Lista de Poemas
Ave sem canto (soneto)
Ave sem canto (soneto)
Lavas fumegando em meu coração
Jorram cinzas, ainda deste vulcão
Rasgando o peito que sangra ferido
D’acre saudade de haver-te perdido
A procela não dá alento à dor
Nem meu queixume reverte o amor
É como a ave, sem canto, perdida
Folha da árvore, pelo vento batida
No chão se arrasta já seca, sem vida
Nos espasmos da morte intenso *palor
No pranto fugaz de um sonho de amor
Porém, meus lábios, jamais beijarás
Qual luz que fenece, então, tu dirás:
Do amor que perdi, eu fui consentida !
*palidez
São Paulo, 10/09/2013 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Lavas fumegando em meu coração
Jorram cinzas, ainda deste vulcão
Rasgando o peito que sangra ferido
D’acre saudade de haver-te perdido
A procela não dá alento à dor
Nem meu queixume reverte o amor
É como a ave, sem canto, perdida
Folha da árvore, pelo vento batida
No chão se arrasta já seca, sem vida
Nos espasmos da morte intenso *palor
No pranto fugaz de um sonho de amor
Porém, meus lábios, jamais beijarás
Qual luz que fenece, então, tu dirás:
Do amor que perdi, eu fui consentida !
*palidez
São Paulo, 10/09/2013 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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👁️ 1 069
Redimir
Redimir
A cada dia que passa,
A minha alma redime
O lodo que a embaça
A chaga que a oprime
Suprindo as minhas faltas
À custa do sacrifício
Resgatando contas altas
Por um futuro auspício
Vim ao mundo depurar
Expurgar o meu passado
Que como as ondas do mar
Tem sido muito agitado
Evito que se propaguem
Com pérfida astúcia do mal
Aos céus, desculpas não cabem
Negá-lo é paradoxal
Nem desculpa, nem disfarce
Atenuam nossas faltas
Na hora do desenlace
Nosso rol, tem contas altas
Lá está o resultado
De todo nosso devaneio.
O perdão do mau pecado
Na depuração tem esteio
A nossa própria consciência,
Não abdica dos erros
Deve à lei obediência
Quando chega ao cemitério !
Porangaba, 26/04/2013
Armando A. C. Garcia
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A cada dia que passa,
A minha alma redime
O lodo que a embaça
A chaga que a oprime
Suprindo as minhas faltas
À custa do sacrifício
Resgatando contas altas
Por um futuro auspício
Vim ao mundo depurar
Expurgar o meu passado
Que como as ondas do mar
Tem sido muito agitado
Evito que se propaguem
Com pérfida astúcia do mal
Aos céus, desculpas não cabem
Negá-lo é paradoxal
Nem desculpa, nem disfarce
Atenuam nossas faltas
Na hora do desenlace
Nosso rol, tem contas altas
Lá está o resultado
De todo nosso devaneio.
O perdão do mau pecado
Na depuração tem esteio
A nossa própria consciência,
Não abdica dos erros
Deve à lei obediência
Quando chega ao cemitério !
Porangaba, 26/04/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 1 062
Homenagem à Rainha do Fado Amália Rodrigues
Homenagem à Rainha do Fado
Amália Rodrigues
Amália, do outro lado,
Junto do Homem da cruz
Pediu pra cantar um fado
Em homenagem a Jesus
Deus consentiu no pedido
E foi ouvi-la cantar
Ficou muito arrependido,
Tê-la mandado chamar
Disse ao anjo, francamente
Que vacilo foi o teu
Amália, eternamente
Em Portugal tinha o céu !
É tão grande a perfeição
Da cantora portuguesa
Os anjos não conseguirão
Imitá-la, com certeza
Ao povo das caravelas
Que tantas graças lhe dei
Dei-lhe Amália como estrela
Por descuido lha tirei !
São Paulo, 29/04/2013
Armando A. C. Garcia
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Amália Rodrigues
Amália, do outro lado,
Junto do Homem da cruz
Pediu pra cantar um fado
Em homenagem a Jesus
Deus consentiu no pedido
E foi ouvi-la cantar
Ficou muito arrependido,
Tê-la mandado chamar
Disse ao anjo, francamente
Que vacilo foi o teu
Amália, eternamente
Em Portugal tinha o céu !
É tão grande a perfeição
Da cantora portuguesa
Os anjos não conseguirão
Imitá-la, com certeza
Ao povo das caravelas
Que tantas graças lhe dei
Dei-lhe Amália como estrela
Por descuido lha tirei !
São Paulo, 29/04/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 1 118
Se Deus igualasse (soneto)
Se Deus igualasse...
