Lista de Poemas
Lisboa de mil amores
Ou a luz se perde do olhar
São os campos perdidos e os montes
Que se estendem pela noite devagar
São tantos os caminhos e os dias
Tantos como a saudade que se tem
Talvez um sabor leve de maresia
Talvez lembrança do sabor de alguém
Ai Lisboa estendida sobre o rio
Ai Lisboa de mil amores perdidos
Só de quem puder sentir
Que há um mar em ti escondido
Será do luar o brilho intenso
Será do olhar de quem eu quero
Que faz ir-se perdendo ao longe o escuro
E faz ir-se calando o desespero
Enquanto o dia vai
Enquanto a noite vem
E um desassossego acorda alguém
Uma canção distante
Lembra o sonho e outro olhar
Ai se toda a saudade
Pudesse enfim acalmar
Ai Lisboa estendida sobre o rio
Ai Lisboa de mil amores perdidos
Só de quem puder sentir
Que há um mar em ti escondido
Por Tu Amor
todo lo aposte
mi cansacio com un trago de silencio
my fuerza y mi fe
Hoy ha habido una luna casi negra
en un cielo gris
y uno es guerrero
es compañeiro aunque no vuelva
yo a saber de ti
mas que más da
Si por tu amor hay que a aprender
a hacer revoluciones en la calle
si hay que luchar hasta ya no poder
yo lucharé
cantando en noches de silencio
ganando sobre piedras mi destino
si hay que ser fuerte
yo aprenderé
Hoy he buscado hasta el final de la oscuridad
la risa o la muerte
he arrancado muy muy dentro de mi alma
raíces de flor o dolor
mas que más da
Si por tu amor hay que a aprender
a hacer revoluciones en la calle
si hay que luchar hasta ya no poder
yo lucharé
cantando en noches de silencio
ganando sobre piedras mi destino
si hay que ser fuerte
yo aprenderé
Pedras e Flores
Ilha de náufragos esquecida no mar
E o tempo é nada haver sentido tudo
O que por nada ser nos faz mudar
Hoje o mundo é o revés de um sonho
Que um sono mais profundo fez esquecer
Para quê querer das coisas a razão
Se quase nada tem razão de ser
O luar traz silêncios e disparos
E carícias fugazes e horrores
E morre-se num canto de um poema
Por isso e outras coisa dão-se flores
Bebe-se vinho e dorme-se ao relento
E liberta-se o grito que vier
Pra se ouvir longe e perto, e dentro
Conserva-se o silêncio, o que se puder
E alguma vez ainda se acredita
Na força da montanha céu adentro
E na canção do mar por ser bonita
E nas asas que inventa, cores ao vento
Mas hoje voam pássaros sem asas
Na terra desabrocham cores de guerra
E hoje as flores rolam pelo chão
Como se fossem pedras
Saltimbanco Louco
quero rasgá-los no meu peito
quando aprendemos sozinhos
parece que há mais direito
A ter inteira a tua alma
roubar-ta quando não esperas
e abraçar-te no colo sem saberes
como se faz a um amor que se perdera
Assim andarás comigo
quando de ti não souberes
e não te ensino os caminhos
para tomares os rumos que quiseres
Tenho a alma desvastada
de um sentimento sem fundo
e sou como um saltimbanco louco
que por quase, quase nada
se entrega ao mundo
Nazaré
Na acalmia da maré
E a lua inundou-me os olhos
E o mar despido afundou-me a fé
E hoje de que serve a jura
Se ele à praia não vai voltar
Esperei na noite mais escura
Até ver na água o azul clarear
Ai Nazaré
Deixa-me embalar o mar
Deixa-me embalar o mar
E o sal no brilho dos olhos
Sabe a tristeza sem fim
Que hoje o mar abraça e leva
O que Deus quis e arrancou de mim
Ai Nazaré
Deixa-me embalar o mar
Deixa-me embalar o mar
Ainda hoje acordei na praia
Nada ao longe se avistou
Só mais uma noite escura
Sob o azul e sob a lua
Esconde o que o mar me roubou
Ai Nazaré
Deixa-me embalar o mar
Deixa-me embalar o mar
Ai Nazaré
Deixa-me embalar o mar
Deixa-me embalar o mar
Baile
alguém as há-de jogar
soltei a alma no vento
entre os claros do luar
vou cavalgar mais que o tempo
e antes do tempo chegar
à beira do sentimento
Correr os rumos do mundo
sem saber onde se vai
contar as estrelas no céu
respirar os vendavais
vou cavalgar mais que o vento
pra depois me demorar
à beira do sentimento
Vou dançar e escapar
numa fresta rasgada pela luz
vou rodar
pressentir
e fugir como o ar
vou dançar e escapar
numa fresta rasgada pela luz
vou rodar
pressentir
e fugir como o ar
Ser dono do infinito
que anda nos brilhos da noite
calor e fulgor do corpo
que a lua rouba o alento
vou cavalgar mais que o vento
pra depois me demorar
à beira do sentimento
Vou dançar e escapar
numa fresta rasgada pela luz
vou rodar
pressentir
e fugir como o ar
vou dançar e escapar
numa fresta rasgada pela luz
vou rodar
pressentir
