Lista de Poemas

A VIAGEM


A VIAGEM
Hoje, precisei fazer uma viagem muito longa. Viajei para o interior do meu ser pra visitar algumas pessoas que lá vivem e outras que ainda nem conhecia. Assim que cheguei, deparei alguém que, embora se chamasse Tristeza, de forma antagônica, tinha, estampada em seu rosto, uma alegria de causar inveja, pois foi a ela quem mais procurei nos últimos anos. Logo à frente, avistei outra pessoa, de rosto erguido, bem vestida e confiante. Então lhe perguntei seu nome ao que me disse sem titubear: “Como podes não lembrar de mim? Arrogância é meu nome”.
Não tão longe dessa, vi outra, que era muito gorda, quase a se explodir, a qual tomava bastante espaço no estreito caminho e, antes que eu perguntasse, foi logo me dizendo: “A mim já conheces bem. Meu nome é Impaciência.”. Mais alguns passos, e vejo alguém toda maquiada e vestida em uma bela roupa, mas algo era estranho: tinha terra sob as unhas, e os dentes alvos deixavam precipitar as facetas expondo seu amarelo natural. Então, sem que olhasse direto nos meus olhos, respondeu-me ao ser indagada: “Meu nome é Mentira, lembras?”.
A partir daí, enfrentei um longo trecho de estradas difíceis. Subi morros, atravessei vastas colinas, mas notei que a pouca luz que irradiava ia ficando cada vez mais intensa. Enfim consegui enxergar alguém ao longe que, desesperada, acenava pra mim. Ao me aproximar, disse que estava a me esperar havia algum tempo, pois achava que eu já não iria mais procurá-la. E com um sorriso amedrontado, temendo não me agradar, me disse: “Olá! Sou a Humildade. Quanto tempo...!”. Mais ao alto, quase inalcançável, encontrei uma que estava encolhida, semideitada, cansada de me esperar. Essa já não falava mais e pra se identificar escreveu no pó que cobria o chão: ”Meu nome é Empatia.”.
Notei, então, que quanto mais longe eu ia, mais difícil ficava o caminho e menos familiar me eram as pessoas que encontrava.
Chegando ao fim da viagem, um senhor que estava à porteira, de pés rachados e beiços estalados me indicou um caminho mais curto pra voltar. Disse que se eu fechasse os olhos para o que é feio na estrada e olhasse somente aonde ela pode me levar, eu jamais teria que ir tão longe pra atingir o que está bem perto. Que se eu me abaixasse de vez em quando pra ouvir aqueles que penso estarem abaixo de mim, talvez encontrasse respostas para as perguntas que carrego sozinho lá em cima. Disse que se eu usar sempre a verdade como fundamento para os meus anseios, obterei resultados reais e mais duradouros pra minha vida. Disse, ainda, que quando eu achar que não careço mais daquilo que os outros carecem, não terei de novo a deliciosa sensação do atingir, a menos que eu supra a necessidade de alguém que ainda nada tem. Então me despedi e perguntei: “E a ti, como te chamam? De onde vens?”. Ele então me respondeu com um sorriso que me fez sentir como o tolo que procura, desesperado, o chapéu que sombreia a própria cabeça: “A mim, só me chamam Mestre e estive aqui o tempo todo. Nunca me vias porque estiveste sempre lá em cima do pico que nunca existiu, do pedestal que criaste para ti próprio.”.
Então, envergonhado, voltei.
Aleomar Tolentino
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VER PRA QUÊ?