Se Deus igualasse nossos pensamentos
Se, também, igualasse os sentimentos
O mundo seria uníssono em tom e cor
Como ficaria a atração física e o amor?
Que seria de nossos vãos contentamentos
Como seriam nossos vis comportamentos
E que seria de nossas loucas esperanças
Talvez, sendo jogadas nas intemperanças
Mas a sapiência Dele nos fez desiguais
Para que cada um procure o algo mais
E nas bordoadas da vida, a exalação
Pôs amor e sentimento no coração
Pôs no pensamento a pura reflexão
Fez de cada um de nós, seres universais
Porangaba, 05/05/2013
Armando A. C. Garcia
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Se Deus igualasse nossos pensamentos
Se, também, igualasse os sentimentos
O mundo seria uníssono em tom e cor
Como ficaria a atração física e o amor?
Que seria de nossos vãos contentamentos
Como seriam nossos vis comportamentos
E que seria de nossas loucas esperanças
Talvez, sendo jogadas nas intemperanças
Mas a sapiência Dele nos fez desiguais
Para que cada um procure o algo mais
E nas bordoadas da vida, a exalação
Pôs amor e sentimento no coração
Pôs no pensamento a pura reflexão
Fez de cada um de nós, seres universais
Porangaba, 05/05/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 784
Cicatrizes (soneto)
Cicatrizes ... (soneto)
Minhas dores e lamentações, não escutas
Que acontece com teu pobre coração...
Consequências na troca de permutas
A exigir paciência ou resignação !
Sem olor a fragrância dos perfumes
Que exalavas na doçura do beijo,
Inúteis as palavras que resumes
Sendo nada, não são o que almejo
Escondo no peito os prantos sentidos
Em segredo preservo a dor do desamor
No meu ser, há desejos incontidos
Cicatrizes que meus sonhos marcaram
Quando desabrochavam com esplendor
Teu desamor. Minhas esperanças secaram.
Porangaba, 02/12/2012
Armando A. C. Garcia
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Minhas dores e lamentações, não escutas
Que acontece com teu pobre coração...
Consequências na troca de permutas
A exigir paciência ou resignação !
Sem olor a fragrância dos perfumes
Que exalavas na doçura do beijo,
Inúteis as palavras que resumes
Sendo nada, não são o que almejo
Escondo no peito os prantos sentidos
Em segredo preservo a dor do desamor
No meu ser, há desejos incontidos
Cicatrizes que meus sonhos marcaram
Quando desabrochavam com esplendor
Teu desamor. Minhas esperanças secaram.
Porangaba, 02/12/2012
Armando A. C. Garcia
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👁️ 1 114
Obsessão (soneto)
Obsessão (soneto)
Impertinente pensamento sua figura
Em vão procuro esquecê-la. E seu retrato
Há muito tempo o queimei com amargura
Pensando livrar-me desse *desiderato
A alucinada visão de sua silhueta
Em minha mente é constante, interminável
Parece ter o poder monstruoso do capeta
Sua figura a todo instante é infindável
Ah! Certamente devo estar a delirar
Ou talvez no limite das *assimetrias
Que na verdade, não sei onde albergar
E nada no mundo preenche este vazio
Que gravou na mente sua fisionomia
Cuja obsessão, mais parecer um desvario !
• Aquilo que se deseja; que se aspira
** fig. Desarmonias de certas funções
São Paulo, 18/02/2013
Armando A. C. Garcia
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Impertinente pensamento sua figura
Em vão procuro esquecê-la. E seu retrato
Há muito tempo o queimei com amargura
Pensando livrar-me desse *desiderato
A alucinada visão de sua silhueta
Em minha mente é constante, interminável
Parece ter o poder monstruoso do capeta
Sua figura a todo instante é infindável
Ah! Certamente devo estar a delirar
Ou talvez no limite das *assimetrias
Que na verdade, não sei onde albergar
E nada no mundo preenche este vazio
Que gravou na mente sua fisionomia
Cuja obsessão, mais parecer um desvario !
• Aquilo que se deseja; que se aspira
** fig. Desarmonias de certas funções
São Paulo, 18/02/2013
Armando A. C. Garcia
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👁️ 1 097
Esse nó !
Esse nó !
Esse nó, também me aperta sem dó
Oh! Nó triste, nó porque não me deixas só...
Quem só já é, sem ter tua companhia
Que persiste qual lágrima de teimosia
Rotular-te de sonho ou quimera
Prenúncio futuro de longa espera
Se lembranças poderem ser lembradas
Sejam elas, mais sutis e delicadas
São Paulo, 07-12-2012
Armando A. C. Garcia
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Esse nó, também me aperta sem dó
Oh! Nó triste, nó porque não me deixas só...
