Bananices
diego ivan de souza adib
Eu não posso compreender a incompreensão do ser humano;
na verdade, a humanidade parece mais um engano.
Que grande parte gostaria de ser marciano;
mesmo não sabendo se existe vida em Marte.
Às vezes, prefiro crer que não estou acreditando;
em que não acredito nem mesmo vendo.
Que até tento achar que compreendo;
mas por tudo que venho conhecendo,
a realidade não passa de uma ilusão.
Assim, iludo com tudo; mesmo com a visão,
prefiro enxergar o mundo como cego.
Fico surdo por tanto que já escuto;
ou melhor falando, acharia que o mais certo seria que eu fosse mudo;
já que o que falo eu já calo;
e, mesmo que cante o galo, ainda nego.
Mesmo que ganhem o paraíso eterno,
mesmo sem ordem,
mordem o fruto,
e tornem o paraíso um inferno;
são os filhos, os frutos desse mesmo produto,
são substitutos,
a herdarem tanto o erro materno como, também, o erro paterno.
A viverem essa vida moderna,
que torna pior do que era
na era das cavernas.
E o homem e o macaco são vistos como farinha do mesmo saco
pela teoria da evolução;
por mais que a teoria pareça tolice,
e não queira, com o macaco, nenhuma comparação à raça humana;
por mais que, na prática, faça os homens, na vida, muita macaquice,
ou comam, também, bananas.
Comentários (2)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Português
English
Español