MELHOR ENXERGAR!
Há pessoas que, às vezes, desejam perder o sentido da visão para que possam ter, verdadeiramente, a ótica adenda do mundo em que vivem. Pois bem! Sou uma delas.
Sempre que estou sozinho, fecho os olhos para o mundo “real” e tento enxergar tudo o que permeia o tempo e o espaço dos quais faço parte. E, nesses momentos, minha mente fervilha de pensamentos que aparecem todos como se quisessem passar juntos por uma porta estreita, desesperados pelo medo de serem esquecidos. Por isso, relaxo para que essa porta, de estreita, se torne larga e nenhum pensamento seja perdido. No entanto, não consigo guardar em mim tudo o que penso, tenho que, de alguma forma, mostrar ao mundo, para que os outros possam, também, vê-lo como o vejo. Portanto, encontrei na escrita a receita ideal para o doente certo.
Aleomar Tolentino
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ATO SUJO, ALMA LIMPA


ATO SUJO, ALMA LIMPA
Da janela do seu escritório, no vigésimo quinto andar de um luxuoso edifício, Dr. Edson Fattori, empresário do ramo petrolífero, vê a chuva bastante intensa cair sobre uma cidade que ele considera ter em suas mãos, enquanto aguarda os participantes de uma reunião que está prestes a começar.

Lá embaixo, dos buracos de sua lona, dona Francisca das Chagas Medeiros, moradora de rua, vê os carros passarem, carregando seus donos e suas histórias, enquanto aguarda o fim da chuva para voltar a pedir.

Carros luxuosos entram na garagem do edifício e, deles, saem pessoas bem vestidas e com maletas intrigantes, os quais sobem, para o alívio da espera do Dr. Fattori. Como se ele precisasse, seus colegas de reunião lhe trazem presentes tal como dotes de um casamento muçulmano: vinhos caros, um relógio suíço, uma gravata italiana e até uma joia para sua esposa. Depois de tanta pompa, eles vão logo ao que interessa: as malas são abertas e o jogo é apresentado. Membros do governo trouxeram as malas vazias para que voltassem com elas carregadas de dinheiro que alimentaria um grande esquema de corrupção. A empresa do Dr. Fattori ganharia algumas concessões milionárias e, em contrapartida, cederia um pequeno percentual para a campanha eleitoral de alguns candidatos na eleição daquele ano.

Dona Francisca recebe a graça da companhia de outro andarilho que lhe pede abrigo em troca de alguns dos pães que carregava. É motivo de festa, pois ela e seu netinho de seis anos já não sabiam se iriam comer novamente caso a chuva não passasse.
Para comemorarem, Dr. Fattori e seus comparsas abrem alguns champanhes e se servem a sorrisos largos como se o mundo todo estivesse feliz naquele momento.

Ao final, aqueles homens, que parecem boa gente, voltam para os seus carros e, na volta, passam pela pista cuja barraca de dona Francisca margeia. Dona Francisca insiste em olhar pelos buracos, ao que um dos carros não desvia da poça de lama e “fuzila” seus olhos com água suja. Mas aquilo se torna motivo de risadas por parte dela e do seu novo amigo com o qual saboreia uma bela janta repleta de quase nada. A felicidade do seu netinho, com um pão inteiro só pra si, o qual se torna enorme naquelas mãozinhas tão pequenas, faz dona Francisca ficar grata por tanta sorte que tivera naquela noite.

A chuva passa e o dia chega. Dr. Fattori teve uma noite de sono muito agradável, e, numa espécie de agradecimento a sabe-se lá quem, passa em uma padaria, depois pede ao motorista que pare o carro em frente à barraca de dona Francisca. Desce do carro e vai ao encontro dela carregando algo em sua mão esquerda. Olha para ela e diz:

- Toma! É para senhora e para o garoto.
Sai de lá aliviado e achando que se todos fossem bonzinhos como ele o mundo seria bem melhor.

Dona Francisca abre o embrulho e, com uma cara de quem deixou de ser invisível, fala para o seu netinho:

- Come o pão e deixa a mortadela pra mim.
Aleomar Tolentino
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TUDO ISSO... E NADA!


