Lista de Poemas

A gênese de uma grande vitória

Quando tudo parecia para sempre perdido;
Quando todos os sonhos haviam naufragado
No poço da desesperança de um dia odioso e sofrido,
Uma nova história surgiu para um homem injustiçado.

Quando a covardia mais feroz
Vinha para devorar a liberdade de amar;
Quando qualquer alegria já se tornava sem voz,
Um caminho surgiu para uma vida tirada do seu lar.

Deus já havia preparado um destino glorioso,
E fez de José em terra pagã um ser tão vitorioso
Para salvar até mesmo quem quis impedi-lo de viver!

O perdão então brotou das profundezas da dor,
Trazendo uma alvorada de esperança e amor
Para um povo destinado como seara a florescer.
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O desejo pela luz da verdade

O que fazer quando o brilho
De nossas almas é de nós roubado
E quando o nosso coração é angustiado
Pelo engano armando o seu empecilho?

O que fazer quando os horizontes da leadade
São obscurecidos pela vileza
De quem ainda amamos na pureza
De um ato de perdão e de sinceridade?

Contra mim, a morte se vestiu de vida;
Contra mim, a feiúra se adornou de beleza.
Hoje só anseio viver na transparência da verdade!

E é desse cristal que contemplo a luz que trepida
Como um fogo que, na sua implacável pureza,
Incinera as trevas temerosas de toda sagacidade.
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No país da confusão

Vivemos num país que exilou
O seu povo da verdade para privilegiar
Os porcos do poder buscando ostentar
A sua suntuosa miséria que beneficiou
A bandidagem feliz que da prisão escapou
Para voltar a trazer grande pavor
Numa população perdida no dissabor
De uma vida de carências e sem sentido
E de uma "justiça" cega à qualquer pedido
De ajuda a um cidadão no auge de sua dor.

Vivemos num país onde os valores
Estão invertidos para confundir
A cabeça das crianças que só querem aplaudir
Quem ostenta no crime os seus horrores
E uma horda de seres corruptores
Que só querem a esperança silenciar
Numa nação sem porvir para sonhar.
Na política e na cultura, a confusão de babel
Armou o seu circo de maneira cruel,
Arruinando as chances dessa situação mudar.

Vivemos num país, cujas distracões e euforias
Anestesiam o senso moral da população
Que a deixa perdida na sua depravação.
Tantas formas de produzir letargias
Fazem com que haja falsas alegrias
Que nunca trazem a tão sonhada liberdade
Na vida de quem só preza pela iniquidade
Por ser mais fácil angariar ascensão social
E por ser como qualquer político desleal:
Crescendo como parasitas nas trevas da impunidade.
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Heróis da fé

Em meio aos mais extremos perigos,
Houve missionários de Deus corajosos...
Homens de zelo e de reverência revestidos
Por desafios sublimes e rigorosos.

As suas melhores obras ficaram eternizadas
Para testemunhar a força do amor
Do único que, para as criaturas amadas,
Propiciou a todos redenção, fé e destemor.

Tantas ciladas, trapaças, vilezas e perseguições
Não puderam impedir o sincero fervor
Dos profetas incansáveis em boas ações.

Estes viram vitórias e descobertas de valor,
Até que o anuncio das mais inefáveis revelações
Fossem proclamadas com todo heroísmo e louvor.
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Tempo de paz

Como é libertador esse silêncio
Governado pela majestosa claridade
Da paz reinante e ostentada
Por homens contra a discórdia mobilizados!

Ao ouvirmos uma doce e suave harmonia
Entoada de uma incógnita
-A mesma, emanada das profundezas do amor!-
Ficamos entusiasmados
E profundamente apascentados
Enquanto contemplamos
O inaudito recém-providenciado...

Há instantes em que sentimos no íntimo
Uma serenidade que ameniza
Os turbilhões de nossos dramas mais secretos,
E assim agradecemos o despertar
De uma nova vida!

Ouvir serenamente
O cântico dos pássaros em revoada
E também a beleza das canções suaves
Executados nos momentos de soturna quietude;
E, por fim, os ruídos
Melodiosos do misterioso oceano
Resvalando suas ondas
Contra os rochedos
Aparentemente inquebrantáveis:
É o que nos dá grandes esperanças
De que é chegado o tempo
Para se entusiasmar
Diante de momentos excelsos de paz,
Um bem tão precioso e delicado
Que somente um cenário próspero
Pode tão bem proporcionar...

Para onde foram as dores dos oprimidos,
O riso estúpido e malévolo dos tiranos
E todas as desavenças dos seres humanos
Impulsionados pela ganância e pelo orgulho?

Para onde foram os gemidos
Sem fim dos enfermos
Em cantos degradantes desamparados?
Assim como o rangido fervilhante
Das grandes metrópoles
Convulsionadas pelas labutas
E que oprimem, como ervas daninhas,
As entranhas feridas de seus decrépitos?

