Estações
Como uma criança, perdida em meio à multidão procuro tua mão por segurança. Como um bebê, necessitado do que não pode satisfazer a si mesmo, cansado de tanto chorar, encontro teu colo e aconchego. Como uma donzela, dividida entre mundos - mulher ou criança - procuro tua arrogância em me dizer quem sou, tuas palavras doces e não menos vãs que me confortam as dúvidas. Como um amante, em seu momento de fulgor, procuro teus olhos antes da alegria maior, antes do suspiro de puro contentamento, entrelaço nossas mãos. Não somos dois, somos segurança, colo, arrogância e prazer. .
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