Lista de Poemas

La contemplation de la nature

Dans les moments de solitude et de sérénité spirituelle,
Je contemple la nature avec tous mes sens.
Dans les moments profundément silencieux,
Dans les moments de rêveries remarquables,
Je contemple la richesse des paysages
Les plus espetaculaires.

J'écoute avec joie la musique
Des oisseaux dans leur vols les plus sublimes.
En même temps,
Je sens le bruissement du vent
Et la douceur des eaux claires
D'un océan de tonalité torquoise.

Les parfums de la vie qui puplent les forêts
Conserve mon âme plus légère.
L'émergence de l´aube, d' autre coté,
Donne de l`espoir et le bonheur aux êtres vivants;
Enfin, la lumière de l'étoile du jour
Éclaire aussi les ténèbres de mon existence.

En ces jours de contemplation absolue,
En ces jours propices
Au silence, à la meditation et à l'extase des sens,
J'apprends à vivre comme un rêveur
Qui n'abandonne jamais la simplicité de la nature
Et de la beauté de chaque forme de vie.

En ces jours de contemplation absolue,
En ces jours de intuitions poetiques passionnantes,
Je trouve le sens de la vie;
Dans les moments où je peux
Interagir avec la nature,
Je revê avec mes vols de liberté.
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Um choro de esperança

Hoje o meu coração transbordou de exultação
E de uma esperança que me fez prantear
Ao estímulo de um alento de grande inspiração,
Abrindo uma clareira para que eu possa me orientar.

Hoje eu contemplei o céu de uma verdade libertadora
Na minh'alma esburacada por um imenso vazio;
É como se fosse germinado a flor encantadora
De um milagre no deserto do meu ser sombrio.

A esperança brota nos lugares mais áridos
Para fazer todo coração singelo e enamorado sorrir
Com a entoação de louvores sinceramente cálidos
Movidos por uma fé trasbordante que o faz progredir.

A esperança é a glória das almas abatidas
Por uma tribulação terrivelmente desafiadora.
A esperança é o consolo das almas feridas
E o sol que refulge em toda vida sonhadora.

E enquanto eu for sensível para chorar de esperança
Disseminada pela graça do amor divinal,
Serei forte para triunfar sobre qualquer insegurança
Que queira me desviar da fonte de todo amor perenal.
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A luz do invisível

A luz de uma verdade libertadora me orienta
Longe dos caminhos escuros e pedregosos;
Sinto uma luz de amor que acalenta
O meu ser dos invernos mais tenebrosos.

Permiti que brilhasse a luz do discernimento
Na minha alma que se desfez da intemperança
E dos velhos hábitos sem um veraz fundamento
Que podesse propiciar o arco-íris da esperança.

Para além dos muros imponentes e colossais,
Para além das desoladoras calamidades,
Consigo ver o descortinar de belos sinais
E o sol da justiça a destronar tantas iniquidades.

Para além das luzes superficiais do engano,
Para além do caos das grandes cidades,
Consigo enxergar um amor soberano,
Incindindo livramentos contra as fatalidades.

Uma luz invisível dia após dia me conduz
À glória de uma vida renovada;
Evoco uma palavra que no meu coração reluz,
Uma palavra de consolo para minha alma exilada.
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Para sempre

É possível que quase tudo pode se acabar,
Mas esse amor ainda estará guardado
Como uma força que nunca irá se findar
Até a consumação do meu ser sincero e enamorado.

Para sempre permanecerão as suas memórias,
Reinando num lugarzinho secreto do meu coração...
Para sempre os nossos momentos de glórias
Fecundarão a minh'alma com a sua reverberação.

E as suas fragrâncias para sempre ficarão
Descansando em algum recanto do meu ser
Grato pelas alegrias sentidas que se perpetuarão.

É possível que tudo aqui pode envelhecer,
Mas esse amor eu lutarei para a sua preservação
Mesmo quando, como o dia, eu vier a desvanecer.
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Livremente

Livremente sonhei com o refrigério do amor
Descortinado em dias tristes e nublados;
Mas houve dias em que senti uma lancinante dor
Enquanto livremente bebia no cálice dos enlutados.

