelo delgado filete
de areia da ampulheta,
diga então querida,
Mil vezes querida! O tempo
o berço embala no suave
bater das asas do voo da leve borboleta.

Alexandre Montalvan
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Comentários (2)

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thaisftnl
2020-05-07

És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!

2014-08-18

Alexandre tua poesia fala com a alma, transborda de amor pleno , puro que exala ternura . Parabéns !!!