Voto
Quando criança,
fiz um voto de amar-te até a morte.
Ser para ti meiga, doce e obediente.
Nem por demais inteligente,
Nem por muito ignorante.
Pôr mel em minha voz,
ouvir atentamente tuas palavras sábias
e também as não tão sábias assim.
Ver bondade em cada gesto teu para comigo,
ver tenacidade no que alguns (ou muitos) chamariam de teimosia.
Seria o vento embaixo de tuas asas,
tua consorte, teu amor, tua amiga,
tão delicada quanto um botão de flôr.
A minha segurança, a minha vida e os meus sentimentos
Só a ti pertenceriam.
Quando criança fiz um voto,
de amar-te até a morte.
Nunca te pediria muito,
me satisfaria com as migalhas de atenção que pudesses me dar.
Não haveria para mim tesouro maior que o teu coração.
Cumpri meu voto,
A criança em mim te amou,
tanto ou mais quanto disse que faria.
Amou-te até o dia em que morreu,
Amou-te até quando você a matou em mim.
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