e fugir como o ar
Grito
diz-nos o que é que nos separa
e porque é que o sol demora
atrás da colina escura
anda dar luz ao caminho
que a gente assim desespera
É como sonhar sozinho
como se o mar fosse raso
e o céu não tivesse altura
Sempre no silêncio
dá gozo a voz deste chão
mas inda me dói a alma
na dor do corpo e das mãos
tenho medo deste frio
que à noite sinto no peito
como se andasem cavando
como se andassem fechando
buracos de solidão
Agente não sabe
o que há depois do horizonte
a gente é um vulto curvado
com uma sombra defronte
a ouvir rumores na distância
a sentir dentro um segredo
feito de sonhos calados
feito de braços fechados
num poço fundo de medo
Anda dar luz ao caminho
que já nos dói a demora
É como sonhar sozinho
um sonho que nunca vinga
num grito que nunca chora
O Nome do Sal
Ter raiz nas romarias
Nas danças, nas cantorias
Na forma de se espraiar de um sonho errante
Em terra vasta e distante
Procurando o sal
Sinto voltar a saudade na cumprida
De palavras e vontades
De gestos e ansiedades
Das coisas que ainda não há mas que já estão
Na forma da nossa mão
Procurando o sal
Ah que os mares abertos fossem ventos
Fossem caravelas
Novos sonhos conquistando
Ah que o céu descubra rumos nossos
Nossas estrelas
Navegando
Molha-se a alma no suor da descoberta
Na pulsação da terra
De sonho e de pão repleta
A raiz outra vez a rebentar
Nova terra, novo mar
Procurando o sal
Seja de novo o impulso de viver
Para além de ir aguentando
E às cegas ir caminhando
Porque o dia tem cor do que é preciso
E pulsa no chão que eu piso
O sangue de Portugal
Ah que os mares abertos fossem ventos
Fossem caravelas
Novos sonhos conquistando
Ah que o céu descubra rumos nossos
Nossas estrelas
Navegando
Por Outras Palavras
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim
Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre
Mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim
Outro dia que amanhece
Gente que vai e que vem
Gente parada a ver passar
São as imagens das viagens
De quem foi pra muito longe
De quem só sonhou um dia lá chegar
São navegantes em terra
Com a alma a velejar
São soldados sem guerra
Que atiram contra fantasmas
Que não podem alcançar
Que não vão poder matar
Nas ruas ficam as marcas
Da coragem e do medo
Nas sombras da madrugada
Há quem fuja ao seu degredo
E grite a negro nas paredes
São braços, abraços estreitos
Que se dão ou que se vendem
Nos atalhos da má sorte
É a vida a contorcer-se
Ao sabor da multidão
É a falta de coragem
Que mata mais do que a morte
Mata antes de se morrer
São navegantes rio acima
Rua abaixo sem um norte
É gente de pouca idade
Que aprendeu cedo a saudade
Do amor e de outra sorte
Nas ruas ficam as marcas
Do que alegra ou entristece
O grito de quem se cala
Quando outro dia amanhece
Outro dia que amanhece nas ruas
Comentários (1)
Gosto muito de Mafalda Veiga! Tem uma voz suave, meiga e sabe bem ouvir! Para ela, os Parabéns!
Mafalda Veiga - Cada Lugar Teu (ao vivo) - (Legendado)
Mafalda Veiga - " Restolho " - Mafalda Veiga (legendado)
Cada lugar teu
Mafalda Veiga - "30 Anos_ Ao Vivo no Coliseu do Porto" [Full HD] (12.10.2018)
Mafalda Veiga - Olha Como a Vida É Boa
Mafalda Veiga - Madrid Ou Pequim
Mafalda Veiga- " Velho "- Mafalda Veiga (legendado)
Mafalda Veiga - Abraça-me bem
Mafalda Veiga - Imortais
Mafalda Veiga - Pássaros do Sul
Um pouco de céu
Cada lugar teu
Mafalda Veiga - Balançar ao vivo com Tiago Bettencourt
Mafalda Veiga - Estrada
Mafalda Veiga - O Meu Amor
Mafalda Veiga - Esta Canção
cada lugar teu - Mafalda Veiga (with lyrics)
Paciência
Um pouco de céu - Mafalda Veiga
Imortais
Uma noite para comemorar
Mafalda Veiga - Uma Gota
Balada de um soldado
Restolho (CCB)
Gente perdida
Planície
Mafalda Veiga - Lume
FigoMaduro e Mafalda Veiga - “Restolho” | Final | The Voice Gerações 2023
Velho
Restolho
Mafalda Veiga - No Rasto do Sol
Mafalda Veiga - Imortais
Mafalda Veiga - Cada Lugar Teu (Ao Vivo)
Ouve-se o mar
Mafalda Veiga - A Gente vai Continuar
Mafalda Veiga - Tatuagens com Jorge Palma
Louco (por ti)
Lisboa de mil amores
Quero-te Tanto...
O lume
Imortais - Mafalda Veiga e Jorge Palma
Nazaré
Restolho - Mafalda Veiga
Vertigem
O meu abrigo
Mafalda Veiga - Fim do Dia
Fragilidade (Mafalda Veiga & Luis Represas)
Mafalda Veiga e João Pedro Pais - Cada Lugar Teu.wmv
O Lume - Mafalda Veiga
Mafalda Veiga - Uma noite para comemorar
Português
English
Español