Submergindo na lírica dos poetas apaixonados,
Nutri esperança em dissolver o fel do amargor;
Então, livremente sonhei com o refrigério do amor
Descortinado em dias tristes e nublados.

Livremente, plantei sementes de alento com primor,
A fim de fazê-las crescer na alma dos desamparados;
Nas trevas prolongadas sob as ameaças do temor
E nos dias de sonhos e desejos lacerados,
Livremente sonhei com o refrigério do amor.
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As nuances da tristeza

Vejo tristeza na alma de uma inocente criança
Deserdada de amor, sonhos e perspectivas.
Vejo tristeza no semblante de quem nunca alcança
O verdadeiro sentido entre tantas tentativas.

Vejo tristeza por trás dos teus belos olhares;
Vejo tristeza nas entrelinhas do teu sorriso refulgente,
Espargindo uma fragrância de ternuras salutares,
Ao mesmo tempo irradiando uma luz tênue e reticente.

A minha tristeza é ver que o espectro da tristeza
É ainda mais intenso nos corações sensíveis,
Nos corações inebriados por sua brutal aspereza.

Sinto tristeza ao contemplar as canções mais incríveis,
Aquelas canções que me edifica com a sua beleza,
Fundindo melodias de tons melancólicos e aprazíveis.
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Alvorada

O dia mostra o seu sublime esplendor
E a vida com todo o seu perfume e cor
Ressurge em cânticos diáfanos de alegria,
Anunciando uma paz que tão bem contagia.

Uma revoada aplaude sem esmorecer
A beleza de um glorioso amanhecer
Com o seu louvor doce e harmonioso,
Semeando gratidão num tom majestoso.

No oceano, desponta o azul em sua calmaria...
No horizonte, já se vê um clima de nostalgia:
Um fascinante convite à liberdade de sonhar!

É nesse panorama idílico que a alvorada
Vem então reinar numa alma entuasiasmada
Que sai de uma longa noite para se renovar.
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Melancolia

Uma névoa de ilusões paira no ar
E me faz perceber
Que e felicidade e a plenitude
São fragrâncias muito raras de se encontrar...

Sinto plenamente a dor e a angustia de viver,
Embora minha sensibilidade aguçada
Seja o melhor que posso emanar de mim:
Com ela enriqueço de inspiração os meus versos
Imbuídos de ternura e compaixão
Com a dor inegável de tantas vidas inocentes.

Uma doce melancolia sussurra em meu íntimo,
Deixando aflorar tantos sentimentos
Conflituosos e inevitavelmente paradoxais...

A melancolia é uma água parada
De lembranças insípidas
E de expectativas malogradas;
Ainda que seja motivado
A sentir as ilusões da vaidade humana,
Não deixo de fazer florescer
Com certo entusiasmo
Os aromas amargosos e tristes
De meus versos inspirados
Nas penumbras de dias desoladores.

As ruas dessa metrópole ficaram vazias de repente,
Subsistindo apenas indigentes desemparados
No chão de uma fria cidade
Permeada de uma atmosfera densa e lúgubre...

Sinto um vazio que cresce a cada instante,
Pois os anos simplesmente se passaram
E nada de sólido e permanente nesse mundo se cristaliza,
Prevalescendo apenas as múltiplas recordações
E uma ânsia desesperada pela eternidade.

A juventude da vida
Escorre como blocos de gelo,
As suas espessas camadas
Vagarosamente se dissolvem,
Anunciando o escurecer desse longo dia
Que inesperadamente é envolvido
Pelo crepúsculo de uma doce nostalgia,
Desse dia que, mesmo fadado ao fim,
Ainda permanece embriagado
Pelas sonhos e euforias da mocidade.

Só o que resta é relembrar
Dos fragmentos do que foi vivido,
Dos fragmentos de uma era remota
Cheia de sorrisos, de alegrias e de entusiasmos...

Nesse rio impetuoso do devir,
O que posso guardar no meu coração
Senão todas as lembranças
Daqueles que estimei
E que já partiram no decorrer de suas vidas?

Só o que resta é clamar com voz rouca
Ao criador de todas as coisas
Que o amor volte a se fazer presente
No coração dos miseráveis e dos desamparados!
Revoltar-se: qual é o sentido de toda essa veemência?

