Lista de Poemas
Rio Douro
Arribas do Rio Douro
Que tantas vezes subi
Ó que saudades eu tenho
Quando me lembro de ti
Tens contornos tortuosos
Escarpas que não têm fim
Serpenteando as arribas
Altas fragas e o alecrim
Onde aves de rapinas
Têm condições ambientais
Nos penedos rendilhados
Águias, abutres e mais
Têm seus ninhos escondidos
Das raposas predadoras,
O lobo, a tal não se atreve
Prefere caça das pastoras
Gigantes fragas escarpadas
Pela erosão milenar
Tingiu de cores variadas
Com efeitos a imaginar
O número dois, podemos ler
Nas fragas do lado espanhol.
Quem não acredita, venha ver
E ouça o canto do rouxinol.
Entras por fragas abruptas
Neste querido Portugal
Aos poucos interruptas
Com tua calma natural
Rio Douro, Rio Douro
Quantas enguias comi,
Tu és o maior tesouro
Dos rios que eu já vi.
São Paulo, 11-09-2012
Armando A. C. Garcia
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Perimetral
Se és capaz de maltratar
Quem da vida nada tem
Também podes suportar
O peso do meu desdém.
Ó Deus da eterna glória,
Do saber e da justiça
Leva teu filho à vitória
Nos liames desta liça
Não o desampares agora
Quando de Ti, mais precisa
Socorre-o sem demora,
Antes que perca a camisa
A fé, por Ti, descortina
És sua âncora de esperança
Dissipa-lhe a neblina
Que lhe tira a confiança
Senhor, ó Rei da glória
Deste mundo sofredor
Tu, julgarás a pretória
Que julga o mundo a "priori"
Teu julgamento isento
Das vicissitudes terrenas
Não aceita argumento
Estes, são do mundo apenas
No imenso caos do abismo
Na escuridão mergulhados
Pagarão pelo cinismo
Ao serem por Deus julgados.
São Paulo, 03/08/2012
Armando A. C. Garcia
"(do latim, "partindo daquilo que vem antes")
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O Agnóstico
Agnóstico, é o nome pomposo de ateu
Aquele que diz, não existir Deus, nem o céu
Diz-se descrente, sem fé, sem religião
Entretanto, preocupa-se com sua condição
Agnóstico é aquele que diz não crer em nada
Todavia, no íntimo recôndito da alma
Tem a semente que procura não germinar
E diz o mundo infestado de mentiras
Diz que a noção de justiça foi subvertida
Por Deus poder torturar a alma humana
Banindo a compaixão dos corações
Transformando homens em demônios
Que o Deus da bíblia é insensível, justiceiro
Que todas as religiões tem concepção errada
E influenicam o homem a sacrifícios e orações
Que Cristo foi uma lenda, um mito, e que,
Dos pagãos, adaptaram a eucaristia:
Que no festival da colheita faziam bolos de trigo
E no preito a Ceres e a Baco bradavam
A Ceres, "esta é a carne de nossa deusa"
E a Baco, "Este é o sangue de nosso deus"
Que não há, nem houve um ser criador
Vez que triunfa a injustiça neste o mundo
Que o dizem governado por um Deus
Um Deus que dizem, criador de doutrinas cruéis
A espalhar guerras e mortes no mundo
Terremotos, inundações, secas noutras regiões
Vulcões vomitando fogo, relâmpagos letais
Onde está a bondade de Deus, eles perguntam.
Porém, lá no fundo de seus corações
No recôndito da alma, eles crem num Deus
Talvez à sua maneira e conveniência
Um Deus que atenda e entenda suas intenções.
São Paulo, 12/08/2012
Armando A. C. Garcia
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Abominação
Abomino o ódio e a farsa
O álcool, o vício e a droga
Corrupção e o comparsa,
A mentira de quem roga
Com maldade radicada
Dentro do seu coração.
Abomino a força espada
De quem não tem compaixão
Abomino a hipocrisia
Fingimento, falsidade
A erótica pedofilia
E a falsa dignidade
Abomino a impunidade
Crueldade, selvageria
A fraude, deslealdade
Simulação, velhacaria
A trapaça e a má-fé
Abomino a mercancia
Daqueles que vendem a fé
Aonde mora a *agnosia.
Abomino a injustiça
Ínsita e pertinaz
Como abomino a cobiça
Pelo mal que ela nos traz
Abomino o que não presta
Torpeza, desonestidade
E de tudo o que me resta
É o amor à humanidade
São Paulo, 08/08/2012
Armando A. C. Garcia
*ignorância
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Translação
No rude tear da minha poesia, tecerei versos
Continuarei a conjugar, ainda que imperfeitos
E na translação, tirando o sossego das letras
Ignorando métrica e rima, caminho anverso
Dando ensejo ao eco que guia os meus feitos
Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras
Ignorando condimentos e ou, comedimentos
Meus versos são razão, princípio, fim e meio
A metáfora, na qual se interliga a palavra
Levando no auge dos versos pensamentos
Exteriorizando o estado de alma e o anseio
Da luta incessante que com a emoção se trava
Entre impulsos incontidos, abismo desconhecido
Versos que escrevo, com palavras e alma nua
Nos sonhos, nos sentidos que transbordam em meu ser
Vou tecendo uma teia, de notas em sustenido
Desejando veementemente que se conclua
A poesia que a primeira letra o papel viu nascer.
São Paulo 14/09/2006 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil) (Com a Pedofilia)
(Com a Pedofilia)
Criança, presta atenção
Naquilo que vou falar
Tem muito espertalhão
Querendo te abocanhar
É o lobo mau da historinha
Só que, em figura de gente
Criança, seja espertinha
Não sejas tão inocente
Criança, toma cuidado
De estranhos.Não aceites
Doces, bolacha ou salgados
O lobo, com esse deleites
Visa estraçalhar você.
Criança, toma cautela
O pedófilo é jacaré
Não quer que sejas donzela.
Nem um aperto de mão
Ou um elogio sequer
A sua má intenção
Está querendo esconder
Se pedófilo te abordar
Criança, toma juízo
Nem pares pra conversar
Que ele promete o paraíso
Chama a Polícia depressa
Antes que ele te faça mal
Brinquedos, são vil promessa
De uma troca desigual...
Se tu fores abordada,
Com proposta desonesta
Dá-lhe grande bofetada
E cospe na sua testa .
Aos Pais:
Quem ama toma cuidado
Com aquilo que o filho faz
Não deixe a vigília de lado
Às garras do satanás
Quem ama, toma cuidado
Alerte seu filho também
Não deixe que um desgraçado
Faça mal, a quem quer bem.
São Paulo, 21/07/2008
Armando A. C. Garcia
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TEXTO DE UTILIDADE PÚBLICA - POR FAVOR, REPASSE-O
FOI DEUS
Quem deu perfume às flores
E encheu de estrelas os céus
Quem, fez as nuvens maiores
Que as andorinhas, foi Deus.
Quem fez os rios e os montes
E o sol p ra nos aquecer
Quem pôs a água nas fontes
Foi Deus! não vá esquecer...
Quem fez oceanos e mares
Estrelas no firmamento
Dentre as coisas basilares,
Deu-nos fome e alimento
Quem deu vida ao pensamento
E a vida encheu de ilusões
E ao coração sentimento
E aos sentimentos, paixões
Quem fez a noite e o luar!
E o infinito dos céus
A imensidade do mar
E o mundo inteiro, foi Deus.
São Paulo,22/03/1965 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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