Quem só já é, sem ter tua companhia
Que persiste qual lágrima de teimosia
Rotular-te de sonho ou quimera
Prenúncio futuro de longa espera
Se lembranças poderem ser lembradas
Sejam elas, mais sutis e delicadas
São Paulo, 07-12-2012
Armando A. C. Garcia
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Diz (soneto)
Diz...
Diz... que o encantamento de tua ilusão
Chegou ao fim. E que tudo foi um engano
Da desenfreada torrente da paixão
Que durou aproximadamente um ano!
Diz... Sem tremer a voz e empalidecer
Que já não me queres mais. E sem que te fira
Caminharás adiante sem retroceder
Pois teu coração, por mim, não mais suspira.
Diz...que foi um vão ensejo que passou
Que hoje, só sentes por mim indiferença
E que o amor em teu peito já terminou
Diz... se fores capaz de eloquência tal
No extremo fervor de tua desavença
Sinto que tu, nada dirás ao final !
Porangaba, 24/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Diz... que o encantamento de tua ilusão
Chegou ao fim. E que tudo foi um engano
Da desenfreada torrente da paixão
Que durou aproximadamente um ano!
Diz... Sem tremer a voz e empalidecer
Que já não me queres mais. E sem que te fira
Caminharás adiante sem retroceder
Pois teu coração, por mim, não mais suspira.
Diz...que foi um vão ensejo que passou
Que hoje, só sentes por mim indiferença
E que o amor em teu peito já terminou
Diz... se fores capaz de eloquência tal
No extremo fervor de tua desavença
Sinto que tu, nada dirás ao final !
Porangaba, 24/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Deixa (soneto)
Deixa... (soneto)
Deixa eu tecer minhas ilusões
No tear de minhas fantasias
Pra que possa, depois aos guturões
Saborear tão sonhadas iguarias
Nem que percorra *absconso caminho
Da invasão de uma tristeza profunda
Deixa que meu tear urda cada espinho
Nem que a lança na caminhada rotunda
Corte minhas mãos a cada urdida
Deixa mesmo que sofra é meu sudário
É minha veleidade. Gosto d’vida
Neste acervo ávido de ilusões
Quando o físico nefando, refratário
Já se esconde do lume das paixões.
Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia,blogspot.com
• Escondido; oculto
Deixa eu tecer minhas ilusões
No tear de minhas fantasias
Pra que possa, depois aos guturões
Saborear tão sonhadas iguarias
Nem que percorra *absconso caminho
Da invasão de uma tristeza profunda
Deixa que meu tear urda cada espinho
Nem que a lança na caminhada rotunda
Corte minhas mãos a cada urdida
Deixa mesmo que sofra é meu sudário
É minha veleidade. Gosto d’vida
Neste acervo ávido de ilusões
Quando o físico nefando, refratário
Já se esconde do lume das paixões.
Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia
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• Escondido; oculto
👁️ 1 108
Meus pobres versos !
Meus pobres versos !
Dos pobres versos que compus em desalinho
Alguns foram lidos, mas muitos outros, não.
Como a rosa perfumada, tem o espinho
Meu estro, não lhes tocou o coração.
Mas se de versos indecorosos fosse a veia
De milhares seriam as suas leituras
Felizmente, não é essa a veia que lastreia
Foi concebida para coisas mais puras
Não é profana, nem mesmo anticristã
É contra os arautos vendilhões dessa fé
Que se insurge, por não ser doutrina sã,
E opõe-se a políticos, que fazem o que se vê....
Exponho o que dentro da minha alma eu sinto
Suspiros, lágrimas ou contentamento
E nesta imensidade, ó leitores, não minto
É meu primeiro e último comportamento !
São Paulo, 28/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Dos pobres versos que compus em desalinho
Alguns foram lidos, mas muitos outros, não.
Como a rosa perfumada, tem o espinho
Meu estro, não lhes tocou o coração.
Mas se de versos indecorosos fosse a veia
De milhares seriam as suas leituras
Felizmente, não é essa a veia que lastreia
Foi concebida para coisas mais puras
Não é profana, nem mesmo anticristã
É contra os arautos vendilhões dessa fé
Que se insurge, por não ser doutrina sã,
E opõe-se a políticos, que fazem o que se vê....
Exponho o que dentro da minha alma eu sinto
Suspiros, lágrimas ou contentamento
E nesta imensidade, ó leitores, não minto
É meu primeiro e último comportamento !
São Paulo, 28/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Sou Poeta !
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
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