Viver no íntimo, com profundo ânimo,
Os efeitos doces e preciosos da paz,
Consola-nos espiritualmente
Dos hediondos abalos,
Especialmente os mesmos que até hoje
Povoaram a nossa existência incerta.

Viver no íntimo as melodias da paz,
Numa sensação magnífica
De estar em paz consigo mesmo,
Consola-nos das calamidades
Que se aninharam
No interior dessa doentia
E deformada sociedade!

Em dia silencioso, sem fúria e tormento,
Contemplo a luz do dia
Afugentando as trevas
Com seus raios resplandecentes;
Por um tempo indefinido tudo se calou...
Enquanto isso, a natureza exuberante sorriu
Ao trazer a esperança desperta:
Uma esperança simbolizada
Pelo arco-íris exuberante
De um novo tempo para o ser...

Em dia silencioso, sem ameaças e desolações,
Contemplo o mistério se revelar
Com uma canção que apazígou os conflitos;
É Deus anunciando, com sinais miraculosos,
O fim de colossal tempestade
Ao fazer renascer na alma
Uma aura de paz
Proveniente de sua solicitude;
Uma profunda paz
Imbuída de alegria, exultação e plenitude...
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No meu silêncio

No meu silêncio, eu vejo que sou singular
Na minha estranheza e no que mais amo e aprecio.
Eis que uma nova aspiração tem feito parte do meu viver,
Sem mais precisar olhar com amargor
Para minhas reminiscências lancinantes
E para o que não integra mais o meu mundo.

No meu silêncio, eu aprendo a cada dia
Descansar enquanto oro ao meu Criador.
Eu, quando estou taciturno, me consolo
Na alegria de saber que minha vida é o bem mais precioso
E que nessa minha momentânea solidão eu sou livre
Para os sublimes atos de criar, de sonhar e de meditar.

No meu silêncio, eu descubro
O prazer inocente da poesia ardendo no meu coração
E a lucidez afiada que me abre para a busca
Da verdade que me leva a um grande despertar.
No meu silêncio, eu aprendo a saber quem eu sou
E a jamais abrir mão do que eu acredito para obter aceitação.
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Em busca do paraíso perdido

Uma jornada incrível de vivências, degustei;
Em estradas de sonhos inspiradores, percorri;
E ao evocar uma vastidão de memórias,
Saudades arrebatadoras eu senti!
E, então, descobri o fim, a evanescência
E o esgotamento de todas as coisas.

Mas, mesmo assim, nada foi em vão:
Encontrei pelo caminho da aventurança
Belas jóias de alegria, de ternura e de amor
Quando estive ao lado da mais bela flor
Regada pelo orvalho da esperança.

Os caminhos que trilhamos
Estão confusos e cheios de sinuosidades:
Sem luz espiritual onde encontrarmos
A resposta para nossas inquietações?

Ao mergulhar nas águas da renovação
Para superar os constantes desfalecimentos,
Encontro milagres, sinais e maravilhas
Que indicam as belas fontes de águas vivas;
São constelações de sabedoria
Que estão a espreita
De nossos incertos passos...
Tantas manifestações preludiam o despontar
De um perene paraiso para a alma se fortificar.

O mundo parece carecer de fundamento:
Nas metrópoles fervilha a pressa e inquietude.
Todo esse caos que se inflama diariamente
Tenta convencer sobre a vanidade do nosso viver;
Os dias, consumidos pela decadência,
São maus e hediondamente sombrios:
Pois o medo e a dor; o o sofrimento e a agonia
Intentam incessantemente devorar
O nascimento da esperança e o sonho de amar.

Ao embalo dos dissabores e das frustrações,
E em meio a tantos escombros e ruínas,
A luta se torna questão de honra e de valor,
Especialmente para quem ainda sente a coragem
Imperiosa de um herói incrivelmente inspirado
Frente a desoladora realidade do incurável.

Mas quem está disposto a fertilizar
A terra e os solos da alma,
Para que as sementes ali depositadas
Possam florescer um novo folego de vida?

Embora distante do paraíso mais glorioso,
Da pátria eternal da bem-aventurança,
Em lágrimas seguro o candeeiro da esperança
Na busca de um oásis, de um lar,
Para que minha alma possa descansar!

E apesar da distância que me separou
Do paraíso que um dia se perdeu de mim,
Quis divagar sem temor no reino
Das intuições e percepções mais marcantes;
Enquanto isso, tais revelações se tornavam
Significativas para o fortalecimento do meu ser.

Erguendo-me com asas feridas,
Num processo longo de fortalecimento,
Ensaio pequenos voos pelos ares;
Até que possa um dia alcançar
A atmosfera das inspirações
Mais sublimes, verdadeiras e resplandecentes.

E no triste exilio da inocência perdida
Aspirei, ao paraíso da serenidade, um dia retornar.
Pois nos longos nevoeiros da vida
É que despertei o dom para, nas alturas, triunfar!
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Um dia a mais para recordar

Não há um dia que não sinta saudades,
Saudades desses grandes momentos,
Desses dias de transbordante alegria
Que passei com meus amigos;
E nos tempos mais remotos
Com os meus entes queridos
Que já não existem mais...