Chorar um dia inteiro
É possível quando as lágrimas
Já secaram de meus olhos cansados?
Uma esperança mínima, a esperança da vida eterna,
É a única semente que germinou em meu ser!

O vento é frio, murmurando melancolicamente
O seu cântico repleto de lirismo...
Do inverno gemem almas adormecidas
Que só buscam amparo e consolo perenes,
Tamanha é a resignação a qual estão submetidos!

A atmosfera dessa metrópole
Está carregada de neblina...
E como as luzes são tênues!
Mas o que pode nos consolar
Nesse mundo degradado e flagelado
Por tantas doenças, fatalidades,
E, também, pelas iniquidades
Que rasgaram o véu da inocência e da pureza?

Nenhum farol ou lanterna criado por homens engenhosos
Foi trazido nesse cenário sem vida,
Só o que resta, então, é a candeia da misericórdia divinal,
Pois não é ela capaz de resplandecer a vida
Dos que já não se consideram
Vivos nesse mundo obscuro e letárgico?
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Viagem para o distante

No mundo paira sempre um grande mistério...
Andamos como cegos, buscando a luz nas trevas,
E sem sabermos perfeiramente
Sobre o que está para além
De toda imensidão fantástica dos céus,
Das profundezas surreais dos oceanos,
Dos abismos vertiginosos, dos desertos inóspitos
E dos subterrâneos mais recónditos da terra.
E o que dizermos de nossa ignorância a respeito
Dos segredos dos corações solitários
De nossos mais próximos e achegados
Às vezes tão impenetráveis e inacessíveis?

A vida é viagem para o distante
E um sonho cheio de realidades insólitas...
Há uma batalha que travamos todos os dias
E pouco sabemos a respeito
De como será nossas vidas
Num futuro que nos promete surpresas
Enquanto vivemos de sonhos e esperanças
E com a candeia da fé em nossos corações.
Somos sedentos por um viver pleno e perene,
Mas hoje a única coisa que podemos saber
É que desse mundo certamente partiremos
Para cruzarmos as fronteiras do desconhecido.

Somos como um navio mercante
Que, em meio as águas turbulentas da existência,
Ruma para um belo destino
Que ainda é inacessível e longínquo;
Misterioso, fantástico e inescrutável.
De forma perseverante, sonhamos atracar
Ao cais da boa nova e da redenção,
E assim sentirmos o abraço da verdade
Tão ocultada pelos véus do engano!
E também aspiramos descobrir um porto seguro
Onde possamos descansar das turbulências
Que intentam diariamente iimpedir a nossa chegada.
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Paradoxos

O meu coração é um túmulo aberto de segredos...
As saudades, as memórias e as antigos sonhos
São revisitados enquanto bebo na nascente
Das mais perfeitos devaneios e inspirações.

Num turbilhão de sentimentos contrastantes,
Aprendo a cada dia conviver com tantos paradoxos...
Em meio a esse caos, navego sem pestanejar
Pelos mares ignotos do meu ser...

Como permanecer com as antigas certezas
Quando descubro profundamente quem eu sou?
Como ainda posso me manter indevassável
Quando me deparo com os abismos da minh'alma?

Eu sou como o mar sereno que, mesmo na sua calmaria,
Repentinamente se transforma em colossal tormenta.
Percebo que em mim a paz e a guerra se mescam,
Formando uma totalidade estranha e complexa.

Eu sou como o azul do céu que, mesmo azulado,
Pode se revelar estranho, soturno e acinzentado.
Em mim, há exultação, onirismo e paixão pela vida;
Mas também melancolia, lutos e angústias no coração.

Eu sinto despertar em mim um ímpeto de lucidez
Que me faz ter uma desconcertante percepção
Dos tesouros enterrados no meu coração
E das minhas aspirações em incansáveis renovações...

Eu vivo com a certeza das minhas incertezas
E em tranquilidade com as minhas terríveis inquietudes.
Eu sou uma profusão de paradoxos apenas admissíveis
Para quem sabe degustar o vinho inspirador da poesia.
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