Escritas

Lista de Poemas

Era o sol de Maria (poema musicado)


E o sol que nascia, no mês de dezembro,
Já via Maria, nas ondas do mar.
E a luz que ofuscava, e dourava o horizonte,
Fazia seu corpo, sensual, brilhar.

O vento que vinha, soprando na praia,
Sua pele molhada, teimava em secar.
Pra longe levava, sabor de Maria,
Perfume envolvente, a inebriar.

Manhãs de alegria, manhãs de dezembro,
Na história ficaram, como a enfeitar,
O tempo de ontem, tempo de Maria,
Quando o amor, se banhava no mar...
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Minha lua (poema musicado)


Vivia perdido e sozinho no mundo,

Andava vagando, sem ter um porquê.

Até que deitado na areia da praia

Meus olhos se abrem e vejo você.

 

Assim sua luz, entrou na minha vida,

Assim meu amor por você nasceu.

Eu sempre lhe olhava mas, nunca lhe via

Eu sempre lhe tive, mas nunca fui seu.

 

Assim que o seu brilho entrou na minha alma,

Me trouxe a calma, me deu a razão,

Você é guia e mentora da vida,

E estará para sempre no meu coração.

 

Agora eu passo as noites nas ruas,

Olhando o céu, a lhe procurar.

Assim que a vi, brilhando tão nua,

Eu soube que, lua... Eu nasci pra lhe amar!

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Meus sentimentos


Como assim, só carnes e ossos?
De onde vem esse julgamento?
Não meu amor, eu sou feito
De carnes, ossos e sentimentos.

Podem cortar minha carne,
Fazer correr o meu sangue.
O tempo vai cicatrizar
E tudo será como antes.

Podem serrar os meus ossos,
Por placas, parafusar.
Mas o meu “eu” verdadeiro
Em nada irá modificar.

Mas, nem por um momento,
Preste muita atenção,
Brinque com os meus sentimentos
Ou perderá a razão.

Neles, estão minha vida.
Neles moram meus “porquês”.
Neles escrevo minha história.
Neles eu guardo, você.

 
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Louca poesia


Serão loucos, os poetas?
Ou quem sabe, serão sonhadores?
Serão visionários os profetas?
Ou apenas, pesquisadores?

Afogado de morte nas mansas
Lagoas da minha poesia 
Não me permito viver,
Sem que sonhe, nem por um dia.

Talvez a vida por si,
Não seja a motivação.
Pois não é de carne o que sinto
E chamo de coração.

Nos versos componho os momentos
Da forma como os queria
Nas rimas promovo encontros,
Que fossem como eu gostaria.

Se todo poeta é um louco,
Loucuras, sublimes razões,
Que nos permitem criar
Amores, sonhos, paixões...
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Não vou morrer de amor.


Não, não vou morrer de amor...
Não pela sua presença marcante, seu perfume único, seu charme irresistível.
Não, não vou morrer de amor...
Não pelo seu olhar, que transmite essa calma, serenidade tamanha, paz da minha vida.
Não, não vou morrer de amor...
Não pelo seu sorriso, que me contagia e inebria.
Não, não vou morrer de amor...
Não pela sua voz, doce e intensa, como a mais bela sinfonia.
Não, não vou morrer de amor...
Não, não agora que estou contigo. Mas quem sabe, se você se for...
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Meu sol


O sol que hoje nasceu

E nos emprestou seu calor

Iluminou com seu brilho,

Em nossas vidas, o amor.

Só não me tirou da cama,

Calma, eu explico o que digo:

A luz que ilumina minha vida,

Dormiu esta noite, comigo...
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Sobre os tempos


Naqueles tempos, nasciam risos sem alegria, vidas sem amor, crianças sem cérebro, poemas sem poesia. Tempos difíceis.
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Aquarela da solidão.


Minhas mãos ao piano, buscam lembranças.
Velhas músicas que ficaram retidas na memória
Sequencias de acordes que nunca mais esqueci...

Minhas mãos ao piano, trazem de volta,  momentos.
Aqueles que dividimos nesta sala
Regados de amor e vinhos, frutados e perfumados como você.

Minhas mãos ao piano, tentam apaziguar a saudade.
Aquela saudade que veio morar comigo,
Desde o dia em que você saiu por aquela porta.

Minhas mãos ao piano, vasculham em busca de qualquer palavra,
Que rime com coração e emoção,
Mas só encontram uma única rima: solidão...

Minhas mãos ao piano, vagam sem rumo sobre as teclas,
Buscando de alguma forma, por simples detalhes e por segundos que sejam,
Motivos que me façam esquecer, que te perdi.
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Estranhos


Somos estranhos. Estranhos nas noites.
Somos corpos cobertos em mentes nuas, 
perambulantes, largados nas ruas, 
cobertos de céu, banhados de lua.

Eu e você, dois caminhos
Que só pelo acaso, por vezes se cruzam, 
nos bancos dos bares, costumes que usam. 
Na troca de olhares, nas roupas que ousam.

Somos dois, mas somamos milhões, 
de almas diversas em mundos iguais.
De feras perdidas em seus rituais, 
na busca constante de suas razões.

Somos garotos, vestidos de adultos, 
que na liberdade expressam seus cultos,
nas pistas de dança, libertam seus vultos, 
nas horas perdidas, procuram emoções.

Perdidos! De nós não sabemos, 
alem do momento, este que vivemos.
Apenas do amor, que por vezes fizemos, 
mas que se acabou,  como as ilusões.
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Pelo olhar da poesia


Olhei as bombas que caiam, e faziam com que tudo voasse pelos ares.
Imaginei que fossem flores, abrindo suas pétalas enquanto refletiam raios de luz.
Vi bombardeiros sobrevoando céu e imaginei pássaros voltando ao ninho.
Vi mísseis cruzando o espaço para atingirem com precisão milimétrica seus alvos.
Logo imaginei colibris, na busca de seus cálices de mel.
Vi homens lutando com seus iguais, por simples opiniões diferentes.
Imaginei uma festa, com muitos abraços e alegria.
Vi canhões cuspindo fogo pelas bocas e logo imaginei fogos de artifício.
Vi milhares de soldados avançando sobre o exército inimigo.
Imaginei torcedores vibrando por mais um recorde quebrado.
Vi os desfiles militares demonstrando poder de destruição
Imaginei escolas de samba, cantando mais um carnaval.

Eu vi assim a  guerra...

Enquanto nos jardins, as flores se espreguiçavam ao sol que na tarde caia,
E os pássaros voavam para seus ninhos, onde bicos entreabertos e gulosos os esperavam,
Centenas de beija-flores coloriam aquela manhã de primavera.
Crianças brincavam nos parques, em uma inocente alegria que esparzia tão somente o amor.
Enquanto no céu, um arco-íris se desenhava ainda tímido,
N
as praças, casais caminhavam de mãos dadas.
Nas vitrines, curiosos assistiam o final de mais um torneio.

Uma banda tocava, no coreto elevado, velhas canções carnavalescas.
As pessoas se respeitavam e cumprimentavam. Tudo era só vida, e alegria.
 
Eu, observando agradecia por ter descoberto em minha vida,  a poesia.
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Comentários (32)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.