TUDO ISSO... E NADA!
Fui criança no sertão
Fui criança na cidade
Fui inocente na razão
Fui conhecendo a realidade

Fui até o melhor da classe
Também fui adolescente sonhador
Com espinhas pela face
Fui bonito e namorador

Fui casado
Fui querido
Fui amado
Fui marido
E, agora, bem ferido
Sou apenas separado

Fui barão
Fui gastador
Fui patrão
Fui servidor

Fui, do palco, o cenário
Fui romântico
Fui bonzinho
E, também, muito otário
Enganado com carinho

Fui traído
E traidor
Fui sincero
E carinhoso
Fui punido
E vingador
Fui austero
E orgulhoso

Fui um pouco de tudo
Fui de tudo, um pouco
Fui sem barba
Fui barbudo
Fui até meio louco

Fui tudo isso e mais um tanto
E achei suficiente
Mesmo assim, no entanto,
Não encontro uma querente

Tanto amor que está sobrando
E de nada, hoje, serve
Não há ninguém me olhando
Não há uma só que me observe.
Aleomar Tolentino
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LEMBRANÇAS DO TEU SORRISO!


AQUELA MENINA
Eu acredito que as pessoas são as mesmas desde crianças. Sua alma não muda, sua essência não altera. Conheci-te ainda criança e os detalhes que sempre te fizeram linda - posso citá-los - ainda continuam com você: teu olhar, que por sinal hipnotiza, mostra que estás sempre atenta a tudo que te rodeia; teus dentes que deram um belo formato à tua boca, continuam os mesmos. Lembro-me dos teus cabelos cacheadinhos, os quais costumavas usá-los presos para cima, dando mais visibilidade ao teu rosto angelical, ainda de criança. Com os dentes frontais sempre à vista como que denunciassem uma vontade de sorrir para alguém ou que alguém sorrisse para ti: que visão linda! Teu nariz perfeitamente proporcional às medidas de um rosto desenhado por mãos divinas. Tua testa que, como sala de entrada, simetricamente disposta, conduz os olhares alheios a uma gama de perfeitas construções. Assim é tua beleza! Basta que sorrias novamente e deixes que o brilho intenso do teu sorriso ofusque a inveja e o despeito, ou até mesmo frustre aqueles que não têm para si a mira do teu olhar.
Aleomar Tolentino
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AS DUAS FACES DA INTERNET


AS DUAS FACES DA INTERNET
Falarei sobre a história de dois mundos que se chocaram. Cada qual com sua visão das coisas diferente da do outro. Dois mundos que se convergiram por meio de uma tecnologia avassaladora chamada Internet. Essa é a história de Pedro e seu filho Thiago.
Enquanto Pedro, aos vinte e dois anos, viu a internet surgir, a internet, aos vinte, viu Thiago nascer. Enquanto Pedro aprendia a usar a internet, esta aprendia a usar Thiago. Ao passo que Pedro tentava descobrir as vulnerabilidades da internet, ela buscava explorar as fraquezas de Thiago.
Pedro, até então, estava limitado aos programas de TV, jornais, revistas e às fofocas que rolavam na vizinhança. Não imaginava que estaria por vir um canal que possibilitaria a ele ter o mundo em suas mãos dentro de sua própria casa. Mas aquilo o assustava, pois não tinha mãos grandes o suficiente para carregar o mundo. Tudo era muito novo e deveria ser usado com cautela.
Thiago nascera em um mundo aberto e não conheceu as linhas do limite nem o confinamento das regras.
Pedro viu que aquele novo mundo podia lhe trazer inúmeros benefícios se o agregasse às faltas que o mundo velho carregava, mas, também, conseguia enxergar o perigo que poderia representar se viesse a utilizá-lo de maneira errada e imprudente.
Thiago só conseguia ver uma coisa: sua vida só seria possível se estivesse ligado à internet. Tudo tinha que vir dela ou ir para ela: Facebook, Twit, Instagran, Snapchat, entre outras mil coisas que ele não poderia deixar de visitar. Sua vida não tinha mais um dono, todos participavam dela. A solução para todos os problemas era encontrada sempre de forma fácil e rápida na internet. Não precisava pedir conselhos aos seus pais sobre nada. Para a formação do seu carácter, eles eram inúteis.
Pedro conseguiu ganhar prestígio em seu trabalho usando os recursos que a internet disponibilizava. Procurou aprender a fundo o máximo que podia sobre esse fenômeno tão poderoso. Desenvolveu sites para grandes empresas e instituições, e, com isso, ganhou muito dinheiro. Ele conseguia distinguir o que era bom do que era nocivo na internet. Por isso, se limitou, tão somente, ao que acrescentaria alguma coisa de bom em sua vida e na vida dos outros.
Porém, a tempo, Thiago se sentiu curioso em saber como era o mundo na época em que seu pai ainda era jovem. E numa conversa que tiveram, pôde fazer muitas perguntas e tirou várias dúvidas, muitas delas nem sabia que tinha. Após essa conversa, Thiago descobriu que, mesmo sendo bastante jovem, deixou de viver muitos anos de sua vida só se dedicando à internet. Então, Pedro e Thiago passaram a trabalhar juntos em um projeto só deles. Mas como se estivessem manuseando explosivos, com muita cautela e responsabilidade, fizeram da internet o seu passaporte para um mundo melhor.
Aleomar Tolentino
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CASA VELHA, ALMA TEIMOSA


