Escritas

Tudo aquilo que calo

diego ivan de souza adib


Vejo de maneira cega,

e tudo que vejo me cega dessa mesma maneira;

vendo, nos olhos, toda minha cegueira,

que não enxergo, por mais que eu mesmo veja;

ouvindo

o silêncio que vem vindo

de forma bem barulhenta;

que por mais absurdo que seja,

fico mais surdo,

pois cada vez mais o silêncio aumenta.

E, quando falo,

não deixo de estar calado;

deixando, também, falado,

que tudo que bem falo é tudo aquilo que calo;

ou, sobretudo,

digo, exatamente, tudo;

enfim, consigo responder,

mesmo ficando, totalmente, mudo.

Isso já é tudo que preciso para dizer.



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Comentários (2)

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deborah_freitas123@hotmail.com
deborah_freitas123@hotmail.com
2012-11-19

eu gosto muito de ler, mais esse poemas de CASTRO ALVES  e muito chato.....não gostei não!

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2012-11-19

eu gosto muito de ler, mais esse poemas de CASTRO ALVES  e muito chato.....não gostei não!