Em horas a fio, impulsionados
Por um nevoeiro de sonhos fugazes,
Aproveitávamos a plenitude dos dias;
Também conversavamos
Sobre o sentido de nossas vidas
E do quanto foi maravilhoso
Saborear o doce sussurro
Dos mais singelos instantes...

Degustar o cálice das ótimas lembranças
É ser consciente de que na vida
Houve momentos gloriosos e (con)vivências
Perfeitamente inesquecíveis, inspiradoras...
É ser consciente de que a vida
Também é constituída de momentos
Sublimes e de grandes expectativas...

Os mares enriquecem
De inspiração os poetas
E as estrelas cintilam
Para nos fazer sorrir e devanear...
Mas é tão breve as alegrias da vida!
É tão breve quanto
Uma longa viagem sem destino...

Como tem sido
Breve os momentos de inspiração
E também Breves e raros
Os momentos em que estamos próximos
De pessoas verdadeiramente autênticas
E incrivelmente cordiais, sinceras!

Tudo some, tudo morre,
Tudo o que existe um dia se esvai...
Eu vejo o fim de tudo,
Vejo o fim dos momentos
Que prolongaram-se em demásia...

Eu vejo o fim das alegrias
E das tristezas...
Vejo, sobretudo, o fim
Das tempestades
E das calmarias...
E também um prazo
Para os ressentimentos
Quando temos coragem
Para enfrentá-los...
(Sim, até mesmo todo esse
Ódio pode envelhecer e agonizar!)

A prosperidade e a miséria
Também estão à mercê
Das mudanças implacáveis
Que foram ocasionadas pelo tempo,
O tempo que tudo consome e expira!
 
Uma chama incerta,
Assim é o tempo
Que nos foi dado para viver
Sobre a face dessa terra
Povoada de amarguras repentinas 
E voluptuosidades efêmeras.

O que sobra mesmo são os resquícios
Dos fragmentos vividos
E uma doce melancolia
Que embala as nossas noites
Ao sabor de uma canção
Consideravelmente intempestiva
E de melodias confortávelmente
Misteriosas e saudosistas...

Ao semear dias inesquecíveis,
Colhi um mosaíco de lembranças,
Vagarosas lembranças
Que encantam e adornam a vida
De experiências que edificam!
 
Tais experiências ainda eu quero que perdurem 
No recanto mais secreto do meu coração.
Mas elas só irão prevalecer em mim
Enquanto eu for irradiado e animado
Por uma força íntima,
Uma força misteriosa e secreta que me traz à vida
E tem até hoje me feito continuamente caminhar...
Enfim, dentro de mim reina
Uma motivação que insiste, até esse momento,
Em trazer à tona reminiscências alegres,
Reminiscências que me ensinam
Que na vastidão de meu ser
Elas devem permanecer!
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Quando eu vejo

Quando eu vejo a imensidão do mar,
Quando eu vejo as suas ondas se erguerem soberanas,
Eu posso sentir a alegria pulsar no meu coração
Como uma criança entusiasmada
Pela surpresa de uma novidade.
Nas suas águas infinitas, no seu sussurro voluptuoso,
Eu então renovo a minh'alma
Na certeza de uma paz interior significativa.

Quando eu vejo o azul do céu
E os raios solares resplandecendo
O verde das árvores, dos outeiros e das campinas,
Bem como toda a natureza circundante,
Eu consigo sentir uma esperança renascendo
Em meio a exuberância de um dia
Límpido e repleto de luminosidade,
De um dia reservado para toda alma onírica.

Quando eu vejo o amor verdadeiro
No coração dos homens íntegros e valentes,
Eu me liberto na contemplação
Da presença da vida ainda tremular...
E então nutro a certeza de que ainda
Vale a pena viver para apreciar com todos os sentidos
O azul do céu, a luz solar, as águas infinitas do mar
E o perfume de toda a natureza ao meu redor.
 
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Oración de Alabanza

¡Yo te alabo, excelso redentor, fortaleza de mi vida!
¡Yo te alabo, estrella de la mañana, rey de la equidad!
Tú eres hoy y para siempre serás la luz que prodiga
¡La esperanza para un ardiente sueño de libertad!

Todo lo que existe, lleva tu esplendor;
Todo lo que existe, surge a través de tus ordenanzas
Que de la nada produce bellas creaciones con amor
Y en nuestras almas una lluvia de bienaventuranzas.

Quiero que tú seas todos los días mi guía,
Quiero que tú me enseñas a tener lecciones de sabiduría
Para refulgir en mi ser tu gracia preciosa.

Quiero que tú seas, cuando yo viniere a desfallecer,
Una firme fundación que siempre me has de fortalecer,
¡Sembrando en mi ser tu verdad maravillosa!
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