CASA VELHA, ALMA TEIMOSA
Outrora bela e majestosa
Chegava a dar gosto,
De alpendre chamativo,
Que num toque de magia
Conseguia dar-lhe um rosto.

As janelas transparentes
Desnudavam a beleza do quintal,
Reluziam para quem via
Sua força monumental.

Mobilhada a seu tempo,
Causava inveja a quem lá entrava,
Visitada com frequência,
Ela bem os recebia,
A qualquer hora da noite
Ou durante todo o dia.

Mas o tempo passou rápido
E o encanto foi sumindo,
O que era novo ficou velho,
O que era firme foi caindo.

Já passou por uma pintura
Para mudar sua aparência,
Mas é mesmo a estrutura
Que suporta a consequência.

A fachada exuberante
Começou a descorar,
O telhado, antes, elegante
Agora, deixa a desejar.

As janelas, agora, embaçadas,
Não mostram mais com nitidez
O vigor do seu dono
Que, agora, Era uma vez...

O terreiro jardinado
Passou a chão baldio,
Mas lá dentro tem um dono
Que, o tempo passar, não viu

Esqueceu de envelhecer
E, sua casa, não quer deixar
Não acredita no que vê
E ainda teima em lá ficar.

Sabe que um dia irá ruir,
Mas se nega a sair
Até que o último dos tijolos
Se desfaça, se esfarinhe até sumir.

Essa casa, é o corpo de um homem velho
Com uma alma aprisionada; deslocada, porém bela,
Que mesmo triste com as rachaduras
Na cantoneira da janela
Não aceita as rupturas
Que o fazem separar dela
Aleomar Tolentino
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A VIAGEM 2


