Escritas

Bananices

diego ivan de souza adib


Eu não posso compreender a incompreensão do ser humano;

na verdade, a humanidade parece mais um engano.

Que grande parte gostaria de ser marciano;

mesmo não sabendo se existe vida em Marte.

Às vezes, prefiro crer que não estou acreditando;

em que não acredito nem mesmo vendo.

Que até tento achar que compreendo;

mas por tudo que venho conhecendo,

a realidade não passa de uma ilusão.

Assim, iludo com tudo; mesmo com a visão,

prefiro enxergar o mundo como cego.

Fico surdo por tanto que já escuto;

ou melhor falando, acharia que o mais certo seria que eu fosse mudo;

já que o que falo eu já calo;

e, mesmo que cante o galo, ainda nego.

Mesmo que ganhem o paraíso eterno,

mesmo sem ordem,

mordem o fruto,

e tornem o paraíso um inferno;

são os filhos, os frutos desse mesmo produto,

são substitutos,

a herdarem tanto o erro materno como, também, o erro paterno.

A viverem essa vida moderna,

que torna pior do que era

na era das cavernas.

E o homem e o macaco são vistos como farinha do mesmo saco

pela teoria da evolução;

por mais que a teoria pareça tolice,

e não queira, com o macaco, nenhuma comparação à raça humana;

por mais que, na prática, faça os homens, na vida, muita macaquice,

ou comam, também, bananas.

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Comentários (2)

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2012-08-14

Há verdades nos versos , há humanidade , há reflexão. leia

2012-08-14

Há humanidade e reflexão nos verso do texto belo de humanidade. Parabéns