O CEGO QUE RECUSOU A VISÃO
Ainda envergonhado, tentei lembrar-me daquelas pessoas com as quais me encontrei na última viagem e passei a observar a estrada que me conduz a tudo o que faço no meu dia-a-dia.
Acordei logo cedo, arrumei-me, beijei as crianças que ainda dormiam e fui para o trabalho.
Ao chegar, não notei grandes diferenças. Nem em mim, nem ao redor. Como sempre, na entrada principal do hospital, o vigilante abriu a portinha pra mim. Entrei e fui direto pra minha sala. Lá, pensei: hoje será diferente. Vou olhar tudo o que me rodeia e não deixar que escape uma só oportunidade para agir diferente. Coitado... até ali, já escapara ao menos uma.
À medida em que as pessoas me procuravam, eu já ia logo abrindo um sorriso e me dispondo a ajudá-las. Confesso que até gostei do jeito que elas me agradeciam depois. Já estava me sentindo melhor.
De vez em quando, uma agonia me tirava o sossego, então saía pra pitar meu cigarro de palha, o qual carregava em uma caixinha que tinha na estampa o desenho de um senhor usando aquele chapéu gasto e com um bigode modesto: um perfeito caipira mineiro. Aliviado, então, voltava à minha sala passando sempre pela mesma portinha da entrada principal.
O dia parecia circundar pelas mesmas coisas, até que chegou ao fim. Cheguei em casa mais animado, afinal consegui trabalhar a paciência, a tolerância e a simpatia. Mas, aí, estalou em minha mente aquilo que deixei escapar: notei que meus olhos, naquele dia, só conseguiram enxergar as pessoas que a mim buscavam. Vi que passei por diversas vezes por aquela portinha da qual já falei, que sempre alguém a abria mesmo sendo tão simples puxar o ferrolho pra entrar e devolvê-lo pro seu lugar ao sair. Não notava nem mesmo se era mulher ou homem que ali estava, só sabia que a porta era aberta toda vez que precisava, como se houvesse uma espécie de sensor que detectava minha presença e vontade de passar. Então, uma forte emoção, como aquela de quem encontra a resposta que buscara há tanto tempo para um problema que o afligia, tomou conta de mim. Eu sempre ouvi as pessoas me dizerem que devo ver Deus em tudo, até mesmo nas folhas que se despregam de suas árvores, porém nunca consegui, embora quisesse tanto. Mas dessa vez, pude ver onde Ele estava.
Achando que eu era a pessoa que faria o mundo ficar diferente para os outros com as novas atitudes adotadas, não percebi aquelas pessoas que faziam por mim as coisas mais simples, porém as que me davam acesso a tudo que era importante: os vigilantes que abriam a portinha.
Vi que Deus estava na figura daquele que abria a porta pra mim, mesmo sabendo que eu poderia usar minhas próprias mãos. Vi que o ar passava por minhas vias aéreas sem necessitar de que aparelhos o fizessem por mim. Notei que eu caminhava sozinho, sem perceber que não precisava utilizar de nenhum artefato pra isso. Era tudo tão automático que eu não conseguia enxergar o processo envolvido em cada movimento involuntário que meu corpo fazia. Pra eu respirar, Deus abria a portinha pra mim. Pra eu andar, Deus de novo abria a portinha pra mim. Até mesmo pra ir ao banheiro, Deus abria aquela portinha pra mim. Porém, assim como com o vigilante do hospital, eu nunca o notava nem lhe agradecia e, muitas/quase todas as vezes, não o cumprimentava. Mesmo assim, ele sempre abria a portinha pra mim. Fui tão arrogante com Ele que, se fosse de sua vontade, deixava que eu respirasse através de aparelho; que eu me locomovesse utilizando de muletas, bengala ou cadeira de rodas; que se eu quisesse falar, utilizasse as mãos pra dizer palavras mudas de som. Ainda assim, Ele sempre abriu a portinha pra mim. Obrigado, meu eterno Vigilante!
Aleomar Tolentino
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Comentários (3)

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evelinbast
2018-12-11

Quando estamos sozinhos e desconectamos nossa mente desse mundo, ela viaja para vários lugares. Os pensamemtos podem nos sufocar e trazer dor ou podem nos dar prazer e alegria, podem nos levar a várias dimensões dentro de nós mesmos. Quando não guarda somente para si seus pensamentos e partilha com o mundo, podemos ler sua alma e encontrar uma conexão, identificação e compreensão de que somos todos um só.

Evelin
Evelin
2018-12-11

Texto muito sábio, faz a gente refletir sobre as escolhas e caminhos que tomamos na vida e sobre nós mesmos.

Lia
Lia
2018-06-05

Uauuuu! Sucesso! Tem um filme com esse título é muito interessante. Traz a lenda de que prisioneiros judeus em Auschwitz fizeram um julgamento no qual Deus é o réu e o seu crime é de não ter mantido o seu pacto com eles.